Em um dia de grande instabilidade, e apesar das más notícias sobre o setor de serviços no Brasil em maio, a Bolsa fechou pela primeira vez desde o início da pandemia acima dos 100 mil pontos –a marca não era superada desde o dia 6 de março. A alta foi de 0,88%, para 100.031 pontos.

O dólar encerrou as negociações em queda de 0,37%, para R$ 5,32.

O que explica o comportamento da Bolsa hoje? No campo negativo, o setor de serviços caiu 0,9% em maio na comparação com abril, na quarta queda consecutiva no ano. O desempenho veio abaixo do esperado pelo mercado.

Além disso, dados sobre o crescimento de novos casos de coronavírus em estados como Flórida e California, nos EUA, também desanimaram os investidores.

Mas prevaleceu o campo positivo. A grande boa notícia do dia é que a Gilead Sciences informou que o medicamento remdesivir reduziu o risco de morte dos pacientes com covid-19 em 62% quando a comparação é feita com o tratamento padrão, uma queda drástica que pode ajudar a manter o processo de reabertura das principais economias do mundo.

Maiores altas:

CVC Brasil (+13,9%)

Cogna Educação (+11%)

Hering (+6,26%)

Maiores baixas:

Qualicorp (-2,5%)

Telefonica (-1,81%)

Raia Drogasil (-1,69%)

O que explica o comportamento do dólar hoje? A princípio, o crescimento no número de casos de coronavírus nos EUA ditou o ritmo do mercado. Foi divulgado que nesta quinta (dia 9) foram contabilizados mais de 60.500 novas infecções no país, a maior contagem de casos em um único dia em qualquer país desde que o vírus surgiu no final do ano passado na China.

Durante a tarde, a divisa virou, com a avaliação de que a boa notícia do remdesivir como tratamento dando a tônica do dia.

Como fecharam os principais mercados internacionais? O índice Nasdaq registrou máxima recorde de fechamento devido à análise positiva do medicamento da Gilead, com alta de 0,66%. Segundo dados preliminares, o Dow Jones subiu 1,43% e o S&P 500 ganhou 1,04%.

(Com a Reuters)

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