Os investidores brasileiros vão poder contar com um novo índice acionário a partir de janeiro de 2022. A B3 e a GPTW (Great Place to Work) anunciaram a criação do índice GPTW, baseado “melhores empresas para trabalhar”.

“O índice vai avaliar boas práticas ESG das empresas, nos colocando na vanguarda mundial”, afirma Luis Kondic, diretor executivo da B3. Hoje, cerca de 50 empresas são certificadas pelo GPTW e, quando aplicados os critérios de seleção do índice, o número cai para 33.

Em uma análise, a B3 afirma que o índice GPTW teve um retorno maior do que o Ibovespa com menos riscos. “Isso permite que a gente mostre aos investidores que apostar no ESG tem gerado resultados positivos”, afirma Kondic.

Quais empresas vão entrar no índice? O primeiro passo é atender aos critérios de liquidez das ações. As ações precisam ser ter um índice de negociabilidade, ter pelo menos um negócio em 95% dos pregões e não pode ser penny stock, ou seja, que a ação custe menos de R$ 1.

Esse parâmetro é cruzado com o universo de certificação do GPTW, apenas empresas aprovadas vão entrar no índice. Além disso, serão feitas três revisões ao longo do ano, em janeiro, maio e setembro. Caso uma empresa perca a certificação neste período, será excluída do índice.

As empresas que ficaram no ranking das 150 melhores empresas vão ter peso dois no índice. “Teremos 33 empresas, sendo 11 participante do ranking das 150 e 22 certificadas”, afirma Kondic.

Como o ranking do GPTW é feito? Segundo Rui Shiozawa, CEO do GPTW Brasil, diz que foram pesquisadas 6 mil empresas. Ao final, 2 mil foram certificadas, com 150 delas premiadas como as melhores.

“Essas empresas premiadas passam por esse escrutínio dos colaboradores, que respondem de forma confidencial e voluntária, o que corresponde a dois terços da avaliação, e um terço vem de uma análise das práticas que a empresa tem ligada a gestão de pessoas, sustentabilidade, diversidade, entre outros”, afirma Shiozawa.

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