O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, apoiado principalmente no desempenho de ações de mineração e siderurgia, com Vale subindo 2%, na esteira do avanço dos preços do minério de ferro na China. O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,76%, a 126.003 pontos.

Já o dólar fechou em queda de 0,68%, cotado a R$ 5,1748.

O que aconteceu com a Bolsa? O avanço do Ibovespa nesta segunda foi puxado pelo setor de commodities, com as blue chips entre os principais suportes.

“A recuperação do minério de ferro impulsionou o mercado brasileiro e, em especial, o setor siderúrgico, com destaque de alta para Usiminas (+3,56%), além das ações da Vale (+2,17%), que estão próximas da máxima histórica em R$ 118,13″, diz o analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora.

As commodities metálicas se recuperaram das quedas recentes, com a notícia de que as principais províncias produtoras de aço chinesas pretendem limitar sua produção neste começo de semestre para os níveis do ano passado — diante dos esforços do país em reduzir as emissões de carbono, o que eleva a expectativa de lucro para as empresas no curto prazo.

“Segundo avaliação de especialistas do setor, certamente não há disponibilidade de abastecimento suficiente para alimentar o crescimento do consumo de aço chinês no segundo semestre, especialmente para produtos longos”, complementa Ribeiro.

A equipe da XP Investimentos destacou que a agenda nesta semana está repleta de indicadores e eventos importantes, com a temporada de balanços de empresas do segundo trimestre no Brasil ganhando força nos próximos dias.

“As atenções dos mercados globais também vão estar voltadas para a reunião de política monetária do Federal Reserve (na quarta-feira), seguida pelo discurso do chairman Jerome Powell”, acrescentaram.

O que aconteceu com o dólar? O dólar fechou em queda nesta segunda-feira, com as vendas da moeda no exterior se estendendo às operações locais num dia de retomada de apetite por risco e na antevéspera da decisão de política monetária nos Estados Unidos.

De forma geral, o mercado doméstico de câmbio segue instável, enquanto investidores se preparam também para a decisão do Copom na próxima semana.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,68%, a R$ 5,1748 na venda. A moeda oscilou de R$ 5,231 (+0,40%) a R$ 5,1522 (-1,11%).

O foco dos agentes financeiros está nas sinalizações a serem dadas pelo Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) na quarta-feira, especialmente num momento em que o mercado enfrenta renovados temores da pandemia e potencial impacto sobre uma economia que produz números mais altos de inflação.

Analistas do Citi esperam que o Fed seja neutro e, por isso, veem sentimento de risco ainda positivo, preferindo vender dólar em momentos de alta da moeda.

O índice do dólar sobe 3,3% desde as mínimas de junho. A perspectiva global para a moeda é importante para análises sobre a performance do real no Brasil devido à correlação entre as divisas. Relatório do Morgan Stanley mostra que o real tem o beta (uma medida de sensibilidade) mais alto em relação ao dólar dentre uma lista de divisas emergentes.

Por ora, a aposta do Morgan Stanley é que o dólar se manterá acima de R$ 5 no curto prazo, mas com a moeda brasileira não sendo uma opção de venda relevante.

Maiores altas:

Usiminas (+3,56%)
CSN(+3,54%)
Embraer (+3,51%)

Maiores baixas:

Eztec (-2,59%)
Lojas Americanas PN (-2,56%)
Via Varejo (-2,48%)

Com a Reuters

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