Atualizado às 19h02

As ações de Americanas e Lojas Americanas tiveram as dias maiores altas da Bolsa nesta sexta-feira. Já as do Magazine Luiza tiveram o pior resultado do pregão. Essa diferença pode ser explicada pela leitura que o mercado fez do resultado do terceiro trimestre de cada empresa.

As ações de Lojas Americanas subiram 5,61% nesta sexta-feira (12), depois da divulgação do resultado do terceiro trimestre da varejista. E as das Americanas fecharam com ganho ainda mais expressivo: 5,83%, a maior alta do dia.

Para a XP, os benefícios da fusão entre Lojas Americanas e Americanas (e-commerce) começam a aparecer nos resultados da companhia, que vieram dentro do esperado. A casa manteve o preço alvo da ação em R$ 45.

A empresa divulgou lucro líquido de R$ 240,6 milhões, forte alta ante os R$ 36 milhões do mesmo período do ano passado, quando se inclui na conta efeitos tributários na base de cálculo do PIS/Cofins.

Excluindo este efeito, o resultado recorrente da companhia na realidade foi um prejuízo de R$ 6 milhões. Analistas, em média, esperavam que a companhia tivesse prejuízo líquido de R$ 12,6 milhões entre julho e o fim de setembro, segundo dados da Refinitv.

A Americanas, resultado da fusão dos ativos da Lojas Americanas com a controlada B2W, teve crescimento de venda bruta total no conceito GMV de R$ 12,9 bilhões no trimestre passado, expansão de 23,8% sobre o mesmo período do ano passado.

A Americanas apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 743 milhões no terceiro trimestre, praticamente estável ano a ano. A margem, porém, caiu 2,5 pontos, para 11,8%. Analistas, segundo a Refinitiv, esperavam Ebitda de R$ 604,5 milhões para a companhia no período.

A receita líquida cresceu 21,5% no período, para cerca de R$ 6,3 bilhões. A companhia terminou setembro com uma posição de caixa líquido de R$ 3 bilhões.

Magalu

Já o Magazine Luiza decepcionou o mercado, com a queda nas vendas das lojas físicas. As ações da empresa derreteram, com queda de 18,32%. Para a Genial Investimentos, o Magazine Luiza foi a nova vítima do cenário macroeconômico adverso, somado ao alto resultado do terceiro trimestre do ano passado, o que aumentou a base de comparação.

“O destaque negativo ficou para a operação das lojas físicas. Assim como a Via, o Magalu depende da venda de produtos de ticket médio mais elevados (eletrodomésticos), estando assim mais exposta ao cenário macro adverso, onde a inflação e os juros estão em patamares bastante elevados”, afirma relatório da Genial Investimentos.

O Magazine Luiza registrou lucro líquido de R$ 143,5 milhões no terceiro trimestre de 2021, queda de 30,34% em relação ao mesmo período de 2020. No critério ajustado, a varejista teve ganhos de R$ 22,6 milhões, 89,5% menor que os R$ 216 milhões contabilizados no terceiro trimestre de 2020.

Grupo Soma

O Grupo Soma, dono das marcas Animale e Farm, também reportou resultados: houve lucro de R$ 174 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo apurado um ano antes, com a receita bruta disparando 160%.

Os dados animaram os investidores e as ações ações subiam 5,87%. A XP considera que os principais destaques da marca foram a forte performance orgânica das marcas NV e Farm Global e a aceleração do varejo físico.

“O Grupo Soma reportou o crescimento de receita mais forte entre todos os seus pares no segmento, impulsionado pela forte recuperação da operação física, desempenho do online ainda forte e desempenho da Farm Global e NV também bastante positivos”, afirma a XP.

Renner

A XP afirma que os resultados apresentados pela Renner são sólidos, à medida que mostram recuperação nas vendas e nas margens da empresa, em linha com as estimativas da casa. Além disso, contam com otimismo para o quarto trimestre deste ano. Apesar do dado positivo, as ações caíam 3,18%.

“A companhia reportou resultados com uma dinâmica semelhante à C&A, com contínuo crescimento de receita, fluxo em lojas gradualmente acelerando e a conversão/número de itens por sacola foi maior. Como resultado, as vendas líquidas do varejo cresceram 43,5% no ano”, afirma a XP.

A empresa reportou um lucro líquido de R$ 172 milhões no terceiro trimestre de 2021, número que reverte o prejuízo de R$ 82,9 milhões do mesmo período de 2020.

Em termos de margem, a empresa apresentou recuperação em relação ao ano anterior, mas ainda não atingiu o patamar de 2019. A margem bruta (que mede a rentabilidade do negócio) das operações de varejo foi de 53,3%, alta de 5,6 pontos porcentuais em relação ao terceiro trimestre de 2020 e 1 ponto percentual abaixo do registrado dois anos antes. Já a margem Ebitda – que mede a eficiência operacional do negócio, foi de 11,7%, 14 pontos percentuais acima do mesmo período de 2020 e 6,6 pontos percentuais abaixo de o registrado no terceiro trimestre de 2019.

(Com Reuters e Agência Estado)

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