Na esteira do otimismo com as vacinas contra o coronavírus e a transição de poder nos Estados Unidos, o Ibovespa engatou a quinta alta consecutiva, encerrando o pregão em alta de 0,32%, a 110.575 pontos.

Já o dólar fechou o dia em queda de 0,18%, a R$ 5,32.

O que aconteceu com a Bolsa e o dólar? Em meio ao ambiente de alta no apetite por ativos de risco, a bolsa conseguiu se manter acima dos 110 mil pontos nesta sexta. O Ibovespa também foi impulsionado pelas ações do Itaú, que se valorizaram após o grupo aprovar segregação na participação que possui na XP, e pela Suzano e Klabin, que dispararam após informações sobre alta nos preços de papel e celulose.

O principal índice brasileiro caminha para a quarta semana consecutiva de valorização, o que deve resultar na maior alta mensal desde o final de 1999, beneficiado pelo noticiário favorável sobre uma vacina contra o Covid-19 e pelo fluxo de capital externo para países emergentes.

Nas últimas semanas, o aumento de casos de coronavírus na Europa e Estados Unidos acabou sendo ofuscando por sinais promissores sobre a eficácia das vacinas, entre elas a da Pfizer, desenvolvida em parceria com a BioNTech, que pode ser aprovada pelo órgão regulador americano ainda neste ano.

“O principal ponto que embasa esse otimismo foi o avanço das principais vacinas da Covid-19 com níveis de eficiência maiores, trazendo alívios para os mercados globais”, destacou o sócio e líder de renda variável na BlueTrade, Abner Gonçalves.

Ainda no cenário externo, o começo da transição de governo nos Estados Unidos trouxe alívio, assim como agradaram as primeiras informações ventiladas sobre a potencial equipe de Joe Biden, com destaque para a chance de que a ex-chair do Federal Reserve Janet Yellen comande o Tesouro norte-americano.

“Trump começa a admitir a vitória de Biden, e o próprio Biden que trazia um certo receio inicialmente já adotou um discurso bem conservador essa semana, o que fez os índices de volatilidade voltarem para os patamares pré-pandemia em níveis bem estáveis” acrescentou Gonçalves.

Além disso, a temporada de resultados das empresas brasileiras do terceiro trimestre mostrou dados melhores do que o esperado por muitos analistas, endossando avaliações de que o pior dos efeitos da pandemia de Covid-19 nas companhias do país ficou para trás.

Maiores altas:

Eztec (+ 6%)

Klabin  (+ 4,59%)

Suzano (+ 4,06%)

Maiores baixas:

IRB (- 3,96%)

Via Varejo (- 3,75%)

Cogna (- 3,34%)

(Com a Reuters)

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