Atualizado às 19h30

O principal índice da bolsa brasileira subiu forte nesta sexta-feira, encerrando sua melhor semana desde o início de março, em movimento descolado de Wall Street.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,33%, para 106.927 pontos. Na semana, o índice acumulou ganho de 4,1%, melhor desempenho desde a semana encerrada em 5 de março do ano passado.

As ações do setor bancário e os papéis da Petrobras foram os principais suportes para o índice local na sessão.

O Dow Jones cedeu nesta sexta-feira em Nova York, após divulgação de balanços por grandes bancos incluindo JPMorgan e o Citigroup, enquanto o Nasdaq Composite e o S&P 500 fecharam no azul. Os três índices fecharam a semana no negativo.

Segundo Filipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos, o desempenho do Ibovespa nos últimos pregões frente às bolsas norte-americanas pode ser explicado por um movimento de rotação, com investidores reduzindo posições em empresas de crescimento, como tecnologia, para alocar em empresas de valor, como bancos e exportadoras.

O movimento ocorre diante da expectativa por alta de juros nos EUA nos próximos meses, o que afetaria mais as empresas de que dependem de financiamento. Como o Ibovespa tem relevante participação de bancos e empresas relacionadas às commodities, o índice local acaba sendo mais beneficiado, explica ele.

Além disso, a recuperação de papéis que, na visão de Villegas, estavam descontados, como de construtoras e de shoppings, além da falta de notícias políticas internas de maior peso no mercado, também ajudaram no desempenho positivo, de acordo com o analista.

Internamente, as vendas no varejo no Brasil expandiram 0,6% em novembro na comparação com o mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A expectativa de analistas em pesquisa da Reuters era de recuo de 0,2%. O dado vem um dia após o volume de serviços também superar as projeções do mercado.

Ainda assim, diz Villegas, esses “dados parecem ser atrasados”, já que desde novembro a taxa Selic voltou a subir, o que deve afetar os dois setores, e houve a propagação da variante Ômicron, também de potencial impacto na atividade econômica.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,29%, a R$ 5,5125 na venda, menor patamar desde 16 de novembro do ano passado. As vendas na reta final da sessão foram estimuladas pela continuidade de um movimento de realização de lucros na divisa norte-americana, que acumulou na semana o maior declínio em mais de dois meses.

O recuo desta sexta foi o quarto seguido, período em que o dólar perdeu 2,82%. A moeda não caía por quatro pregões seguidos desde agosto do ano passado.

Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 2,12%, a mais forte desde a também queda de 2,12% registrada na semana finda em 5 de novembro de 2021. Em 2022 até agora, o dólar recua 1,09%.

A semana foi de expressivo ajuste técnico do dólar no mundo, o que conduziu uma correção também no Brasil, com o mercado discutindo o ritmo de prováveis altas de juros nos Estados Unidos. Os investidores estrangeiros, por exemplo, venderam na B3 nesta semana até a quinta-feira (último dado disponível) 1,7 bilhão de dólares entre contratos de dólar futuro, cupom cambial e swap cambial tradicional.

O dado sugere que especuladores que operam na Bolsa Mercantil de Chicago podem ter dado sequência a um movimento de redução de apostas contra a moeda brasileira. Na virada do ano, esse grupo de agentes financeiros – que costuma operar com posições de maior risco e muitas vezes direcionais – fez a maior compra líquida de reais em cerca de um mês.

“De acordo com nossas previsões de retorno total para 2022, real, rublo russo e baht tailandês devem ser as três moedas com melhor desempenho em 2022”, disseram estrategistas do Bank of America em relatório, que veem essas moedas como “baratas”.

Destaques do dia: BR Malls e Inter disparam e Petrobras se aproxima das máximas (19h15)

– BRMALLS ON disparou 7%, após rejeitar proposta de fusão enviada pela rival ALIANSCE SONAE, cujas ações avançaram 2,3%. A BR Malls disse que a proposta “subavalia, consideravelmente, o valor econômico justo” da companhia e de seu portfólio de ativos. Apesar disso, a brMalls segue aberta a discutir uma possível operação de fusão ou aquisição, disse uma fonte próxima às negociações à Reuters.

– PETROBRAS PN subiu 3,7%, para R$ 31,45, e está próximo das máximas históricas do papel, enquanto ON teve alta de 2,1%. O petróleo Brent subiu 1,9%, impulsionado por restrições de oferta e temores de um potencial ataque russo na Ucrânia. A estatal ainda informou redução na meta de produção de 2022.

– INTER UNIT saltou 7,9%, após leilão de ações da empresa nesta sexta-feira. Notícias citam venda de 30 milhões de papéis por acionista.

– VALE ON subiu 0,6%, apesar de queda nos preços do minério de ferro na China. Siderúrgicas tiveram desempenho misto.

– BANCO DO BRASIL ON subiu 2,6%, SANTANDER BRASIL UNIT avançou 1,1%, BRADESCO PN ganhou 1,6%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,8%. Movimento ocorreu em meio à divulgação de relatórios por analistas sobre o setor e diante de movimento de rotação de papéis.

– MINERVA ON subiu 1,7%, após anunciar que avalia migrar sua base acionária para o exterior. A empresa está inclinada a mudar para a norte-americana Nasdaq, disse à Reuters uma fonte próxima à companhia.

– MAGAZINE LUIZA ON subiu 3,9% e AMERICANAS ON avançou 2,4%, enquanto VIA ON cedeu 0,5%, após dado de varejo surpreender positivamente.

– LOCAWEB ON cedeu 4,1%, sua terceira baixa consecutiva, enquanto POSITIVO ON caiu 3,9%.

– CAMIL ON, que não está no Ibovespa, afundou 9,6%, maior queda em uma sessão do papel desde que entrou na bolsa em 2017, após divulgar balanço financeiro.

Bolsas da Europa fecham em baixa, de olho em dados locais e Fed ‘hawkish’ (15h15)

As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta , acompanhando seus pares em Wall Street. Investidores monitoraram dados na Alemanha e Reino Unido, além das falas da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. A movimentação hawkish (mais dura) no Federal Reserve (Fed), o banco central da maior economia do mundo, também esteve no radar.

“Foi outra semana agitada para os mercados de ações europeus, com a fraqueza nos mercados de ações dos Estados Unidos culminando em um final de semana negativo”, diz o analista-chefe para mercados da CMC Markets, Michael Hewson.

O economista afirma que as especulações sobre o ritmo de aumento das taxas de juros básicos nos EUA mantêm os investidores “no limite”.

O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 1,04%, a 481,16 pontos, com queda semanal de 1,05%.

Em Londres, o FTSE caiu 0,28%, a 7.542,95 pontos, nesta sessão. Na semana, porém, acumulou avanço de 0,77%. Hewson destaca que esta é a quarta semana de ganhos para o índice londrino, que tem sido apoiado pelas altas nos papéis das petroleiras recentemente.

Em Frankfurt, o DAX cedeu 0,93%, a 15.883,24 pontos, terminando a semana com perda de 0,40%. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,81%, a 7.143,00 pontos – com baixa semanal de 1,06%. Na Alemanha, dados preliminares mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2,7% no último ano. O resultado veio em linha com a expectativa do mercado e segue uma contração de 4,6% vista em 2020.

Ainda entre indicadores, o Reino Unido registrou produção industrial acima do esperado em novembro.

Nesta sexta, Lagarde reforçou a preocupação do BCE com a inflação. A presidente da autoridade monetária afirmou que as pressões inflacionárias têm impulsionado os preços na zona do euro e que o BCE adotará “todas as medidas necessárias” para levar a inflação ao consumidor de volta à meta.

Nos EUA, dirigentes do Fed também demonstraram preocupação com a inflação. O presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, disse que três ou quatro altas dos juros básicos devem ocorrer no país ainda em 2022.

Em Milão, o FTSE MIB caiu 1,08%, a 2.7543,96 pontos, cedendo 0,27% na semana.

Já nas praças ibéricas, o PSI 20 cedeu 1,21%, a 5.636,79 pontos (alta de 0,66% na semana), e o IBEX 35 recuou 0,12%, a 8.806,60 pontos, segundo dados preliminares.

Surto de Ômicron pode desacelerar crescimento temporariamente, diz Williams, do Fed (13h49)

O aumento de infecções causadas pela variante Ômicron da Covid-19 pode desacelerar o crescimento nos próximos meses e prolongar os desafios da cadeia de suprimentos, mas a economia dos Estados Unidos deve retornar a uma trajetória mais forte após a onda passar, disse o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams nesta sexta-feira.

Empresas podem sofrer um impacto no curto prazo conforme consumidores se afastam de atividades presenciais e algumas companhias ainda podem ter dificuldades para encontrar trabalhadores, afirmou Williams. Mas as interrupções podem não ser suficientes para desestabilizar a economia norte-americana, que pode crescer 3,5% este ano, segundo ele.

“Quando a onda da Ômicron diminuir, a economia deve retornar a uma trajetória de crescimento sólido e essas restrições de oferta na economia devem diminuir com o tempo”, disse Williams em comentários preparados para um evento virtual organizado pelo Conselho de Relações Exteriores.

A autoridade do banco central norte-americano afirmou esperar que o mercado de trabalho continue a se recuperar conforme a economia cresce e prevê que a taxa de desemprego cairá para 3,5% este ano.

Uma combinação de forte demanda por bens e gargalos de oferta elevou a inflação para níveis “consideravelmente altos”, disse Williams.

Mas as pressões de preços podem diminuir à medida que o crescimento desacelera e as restrições de oferta são resolvidas, afirmou ele, acrescentando esperar que a inflação caia para cerca de 2,5% este ano e se aproxime de 2% em 2023.

Formuladores de política monetária devem debater estratégias para elevar os juros e reduzir mais de 8 trilhões de dólares em carteira de títulos quando se reunirem daqui a duas semanas. Uma número constante de autoridades do Fed, incluindo a diretora do banco central, Lael Brainard, disse esta semana que podem aumentar os juros assim que concluírem seu programa de compra de títulos em março.

Williams disse que subir “gradualmente” a taxa de juros seria o próximo passo para remover a política expansionista, mas não comentou sobre o momento ou o ritmo de potenciais aumentos dos juros, dizendo que essas decisões seriam baseadas em dados econômicos.

UnitedHealth tenta vender a Amil dez anos após aquisição (8h35)

Dez anos após ter adquirido a Amil, em uma transação de R$ 10 bilhões, a americana UnitedHealth Group (UHG) se movimenta para vender o controle da operadora de saúde. A negociação é mais um passo na redução das operações do grupo no Brasil, após ter repassado, em dezembro de 2021, a carteira de planos individuais da Amil para a APS.

Grandes grupos de saúde do País já foram sondados, como Sul América e Bradesco, mas a disputa, neste momento, estaria mais acirrada entre a gigante Rede D’Or, dona dos hospitais São Luís, e a família Bueno, dos fundadores da Amil, que também controla a Dasa.

A estratégia de saída vem depois de uma série de tentativas de revitalização do negócio. A UHG não conseguiu reverter a situação da Amil desde a aquisição do negócio, em 2012. Primeiro, tentou fazer um processo de reestruturação na companhia, com corte de pessoal e troca de executivos.

Posteriormente, lançou no Brasil a Optum, empresa de tecnologia especializada em saúde que é sucesso nos EUA, mas que não decolou por aqui. No mercado americano, a UHG é uma gigante de saúde. Apenas no terceiro trimestre do ano passado, lucrou US$ 4 bilhões. Na Bolsa americana, é avaliada em US$ 445 bilhões.

A Amil encerrou o exercício de 2020 – o último balanço divulgado – com queda de 6% em seu faturamento consolidado, que alcançou R$ 25,7 bilhões. A redução do número de beneficiários e do volume de procedimentos eletivos foram os motivos para a retração. No entanto, quedas nas despesas de comercialização e administrativas levaram a operadora a fechar o ano com lucro líquido de R$ 517,1 milhões.

Perdas

Há anos, a Amil operava no prejuízo sua carteira de planos individuais, setor que vem sendo deixado de lado pelas operadoras, que preferem os planos corporativos. Em dezembro, após a transferência da carteira com mais de 370 mil vidas para uma empresa chamada APS Assistência Personalizada à Saúde, vários clientes se queixaram sobre a falta de esclarecimentos, levando a um pedido de esclarecimentos do Procon.

Em resposta na época, a UHG disse que nada mudaria para os beneficiários, que continuariam sendo atendidos pela mesma rede credenciada, amparados pelas mesmas condições de prestação de serviços e com os mesmos valores de mensalidades.

Como os planos eram deficitários, a UHG pagou R$ 3 bilhões para a empresa de investimento Fiord, nome por trás da APS, companhia de reestruturação de empresas. Antes, chegou a sondar outros concorrentes, que pediram valor maior para assumir a carteira. O negócio envolveu quatro hospitais da Amil em São Paulo e Curitiba, que são os mais utilizados pelos clientes nas duas cidades.

Agora, a UHG busca interessados pelo controle da Amil. A companhia tem planos de manter uma fatia minoritária no ativo, dizem fontes. O BTG Pactual foi contratado pela UHG para avaliar a operação.

Atrativos

A Amil, de acordo com dados de seu site, tem 5,7 milhões de clientes, 7,4 mil laboratórios, 19,5 mil colaboradores e 19,7 mil médicos conveniados. Conta ainda com 15 unidades hospitalares e 1,2 mil hospitais credenciados.

O maior interesse da Rede D’Or, empresa capitalizada e bastante agressiva em aquisições, seriam os hospitais. No entanto, conforme fontes, a transação poderia encontrar resistência no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por conta da potencial concentração de mercado.

Por isso, uma das estratégias seria uma divisão dos ativos. A Rede D’Or tem hoje cerca de 60 hospitais, além de ser uma acionista relevante na operadora Qualicorp.

Se a Rede D’Or ficar com parte da Amil, será um desfecho curioso para uma briga antiga entre as empresas. A Amil chegou a anunciar o descredenciamento da rede, culpando a companhia pelo aumento da inflação médica.

Procurados, UnitedHealth, Bradesco Seguros, Rede D’Or Dasa e SulAmérica afirmaram que não comentam rumores de mercado.

Zona do euro registra déficit comercial em novembro por conta de energia (8h05)

A zona do euro registrou pequeno déficit comercial em novembro depois de amplo superávit 12 meses antes devido a um salto no custo de gás e petróleo importados, mostraram nesta sexta-feira dados da agência de estatíticas da União Europeia.

A Eurostat informou que o déficit comercial não ajustado dos 19 países que usam o euro foi de 1,5 bilhão de euros, contra superávit de 25 bilhões em novembro de 2020. Os pagamentos por importações saltaram 32,0%, enquanto a receita das exportações cresceu apenas 14,4%.

Dados dos 27 países da União Europeia mostraram que o déficit comercial de energia subiu 68%, a 241,7 bilhões de euros, no período entre janeiro e novembro.

Durante o mesmo período, o déficit comercial da UE com a Rússia, que fornece um terço do petróleo da Europa e 40% de seu gás natural, foi mais de quatro vezes maior, a 60,4 bilhões de euros, ante 13,7 bilhões entre janeiro e novembro de 2020.

Ajustado para variações sazonais, o déficit comercial da zona do euro foi de 1,3 bilhão de euros em novembro, ante superávit de 1,8 bilhão em outubro.

Minerva estuda migrar base acionária para Nasdaq, diz fonte (7h58)

A Minerva Foods avalia migrar sua base acionária para fora do Brasil e está inclinada a mudar sua listagem da bolsa de valores local B3 para a norte-americana Nasdaq, disse à Reuters uma fonte próxima à empresa.

A companhia, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, informou em fato relevante que seu conselho de administração aprovou iniciar estudos para possível alteração de domicílio legal para uma sociedade no exterior, mas não especificou onde.

“Estamos olhando várias bolsas. A Nasdaq é uma delas e parece fazer mais sentido”, disse a fonte na condição de anonimato.

O site de notícias financeiras Brazil Journal informou na quinta-feira, sem citar fontes, que a Minerva estava considerando uma listagem na Nasdaq.

No comunicado, a companhia ainda acrescentou que, caso decida efetivamente seguir com o processo, todas as informações pertinentes serão tempestivamente divulgadas aos seus acionistas e ao mercado.

A Minerva é a mais recente de uma série de empresas brasileiras que buscam se mudar para os Estados Unidos e realizar listagem em uma bolsa norte-americana, alimentadas pelo desejo de acesso mais amplo aos investidores, impostos corporativos mais baixos, regulamentações mais flexíveis para acionistas controladores e mercados de capitais mais eficientes.

O sucesso de startups de tecnologia brasileiras com listagens nos EUA, como o banco digital Nubank, despertou o interesse de outros setores, desde varejo a cosméticos, em mudar seus domicílios legais principalmente para países como os Estados Unidos, além de Reino Unido, Irlanda e Holanda.

No ano passado, a brasileira JBS, a maior processadora de carne do mundo, disse que também buscaria este ano uma listagem nos EUA para suas operações internacionais.

Bolsas da Ásia seguem NY e fecham em baixa, com foco em aperto monetário (7h05)

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira (14) acompanhando o tom negativo de Wall Street ontem, à medida que uma nova rodada de comentários “hawkish” (favoráveis à retirada de estímulos) de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reforçou expectativas de aperto monetário iminente nos EUA. Já na Coreia do Sul, o juro básico voltou para níveis pré-pandemia.

Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi caiu 1,36% em Seul hoje, a 2.921,92 pontos, após o BC local – conhecido como BoK – elevar sua principal taxa de juros em 0,25 ponto porcentual, a 1,25%, trazendo a taxa para o ponto onde estava antes de a covid-19 se espalhar pelo mundo.

Em outros mercados da região, o japonês Nikkei teve queda de 1,28% em Tóquio, a 28.124,28 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,19% em Hong Kong, a 24.383,32 pontos, e o Taiex registrou baixa de 0,18% em Taiwan, a 18.403,33 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,96%, a 3.521,26 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto ficou praticamente estável, com alta marginal de 0,02%, a 2.435,40 pontos, após a divulgação de números mistos da balança comercial do país, com exportações acima do esperado e importações aquém das expectativas.

O mau humor na Ásia veio após as bolsas de Nova York mostrarem perdas generalizadas ontem, pressionadas por falas de autoridades do Fed sinalizando que o BC americano terá de ser mais agressivo no aperto de sua política monetária, uma vez que o salto da inflação nos EUA tem sido mais duradouro do que se previa. Há uma unanimidade de que o Fed anunciará seu primeiro aumento de juros em março.

Na Oceania, a bolsa australiana também foi contaminada pelo sentimento de aversão a risco, e o S&P/ASX 200 cedeu 1,08% em Sydney, a 7.393,90 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

(Com Reuters e Agência Estado)

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