O Bitcoin está se mantendo acima dos níveis técnicos mesmo em meio à volatilidade influenciada pelo temor com a cepa do vírus ômicron.

A criptomoeda caiu 4,1% na terça-feira e estava em cerca de US$ 56.350 às 7h47 em Londres. A queda ocorreu em um momento em que os mercados globais foram agitados por preocupações sobre a eficácia das vacinas atuais e o tempo necessário para a criação de novos imunizantes.

O ativo está até agora ancorado por preços de suporte, um sinal de força para os investidores. O Bitcoin subiu cerca de US$ 3.000 em relação ao mínimo de 26 de novembro – o dia em que a variante do vírus causou turbulência no mercado pela primeira vez.

Uma queda abaixo de US$ 50.000 “definitivamente implicaria em baixa”, mas “por enquanto ainda estamos em território de alta”, disse Vijay Ayyar, head Ásia-Pacífico da plataforma de cripto Luno, em Cingapura.

Tendências

Uma área definida pela média móvel de 100 dias do Bitcoin e a nuvem Ichimoku – um estudo popular em análise técnica – atuou como suporte para o token durante suas recentes baixas. O mesmo fenômeno aconteceu em setembro, dando início a um aumento recorde. Como resultado, os grandes investidores do Bitcoin ficam mais confiantes.

Os dados de juros em aberto para opções que expiram no final do ano sugerem que os investidores veem um piso de Bitcoin em torno de US$ 48.000 e um teto em cerca de US$ 64.000. Um número significativo de opções de venda de US$ 48.000 a US$ 50.000 sugere que os vendedores desses contratos veem esse patamar como uma base. Da mesma forma, a variação entre US$ 60.000 e US$ 64.000 sinaliza o teto esperado pelos vendedores desses contratos.

Como sempre, com um ativo tão volátil, também existem padrões técnicos que sugerem motivos para cautela. Um indicador da volatilidade percebida do Bitcoin tem subido com sua variação de preço — uma combinação que pode apontar para a fragilidade do recente impulso de alta.

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