O cenário externo pesou para o mercado brasileiro nesta terça-feira (12). O temor com o aumento da instabilidade na América Latina e falas pouco otimistas do presidente americano Donald Trump sobre a guerra comercial contribuíram para a queda do Ibovespa e para a alta do dólar.

O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia cotado a 106.751 pontos, uma queda de 1,49%. As maiores baixas ficaram para CVC (-6,64%), Cosan (-4,93%), Eletrobras (-4,74%), BRF (-4,24%) e Cyrela (-3,40%). Já o dólar à vista fechou o dia em alta de 0,58%, cotado a R$ 4,166 — R$ 4,17.

“O mau-humor no cenário doméstico se dá muito pela interferência da América Latina, o Brasil acaba sendo englobado como um país emergente e sofre com essa aversão à risco”, afirmou Raphael Guimarães, operador de renda variável da RJ Investimentos, completando que no curto prazo a volatilidade deve continuar em evidência no mercado acionário.

Cenário externo. A América Latina vive um momento de instabilidade política nas últimas semanas, evidenciado por uma série de protestos realizados em diversos países.

A situação escalou a um segundo grau com a primeira queda de um governante desde o início da crise: Evo Morales foi pressionado a renunciar ao cargo de presidente da Bolívia e pedir asilo político ao México. Evo enfrentava manifestações que o acusavam de fraudar as últimas eleições do país, o que levou o comando das Forças Armadas a deixar de apoiá-lo e defender sua saída do cargo.

Já nos Estados Unidos, as expectativas de que Trump fosse dar sinais claros de um acordo comercial com a China foram frustradas pelo discurso do presidente americano. Trump disse que os negociadores norte-americanos e chineses estão “próximos” de uma “fase um” de um acordo comercial, mas repetiu a repetida retórica sobre a “trapaça” da China no comércio.

“Eles estão morrendo de vontade de fazer um acordo. Somos nós que estamos decidindo se queremos ou não fazer um acordo”, disse Trump sobre a China. “Estamos perto. A Fase Um de um acordo comercial significativo com a China pode acontecer. Pode acontecer em breve. Mas só aceitaremos um acordo se for bom para os Estados Unidos, nossos trabalhadores e nossas grandes empresas.”

(Com Reuters)

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