O dólar passou por um leve ajuste de alta nesta quarta-feira (2), depois da forte queda da véspera que derrubou a moeda a uma mínima em quatro meses, com investidores optando pausar as vendas num dia de hesitação também no exterior. A cotação da moeda dos EUA subiu 0,27%, a R$ 5,24.

Já a Bolsa se beneficiou da alta nos preços do petróleo e a continuação da onda otimista que vem do exterior, relacionada principalmente ao avanço das vacinas contra a covid-19, e encerrou o pregão em alta de 0,43%, a 111.878 pontos.

O que aconteceu com o dólar e a Bolsa? A pausa no movimento foi percebida também no exterior, com o índice do dólar frente a uma cesta de rivais perto da estabilidade, rondando mínimas em dois anos e meio. Em Wall Street, as bolsas também ficavam no zero a zero, depois de baterem máximas recordes na terça.

Apesar de o dólar ter evitado mais um dia de queda no Brasil, analistas avaliam que no geral o cenário é desfavorável à moeda norte-americana, tanto por causa do otimismo externo (que trouxe de volta fluxo de estrangeiro ao país) quanto pelos sinais mais recentes de compromisso fiscal da parte do governo, além do apoio do Banco Central ao câmbio.

Na Bolsa, o destaque negativo fica para Braskem, que caiu mais de 5,% após o México anunciar que não renovará contrato de fornecimento de gás natural para controlada da petroquímica no país.

A nova alta do Ibovespa encontrou respaldo em Wall Street, onde o S&P 500 ameaçou um ajuste, mas fechou no azul com a leitura de que dados aquém do esperado sobre a criação de vagas de trabalho no setor privado dos EUA corroboram apostas de novos estímulos econômicos em resposta à pandemia.

Na visão do analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, a retomada de emissão externa pelo Tesouro foi outra ótima notícia, que deu mais fôlego para o setor financeiro. O Tesouro levantou US$ 2,5 bilhões na reabertura de Globals 2025, 2030 e 2050.

Maiores altas:

Hering (+ 6,13%)
Gol (+ 5,36%)
B3 (+ 4,97%)

Maiores baixas:

Suzano (- 5,01%)
Braskem (- 4,87%)
PetroRio (- 4,79%)

(Com a Reuters)

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