Em dia de notícias corporativas negativas, o Ibovespa fechou esta quinta-feira (dia 12) em queda de 1,11%, a 120.700 pontos. Com o temor de mais inflação nos Estados Unidos e em meio à incerteza fiscal no Brasil, o dólar encerrou o dia em alta de 0,67%, a R$ 5,25.

O que aconteceu com a Bolsa? O Ibovespa fechou em queda nesta quinta, em meio a uma enxurrada de balanços corporativos, com a Ultrapar desabando 12,3% após resultado abaixo do esperado no segundo trimestre, enquanto a Americanas foi um dos destaques positivos após aquisição do Natural da Terra.

A Minerva também teve dia de queda de mais de 10% após ruídos sobre eventual fechamento do capital da empresa, e a Via Varejo caiu mais de 7% mesmo após dobrar o lucro no segundo trimestre, com resultados abaixo do esperado por analistas.

Apesar de ter apresentado bons resultados no segundo trimestre, a B3 foi outra ação com forte queda, já que a Bolsa anunciou a revisão da classificação de risco de uma contingência legal de “remota” para “possível”.

Apesar da recepção negativa para alguns balanços nesta sessão, a equipe da XP Investimentos avalia os resultados do segundo trimestre como sólidos até agora, com 69% das empresas reportando lucro operacional (Ebitda) em linha ou acima das suas expectativas.

“A revisão (nas projeções) de lucros segue forte após temporada do segundo trimestre”, afirmou a equipe comandada por Fernando Ferreira em comentário a clientes.

No exterior, Wall Street mostrava certa fraqueza, com investidores ponderando dados que mostraram recuperação contínua do mercado de trabalho contra um salto nos preços ao produtor.

O que aconteceu com o dólar? O dólar se valorizou contra o real, com os investidores digerindo novos dados sobre a inflação dos Estados Unidos, enquanto o ambiente doméstico segue repleto de incertezas políticas e fiscais.

Os preços ao produtor nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em junho, sugerindo que a inflação pode permanecer alta, uma vez que a forte demanda continua prejudicando as cadeias de abastecimento.

Enquanto isso, no Brasil, os investidores continuavam cautelosos em meio ao ambiente político e fiscal nebuloso.

A pressão contínua do presidente Jair Bolsonaro por eleições de voto impresso — mesmo após Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso ser derrubada pelo plenário da Câmara — e a novela em torno do pagamento de precatórios têm sido pontos de atenção e, segundo Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio da Ourominas, colaboram para a volatilidade no mercado doméstico.

Maiores altas:

Notre Dame (6,91%)
Hapvida (6,38%)
Fleury (4,01%)

Maiores baixas:

Ultrapar (-12,33%)
Minerva (-11,27%)
B3 (- 7,71%)

(Com a Reuters)

 

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