O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, trabalhando abaixo dos 124 mil pontos no pior momento, refletindo posições mais defensivas em dia de mau humor dos mercados. O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 1,10%, a 124.612 pontos, segundo dados preliminares.

Já o dólar fechou com variação positiva de apenas 0,06%, a R$ 5,178.

O que aconteceu com a Bolsa? O dia foi negativo nos principais mercados e o Ibovespa não escapou da tendência de baixa. Wall Street teve um pregão de realização de lucros, em meio à ansiedade com a reunião que o Federal Reserve (banco central americano) fará na quarta (28), decidindo os próximos passos da política monetária dos EUA.

Outro fator que deixou o mercado em alerta foram as medidas intervencionistas do governo chinês sobre setores como educação, alimentos e imóveis. Elas contaminaram o ambiente de negócios e desencadearam um fluxo vendedor naquele mercado, fazendo o yuan cair ao menor nível ante o dólar desde abril. O receio é de que essa onda regulatória se espalhe para outros setores.

Enquanto isso, o noticiário corporativo brasileiro começa a ser tomado pelos balanços das empresas. TIM e EDP Brasil já mostraram resultados do segundo trimestre; hoje é a vez da CSN, entre outras.

O recuo do Ibovespa foi potencializado pela variação negativa de blue chips como Vale (-1,88%) e Petrobras PN (-0,76%). Bancos e empresas de energia foram os únicos setores que fecharam o pregão no azul.

O que aconteceu com o dólar? O dólar oscilou entre perdas e ganhos ao longo desta terça-feira, mas encerrou a sessão no mercado à vista praticamente estável, mantendo-se abaixo de R$ 5,20 conforme operadores evitaram novas apostas menos de 24 horas até a decisão de política monetária nos Estados Unidos.

O dólar spot fechou a R$ 5,178 na venda, com variação positiva de 0,06%. No intradia, a moeda variou de R$ 5,2068 (+0,62%) a R$ 5,1491 (-0,50%).

No exterior, o dólar caía 0,17% ante divisas fortes, mas de forma geral ganhava terreno frente a pares mais arriscados, evidência da postura defensiva dos agentes financeiros antes da decisão do Federal Reserve.

Maiores altas:

CPFL Energia (+1,89%)
Itaú Unibanco (+0,98%)
Bradesco (+0,79%)

Maiores baixas:

CVC (-5,21%)
Petrorio (-4,27%)
Locaweb (-3,93%)

Com a Reuters

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