O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (24), apoiado no avanço de ações do setor financeiro, mas sem fôlego para alcançar os 98 mil pontos, dada a volatilidade nos pregões em Wall Street e preocupações persistentes com o ambiente fiscal brasileiro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,33%, a 97.012,07 pontos.

O dólar teve um “respiro” e fechou em queda de mais de 1% hoje, com investidores atentos ao noticiário sobre mais estímulos nos Estados Unidos e aproveitando para realizar lucros depois de quatro altas seguidas da moeda.

No fechamento, a moeda negociada no mercado à vista caiu 1,38%, a R$ 5,51 na venda. É a maior queda percentual diária desde 1º de setembro (-1,75%). O dólar vinha de quatro altas seguidas, nas quais acumulou ganho de 6,80%.

O que explica a alta do Ibovespa? Na visão do gestor Fernando Siqueira, da Infinity Asset, além de um ajuste técnico, parte da alta doméstica teve respaldo em sinais sobre mais estímulos nos EUA, mas também no tom ‘dovish’ do Relatório de Inflação do Banco Central brasileiro.

“A curva de juros caiu bastante. O que também foi visto no mercado de ações como uma sinalização positiva, principalmente em setores mais sensíveis a juros, como é o caso das construtoras”, afirmou.

Apesar da recuperação , depois de o Ibovespa fechar na mínima em quase três meses na véspera, persistem os receios sobre a trajetória das contas públicas.

E a queda do dólar? O mercado melhorou o humor em meio a notícia do Wall Street Journal de que os democratas da Câmara dos Deputados dos EUA estavam preparando um pacote de estímulo de US$ 2,4 trilhões.

Parte do sentimento negativo do mercado nos últimos dias decorreu da percepção de que o impasse no Congresso dos EUA sobre um novo pacote de auxílio pode perdurar à medida que se aproxima a eleição presidencial do começo de novembro.

(Com Reuters)

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