Atualizado às 18h

O Ibovespa fechou nesta terça-feira (5) com sinal positivo, ajudado principalmente pelos bancos e pela Petrobras, que renovou a máxima do ano. O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,06%, a 110.457,64 pontos.

O mercado internacional também colaborou, com as Bolsas se recuperando tanto em Wall Street (onde empresas de tecnologia como Apple e Microsoft tiveram boas altas e o S&P 500 subiu 1%) como na Europa. Mas os fatores de risco doméstico ainda presentes no radar acabaram limitando os ganhos do Ibovespa.

Tanto os papéis da PetroRio (+0,81%) como da Petrobras (ON, +1,67% e PN, +2,19%) subiram influenciados pelo preço do petróleo. A commodity começou a se valorizar ontem, depois de a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) manter um acordo existente para elevar a produção de petróleo em 400 mil barris por dia em novembro, apesar de pressão de consumidores para esfriar o mercado.

Também foi um dia positivo para os bancos, que influenciaram a alta do índice. Banco do Brasil subiu 4,76%, Santander cresceu 2,86%, Bradesco ON teve alta de 2,33% e Itaú teve valorização de 2,42%.

Mas o melhor resultado do pregão foi Pão de Açúcar, que ganhou 6,80%. Segundo um relatório da Genial Investimentos, o setor alimentar tem mais resiliência em momentos de crise e a sinergia com o Assaí deve impulsionar o crescimento das duas empresas.

Na outra ponta, os destaques negativos ficam com Banco Pan (-6,59%), grupo Soma (-4,68%) e CVC (-5,90%). No sábado (2), a operadora de viagens sofreu um ataque hacker, o que acabou pesando no desempenho dos papéis hoje. A empresa afirmou que está atuando para diminuir os efeitos do ataque e preservar os negócios e garantiu que os embarques de clientes com viagens marcadas e as reservas confirmadas não foram impactados.

Já o dólar fechou em alta de 0,71% a R$ 5,4849, máxima cotação em mais de cinco meses. A moeda teve uma arrancada nos minutos finais dos negócios no mercado à vista que empurrou a cotação para cima, com o nervosismo sobre a questão fiscal se somando ao dia forte do dólar no exterior.

O dólar interbancário fechou em alta de 0,71%, a R$ 5,4849, nível mais alto desde 23 de abril. O real dividiu com o peso chileno o título de pior desempenho nos mercados globais de câmbio, depois de amargar a mesma posição ontem.

Os mercados de câmbio vão ficar em modo cautela até o fim da semana, quando os Estados Unidos divulgarão dados do mercado de trabalho local referentes a setembro. Se a geração de empregos vier forte, investidores vão colocar mais fichas na possibilidade de o Fed reduzir oferta de dinheiro barato – o que teria efeito de alta para o dólar.

Ações do banco Pan e Mosaico caem nesta terça, depois de euforia com anúncio de fusão das empresas (16h06)

A compra da Mosaico, dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro, pelo Banco Pan movimentou o mercado. As ações da Mosaico fecharam em alta de 5,55%, a R$ 13,32. No começo da manhã, a alta chegou a 18%. Já os papéis do Pan, que chegaram a liderar as altas do Ibovespa, passaram a cair 10,63%, a R$ 15,47.

Nesta terça, ambas as empresas registravam queda nas ações. Às 16h09, os papéis do Pan caíam 5,11%, enquanto os da Mosaico tinham uma queda ainda mais forte, de 8,26%.

Segundo o fato relevante, o novo marketplace nasce com R$ 4,2 bilhões em vendas brutas (GMV) por ano e 400 lojas. O Pan lançará um cartão de crédito na parceria com cashback e vai integrar o negócio com a plataforma Mobiauto, recém-comprada.

“O negócio de banking tem uma recorrência natural muito grande e isso é o santo gral do e-commerce”, disse Guilherme Pacheco, cofundador e presidente do conselho de administração da Mosaico, no documento.

FMI corta estimativa para PIB global de 2021 e cita vacinação desigual (15h48)

O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que o crescimento econômico mundial em 2021 ficará ligeiramente abaixo de sua projeção de julho de 6%, disse a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, citando riscos associados a dívida, inflação e divergências econômicas na esteira da pandemia de covid-19.

Georgieva disse que a economia global está se recuperando, mas ponderou que a pandemia continua limitando a recuperação, sendo o principal obstáculo o “Grande Abismo de Vacinação” que tem sido visto em muitos países com pouco acesso às vacinas.

“Enfrentamos uma recuperação global que permanece prejudicada pela pandemia e seu impacto. Não conseguimos seguir em frente de maneira adequada –é como andar com pedras nos sapatos”, disse ela.

Investidor estrangeiro tira quase R$ 5 bilhões da bolsa brasileira em setembro (15h28)

Os investidores estrangeiros tiraram quase R$ 5 bilhões da bolsa de valores brasileira em setembro, de acordo com um levantamento da B3.

Em setembro, houve um aumento da aversão ao risco em todo mundo, com percepções dos mercado de que a inflação é mais persistente do que o esperado e com a crise na China, que enfrenta problemas no abastecimento de energia e com o risco de calote da Evergrande, que poderia gerar uma reação em cadeia nos setores imobiliário e financeiro, local e global.

“Em momentos de incertezas globais e aversão a risco, como o que estamos vendo, os mercados emergentes costumam sofrer primeiro e percebem essa fuga de capital para países mais seguros, com economias mais sólidas e moeda mais forte”, afirma Henrique Zimmermann, sócio e head Nordeste da VLG Investimentos.

Bolsas europeias fecham em alta (13h45)

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 5, após a divulgação de dados de atividade melhores do que o esperado. Além disso, os mercados do Velho Continente receberam impulso da recuperação dos índices acionários em Nova York, após uma liquidação de ações de tecnologia no pregão anterior.

Nesse contexto, o índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,17%, a 456,03 pontos.

Uma bateria de indicadores de atividade da Europa gerou otimismo entre investidores nesta terça, em meio aos temores com uma crise global de energia, alta da inflação e previsões de menos crescimento econômico na China.

  • Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,94%, em 7.077,10 pontos;
  • Em Frankfurt, o índice DAX subiu 1,05%, a 15.194,49 pontos;
  • O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, por sua vez registrou ganho de 1,52%, para 6.576,28 pontos;
  • Na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB fechou em alta de 1,95%, em 25.956,02 pontos, na máxima do dia;
  • Em Madri, o índice Ibex 35 subiu 1,56%, a 8.928,50 pontos;
  • O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, avançou 0,40%, para 5.533,67 pontos.

Dólar vive dia de gangorra, com riscos domésticos e globais trazendo volatilidade (13h14)

O câmbio está vivendo um dia de gangorra nesta terça-feira. A moeda norte-americana abriu em queda, passou a subir durante toda a manhã, depois devolveu os ganhos e agora torna a ganhar terreno. O dólar futuro mais curto chegou a tocar os R$ 5,496. Às 13h14, a cotação da divisa está em R$ 5,4668.

A demanda por dólares chama a atenção mesmo depois de o Banco Central anunciar uma “ração” de swaps cambiais tradicionais (duas vezes por semana) para prover liquidez ao mercado, em meio à busca por moeda relacionada ao desmonte de um mecanismo de proteção cambial dos bancos (overhedge).

O campo doméstico inspira cuidados, com os mercados atentos a desdobramentos das notícias envolvendo offshores do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do BC, Roberto Campos Neto. E a novela fiscal continua, com dificuldade em conciliar a obediência ao teto de gastos e ao mesmo tempo prorrogar o auxílio emergencial.

“Ultimamente (o dólar) não tem tido muito espaço para cair, com uma coleção de crises no curto prazo”, disse em nota Jefferson Rugik, da Correparti Corretora.

No exterior, os problemas financeiros da incorporadora chinesa Evergrande, que poderiam contaminar a economia mais ampla, têm minado o apetite por ativos arriscados, enquanto o risco de calote da dívida nos Estados Unidos e a iminência da redução de estímulos pelo Federal Reserve – em meio a sinais de possível persistência da inflação – colaboram para a cautela, disse Rugik.

Varejistas lideram alta do Ibovespa; Grupo Soma é a maior queda (12h34)

As varejistas Pão de Açúcar (+6,29%) e Americanas (+5,96%) estão entre as maiores altas do Ibovespa no início desta tarde. Já o grupo Soma, dono das marcas Farm e Animale, registrava queda de 2,78%.

As petroleiras também estão com bom desempenho na sessão de hoje, influenciadas pelo aumento do preço do petróleo. As ações da PetroRio subiam 4,83% e da Petrobras, 2,05%

Bolsas dos Estados Unidos abrem dia em alta e ações do Facebook se recuperam (10h49)

Os principais índices norte-americanos operavam em alta nesta manhã. Dow Jones subia 0,38%, S&P 500 tinha alta de 0,45% e Nasdaq, de 0,68%.

As ações do Facebook, listadas em Nasdaq, mostram sinais de recuperação, com alta de 0,88%. Ontem, por causa do apagão nas redes sociais da empresa (Instagram, WhatsApp e Facebook), as ações despencaram mais de 5%.

A movimentação fez Mark Zuckerberg, dono do Facebook, perder US$ 6 bilhões ontem, caindo para a quinta colocação do ranking de bilionários da Bloomberg. A fortuna do executivo está em US$ 122 bilhões.

Para a XP, a perda de US$ 50 bilhões no valor de mercado da companhia é incompatível. “Entendemos que a reação do mercado é exagerada, uma vez que a perda de US$ 50bi de valor de mercado é incompatível com o pequeno período ‘offline’ de uma empresa que gera US$ 90bi de faturamento ao ano. Além disso, a falha técnica não deverá ter impacto significativo no fundamento da empresa”, afirma relatório.

Ações da PetroRio voltam a ser destaque no Ibovespa com valorização do preço do petróleo (10h29)

Os papéis da PetroRio subiam 3,57% na manhã desta terça, influenciado pelo aumento do preço do petróleo.

A Petrobras, que também é impulsionada por esse cenário, subia 1,15%. Ontem, a alta nas cotações de petróleo no mundo e o anúncio da estatal de que abriu a venda de toda sua participação de 20% de um campo offshore no Golfo do México fizeram suas ações ganharem mais de 2% no pregão de segunda.

Villeroy, do BCE, vê risco de não atingir meta de inflação no médio prazo (10h08)

O atual aumento da inflação é em grande parte temporário e no médio prazo ainda há um risco de o BCE (Banco Central Europeu) não atingir sua meta de 2%, disse o presidente do banco central francês e membro do Conselho do BCE, François Villeroy de Galhau.

“Estamos vigilantes, como eu disse, sobre quanto tempo duram as dificuldades na cadeia de abastecimento e não vamos fingir que sabemos hoje qual será a inflação em 2023”, disse Villeroy, durante uma reunião com parlamentares franceses.

“Mas o risco de ficarmos atrás da nossa meta de inflação em vez de excedê-la continua”, acrescentou.

Produção industrial registra 3º resultado negativo e recua 0,7% em agosto (9h13)

A produção industrial, importante indicador da atividade econômica do país, teve o terceiro resultado negativo consecutivo e recuou 0,7% em agosto frente a julho, segundo divulgou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ainda segundo o instituto, houve queda de 0,7% em relação a agosto de 2020, interrompendo os onze meses de taxas positivas consecutivas nessa comparação.

No ano, a indústria acumula alta de 9,2% e, em doze meses, de 7,2%, intensificando o crescimento de julho (7,0%) e mantendo trajetória ascendente desde agosto de 2020 (-5,7%), de acordo com o IBGE.

Os números negativos foram registrados em três das quatro das grandes categorias econômicas e em 15 dos 26 ramos pesquisados.

Locaweb anuncia acordo para compra de Squid, empresa de influenciadores (9h07)

A Locaweb anunciou nesta terça-feira (5) acordo para a aquisição da Squid, empresa especializada em conectar influenciadores e criadores de conteúdo às marcas, por aproximadamente R$ 176,5 milhões.

Adicionalmente, segundo a Locaweb, os vendedores terão o direito a receber eventual ‘earnout’, a depender do atingimento de determinadas metas financeiras apuradas com base na receita líquida de repasse da Squid, conforme definido no contrato.

Calote de incorporadora chinesa Fantasia adiciona tensão no mercado (8h57)

Além de ficar de olho na Evergrande, imobiliária chinesa que vem enfrentando dificuldades financeiras, outro assunto deve entrar no radar dos investidores é o calote da incorporadora Fantasia.

Segundo o jornal Nikkei Asia, a empresa tinha um empréstimo de US$ 205,7 milhões com vencimento nesta terça, que não foi pago, trazendo ainda mais incertezas ao mercado.

Ações japonesas atingem mínima em um mês (8h30)

As ações japonesas caíram a uma mínima em um mês nesta terça-feira (5), com os papéis voltados para o crescimento pressionados com força, já que o salto nos preços do petróleo alimentou mais preocupações com a inflação e aperto monetário ao redor do globo.

O índice Nikkei caiu 2,19%. O Topix, mais amplo, caiu 1,33% para 1.947,75 pontos, mantendo-se acima de sua média móvel de 200 dias de 1.927 pontos. Ambos os índices marcaram sua sétima sessão de perdas consecutiva e atingiram seus menores patamares desde o final de agosto.

“Há uma sensação de que a suposição dos investidores de que a inflação será temporária e os balanços continuarão a se recuperar pode estar desmoronando”, disse Masayuki Doshida, analista sênior de mercado da Rakuten Securities.

  • Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 2,19%, a 27.822 pontos;
  • Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,28%, a 24.104 pontos;
  • Em Xangai, o índice SSEC não teve operações;
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhein, permaneceu fechado;
  • Em Seul, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,89%, a 2.962 pontos;
  • Em Taiwan, o índice TAIEX registrou alta de 0,32%, a 16.460 pontos;
  • Em Cingapura, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,70%, a 3.068 pontos;
  • Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,41%, a 7.248 pontos.

(Com Reuters)

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