O Ibovespa fechou em queda de 0,32% nesta sexta-feira (18), aos 118.023 pontos. Ainda assim, assegurou a maior sequência de ganhos semanais desde 2017 e agora acumula uma alta de mais de 90% desde as mínimas do ano, com a forte entrada de capital externo coibindo uma correção mais acentuada.

O dólar fechou em alta de 0,08%, cotado a R$ 5,0818, em um dia de bastante oscilação, com investidores evitando vender a moeda americana, em uma sessão de menor apetite por risco no exterior e de maiores tensões políticas no Brasil.

O que aconteceu com o dólar e a Bolsa? O dia foi marcado por força da moeda norte-americana no exterior, em sessão mais fraca para ativos de risco, como moedas emergentes e ações.

No Brasil, ruídos entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Jair Bolsonaro voltaram a atrair atenção de investidores.

Maia chamou Bolsonaro de mentiroso e o acusou de fazer articulação para desmoralizar seus adversários, depois de, na véspera, o chefe do Executivo dizer que deveriam cobrar o fim do 13º salário do programa Bolsa Família do presidente da Câmara. O receio dos agentes financeiros é que tensões com o Legislativo possam atrapalhar o andamento da agenda de reformas.

Na semana, a cotação teve alta de 0,73%, depois de quatro semanas consecutivas de perdas. Em dezembro, a moeda ainda cai 4,90%.

Na Bolsa, o ganho nos últimos cinco dias de pregão foi de 2,5%, maior série semanal desde a sequência de oito semanas fechando no azul encerrada em 15 de setembro de 2017. Com tal performance, o Ibovespa agora acumula alta de 8,36% em dezembro e acréscimo de 2,03% no ano.

O pregão brasileiro sentiu a piora das bolsas nos Estados Unidos, onde os mercados voltaram a fechar sem avanços efetivos na direção de um novo pacote de estímulo econômico, embora as sinalizações continuem no sentido de um desfecho positivo.

Maiores altas:

Usiminas (+ 4,96%)
CSN (+ 3,33%)
Suzano (+ 2,67%)

Maiores baixas:

Gol (- 4,04)
Weg (- 3,33%)
Cielo (- 2,60%)

(Com a Reuters)

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