Em um novo dia de otimismo global, o Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira (dia 8) acima dos 125 mil pontos. A bolsa teve alta de 2,2%, a 125.076 pontos, e encerra a semana com valorização de 5%.

Já as incertezas em torno do cenário fiscal no Brasil fizeram o dólar ter novo dia de alta. A moeda americana subiu 0,32% no dia e 2,8% na semana, o pior início de ano desde 2003.

O que aconteceu com a bolsa e o dólar? A expectativa por mais estímulos fiscais nos Estados Unidos no governo do presidente eleito Joe Biden, que toma posse no dia 20, com apoio de maioria do Congresso, segue alimentando apostas em ativos de risco. O ambiente de maior liquidez se reflete na B3 em ingresso de recursos de investidores estrangeiros, que ficou positivo em cerca de R$ 4 bilhões em janeiro até dia 6.

Além disso, o avanço da vacinação contra a Covid-19 em todo mundo eleva a confiança dos investidores, reforçando o cenário de recuperação global. “O cenário para a economia global em 2021 se mostra construtivo, revertendo a retração em 2020 decorrente da pandemia”, afirmou a equipe de pesquisa econômica do Bradesco.

O destaque do pregão foram as ações das companhias de saúde Notre Dame e Hapvida, que confirmaram negociações para fusão de seus negócios.

O otimismo não está se refletindo na moeda americana. As incertezas sobre o rumo da agenda de reformas no país, a relação entre Executivo e Legislativo pós-eleições para Câmara e Senado e o salto de casos de Covid-19 no Brasil têm aumentado as dúvidas sobre o crescimento econômico em 2021, depois de um ano já recessivo em 2020.

Essa combinação mina ainda mais a atratividade do real como moeda de investimento, já afetada pelos juros nas mínimas históricas e pela falta de perspectiva de robustos ingressos de capital.

Considerando os cinco pregões iniciais do novo ano, o real teve o pior desempenho desde pelo menos 2003, iniciando de forma negativa um mês que, sazonalmente, é de entrada de capital ao país e de queda do dólar. “O que acontece é que não tem mais ninguém vendendo dólar, só o BC”, disse um profissional de um grande banco estrangeiro.

“Não temos ainda fluxo novo para sustentar uma apreciação sustentada (do real). Os fundamentos dos termos de troca estão muito favoráveis, com forte alta das commodities. Além disso, liquidez global continua exuberante. Mas precisamos mostrar ordem na casa para atrair esse fluxo”, comentou Marcos Mollica, do Opportunity.

Maiores altas:

Notre Dame (+ 26,59%)
Hapvida (+ 17,67%)
B2W (+ 6,97%)

Maiores baixas:

Metalúrgica Gerdau (- 1,68%)
Gerdau (- 1,49%)
Santander (- 1,06%)

(Com a Reuters)

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