O alumínio atingiu US$ 3.000 a tonelada em Londres pela primeira vez em 13 anos diante da perspectiva de menor oferta e demanda mais forte no longo prazo.

O metal subiu mais de 15% nas últimas três semanas com os maiores riscos de abastecimento no setor, como a mineração de bauxita na Guiné, refino de alumina na Jamaica e fundição de alumínio na China.

Produtores chineses foram novamente surpreendidos na segunda-feira. Segundo a Steelhome, a província de Yunnan vai limitar a produção a partir deste mês para cumprir as metas de redução da intensidade energética. Fundições na União Europeia também enfrentam custos crescentes com créditos de carbono e entradas de energia em níveis recordes, disse o Goldman Sachs.

“Na China e cada vez mais na UE, o risco das políticas à oferta de alumínio está crescendo”, disseram analistas do Goldman como Jeff Currie em nota divulgada na segunda-feira. Embora o banco não veja impacto material na bauxita com o recente golpe na Guiné, os riscos de alta permanecem, já que as tensões regionais podem gerar mais gargalos logísticos, disseram.

Os gargalos de oferta devem afetar a indústria pelo resto deste ano e na maior parte de 2022, de acordo com muitos participantes do Harbor Aluminium Summit em Chicago. Alguns projetam que pode levar até cinco anos para que os problemas sejam resolvidos. Nos últimos 12 meses, o alumínio subiu cerca de 65%.

Na Bolsa de Metais de Londres, o alumínio chegou a subir 2,6%, para US$ 3.000 a tonelada, o maior nível intradiário desde 2008. Na China, o metal avançou 5,4%, para 23.790 yuans, a maior cotação desde 2006.

A ação da Aluminum Corp of China, maior fundição do país, disparou 12% em Hong Kong na segunda-feira. As ações do setor de matérias-primas da China podem ser reclassificadas, já que mais medidas do governo para reduzir a produção de aço e também as emissões podem aumentar os preços do cimento, do aço e do alumínio, disse em relatório Jack Shang, analista do Citigroup.

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