Atualizado às 17h30

O Ibovespa fechou em queda de 2,11%, a 106.419 pontos, reforçando a deterioração da inflação no país e as expectativas de um aumento mais forte nos juros pelo BC (Banco Central).

Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a prévia da inflação acelerou de 1,14% em setembro para 1,20% em outubro, acima dos 0,97% projetado pelo mercado. Com a inflação mais alta, as instituições financeiras estão esperando que o BC precise fazer um aumento mais forte da Selic na reunião de amanhã (27).

Se na semana passada a expectativa era de que o Copom (Comitê de Política Monetária) elevaria a Selic em 1 ponto percentual, agora a maior parte das apostas são de 1,5. A Asa Investiments, por exemplo, já espera que o aumento seja de 2 pontos percentuais.

Vários bancos já veem a Selic com dois dígitos ao final do ciclo de altas, o que tende a minar o apetite por ações e, neste cenário, o Ibovespa voltou a se descolar de seus pares norte-americanos. O S&P 500 fechou com acréscimo de apenas 0,19% e renovou máxima histórica.

De acordo com estrategistas do JP Morgan, tem em sido uma jornada difícil para as ações brasileiras e as próximas três a quatro semanas ainda devem ser de incertezas. Mas, se não atingiram o fundo, estão perto disso.

“Continuamos a defender que o mercado oferece um ponto de entrada interessante, talvez o melhor que encontraremos por um tempo”, afirmam em relatório a clientes.

O que aconteceu com o dólar? A moeda norte-americana fechou com alta de 0,32%, a R$ 5,572. A piora nas revisões para a economia brasileira, a partir da percepção de iminente deterioração da situação fiscal do país, tem efeito negativo para a valorização da moeda brasileira.

No pico da sessão, no início da tarde, o dólar chegou a subir 0,98%, a R$ 5,607. “A pressão sobre o real vai aumentar ainda mais em 2022, quando as condições financeiras ficarem mais restritivas e se o governo e o Congresso relaxarem a consolidação fiscal de olho nas eleições”, disseram estrategistas do Société Générale em relatório.

Ao longo da segunda-feira, várias casas de análise revisaram para cima estimativas para o dólar. O Bank of America, por exemplo, passou a enxergar a moeda em R$ 5,70 ao fim de 2022.

Ações da Petrobras, Vale e grandes bancos fecham em queda (17h38)

Dentre os principais destaques do pregão, estão a B3, que recuou 5,74%, com o setor financeiro pressionando o Ibovespa. O Itaú Unibanco perdeu 1,08% e Bradesco cedeu 2,26%.

As ações da Eztec caíram 7,64%, em sessão de forte queda do setor na esteira da alta dos juros, com o índice do setor imobiliário na B3 apresentando a pior performance entre os índices setoriais, com queda de 4,45%.

A Vale teve queda de 1,06%, apesar da alta do minério de ferro na China, com Gerdau destoando o setor de mineração e siderurgia, com alta de 0,32% antes do balanço do terceiro trimestre, que será divulgado nesta quarta-feira.

A Petrobras também caiu, 0,96%, depois da forte valorização na véspera, em meio ao ceticismo de agentes financeiros em relação a declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro sobre a privatização da companhia ter entrado no radar.

Em contrapartida, a EDP Brasil fechou com alta de 2,23%, com os investidores animados com o balanço da companhia, que mostrou crescimento de 70% no lucro do terceiro trimestre e avanço no processo para a venda de três hidrelétricas e programa de recompra de ações.

Wall Street bate recorde, mas Facebook pesa (17h28)

Os índices de ações dos EUA fecharam em alta modesta nesta terça, com o Dow Jones e o S&P 500 atingindo novos recordes, mas os ganhos foram contidos pela queda das ações do Facebook após a divulgação do balanço trimestral da empresa.

O Facebook Inc foi o maior obstáculo para o S&P 500 e o Nasdaq, depois que a empresa avisou que as novas mudanças de privacidade da Apple pesariam em seu negócio digital.

“O Facebook tem outros problemas, certamente o relatório de lucros não foi tão estelar”, disse Ken Polcari, sócio-gerente da Kace Capital Advisors em Boca Raton, Flórida.

“Em seguida, acrescente os problemas com as denúncias, o que eles sabiam, o que não sabiam, como se prepararam para se beneficiar mesmo podendo por em risco crianças e pessoas que usam a plataforma. Isso vai ficar meio como uma sombra.”

O índice de referência S&P, no entanto, atingiu um novo recorde, levantado por nomes com grandes capitalização de mercado. Nvidia Corp subiu para fechar em nível recorde, enquanto Amazon.com Inc e Apple também tiveram alta.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 avançou 0,17%, para 4.574,13 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve variação positiva de 0,06%, para 15.235,72 pontos. O Dow Jones 0,04%, a 35.754,18 pontos.

Petróleo fecha em alta com foco em restrição de oferta, apesar de dólar forte (16h25)

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, 26, com o foco dos investidores voltado para a crise energética que tem elevado o preço do barril recentemente. A demanda pela commodity aumentou com a reabertura econômica e também devido à escassez de gás natural no mercado. No entanto, a oferta não tem sido capaz de compensar a maior procura.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para dezembro subiu 1,06% (+US$ 0,89), a US$ 84,65 o barril, no maior nível desde 2014. O Brent para janeiro, que agora é o contrato mais líquido, avançou 0,56% (+US$ 0,48), a US$ 85,65 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

“Os preços do petróleo se fortaleceram hoje, à medida que o aperto no fornecimento global de energia e o aperto do mercado continuam a fornecer um coquetel de alta para o combustível”, diz a analista Louise Dickson, da Rystad Energy.

Segundo Dickson, embora a commodity tenha iniciado o dia em queda, principalmente por causa

da valorização do dólar contra os principais pares, o movimento se inverteu quando os investidores passaram a se concentrar no quadro mais amplo, ou seja, na crise de energia.

“Na verdade, há pouca coisa que possa levar os preços do petróleo para longe de sua dinâmica de alta no curto prazo, já que a única fonte real de oferta significativa é a Opep+, e não parece haver muito ânimo para mudanças de política nessa frente no momento”, ressalta a analista, em referência à Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados.

Ainda hoje, saem as estimativas semanais do American Petroleum Institute (API) para os estoques de petróleo nos Estados Unidos. O dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) americano é divulgado nesta quarta-feira, 27.

“Os preços do petróleo continuam subindo e os apelos à Opep+ para aumentar a produção continuam caindo em ouvidos surdos”, afirma o analista de mercado Edward Moya, da Oanda. Em coletiva de imprensa hoje, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que o governo americano vai continuar a pressionar o cartel para que resolva os “problemas na oferta” da commodity energética.

Arrecadação federal sobe 12,87% e atinge nível recorde para setembro (14h31)

A arrecadação do governo federal teve alta real de 12,87% em setembro sobre igual mês do ano passado, a 149,102 bilhões de reais, maior valor já registrado para o mês na série histórica iniciada em 1995, divulgou a Receita Federal nesta terça-feira.

O resultado veio levemente acima da expectativa de arrecadação de 147,85 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters com analistas, e foi diretamente beneficiado pela alta de 16,94%nos impostos recolhidos das empresas a título de Imposto de Renda Pessoa Jurídica/Contribuição Social sobre Lucro Líquido.

De janeiro a setembro, a arrecadação cresceu 22,30%, também em termos reais, somando 1,349 trilhão de reais –patamar também recorde para o período.

Segundo a Receita, o resultado nos nove primeiros meses do ano foi positivamente impactado por recolhimentos extraordinários de cerca de 31 bilhões de reais em IRPJ/CSLL. No mesmo período de 2020, a arrecadação extraordinária nessa linha foi muito menor, alcançando 5,3 bilhões de reais.

Enquanto em 2020 os diferimentos de tributos somaram 58,069 bilhões de reais de janeiro a setembro, tendo sido permitidos pelo governo para mitigar os efeitos da crise de coronavírus, neste ano eles somaram apenas 2,031 bilhões de reais no mesmo período.

Em contrapartida, as compensações tributárias subiram 28,05% no acumulado de 2021, a 152,987 bilhões de reais.

Olhando apenas para as receitas administradas pela Receita Federal, houve aumento de real de 12,45% em setembro e de 21,50% no acumulado do ano. Excluídos os fatores não recorrentes, as altas seriam de 10,34% e 13,79%, respectivamente, informou a Receita.

Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta, com foco em balanços de empresas (13h50)

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, impulsionadas por balanços de empresas considerados positivos pelo mercado. A exceção foi Lisboa, que recuou. Em geral, os índices acionários do Velho Continente também foram apoiados pela abertura em Nova York, com o Dow Jones e o S&P 500 em níveis recordes. Nesse cenário, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o pregão com ganho de 0,75%, a 475,74 pontos.

“Mais uma vez, foram atualizações comerciais melhores do que o esperado de empresas que ajudaram a impulsionar os movimentos no mercado acionário europeu”, afirma o analista-chefe de mercados da CMC Markets, Michael Hewson.

O profissional da consultoria britânica ressalta que o FTSE 100, da Bolsa de Londres, atingiu nesta terça o maior nível em 20 meses, após um começo de semana “bastante fraco” para os ativos europeus na segunda-feira. O índice registrou avanço de 0,76% nesta terça, a 7.277,62 pontos. Os papéis das companhias Whitbread e Reckitt Benckiser, que divulgaram resultados do terceiro trimestre nesta terça, subiram 4,41% e 6,27%, respectivamente.

As ações do UBS, por sua vez, avançaram 1,07% na Bolsa de Zurique, após a divulgação do balanço do banco, que teve lucro líquido de US$ 2,28 bilhões no terceiro trimestre de 2021, 9% maior do que o ganho obtido em igual período do ano passado.

As bolsas europeias ganharam ainda mais força com a abertura do mercado norte-americano. Os índices acionários de NY também têm reagido de forma positiva à temporada de balanços. Depois de terem atingido o recorde de fechamento na segunda-feira, S&P 500 e Dow Jones renovaram as máximas históricas intraday nesta terça, mais uma vez. Uma melhora no sentimento do consumidor americano também deu suporte à busca por risco nos mercados globais.

  • Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX fechou com ganho de 1,01%, aos 15.757,06 pontos
  • Em Paris, o índice CAC 40 avançou 0,80%, a 6.766,51 pontos;
  • Em Milão, o índice FTSE MIB fechou em alta de 0,58%, aos 26.970,95 pontos;
  • Na Bolsa de Madri, o índice IBEX 35 avançou 0,90%, a 9.001,60 pontos;
  • Em Lisboa, na contramão do resto do mercado acionário europeu, o índice PSI 20 recuou 0,39%, a 5.714,00 pontos.

Goldman Sachs e Citi juntam-se aos bancos que enxergam alta de 150 pontos-base (1,5%) da Selic nesta semana (13h22)

O Citi e o Goldman Sachs elevaram suas projeções para o ritmo de elevação da taxa Selic, juntando-se a uma série de grandes bancos que esperam que o Banco Central suba os juros básicos em 150 pontos-base (1,5%) em sua reunião desta semana.

A revisão dos bancos privados vem na esteira de dados que mostraram nesta terça-feira que o IPCA-15, considerado prévia da inflação oficial ao consumidor brasileiro, registrou em outubro sua maior alta para o mês em 26 anos.

Os números, que vieram bem acima do esperado, somados à recente deterioração das perspectivas fiscais e inflacionárias do Brasil, levaram os credores a projetar alta da Selic a 7,75% ao ano, de um patamar atual de 6,25%, no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa nesta terça-feira e se encerra na quarta.

O Citi espera ainda que o BC anuncie uma outra alta de 150 pontos-base na reunião de política monetária de dezembro, com a taxa Selic devendo chegar aos 11% ao ano ao fim do atual ciclo de aperto, no ano que vem. “As pressões inflacionárias continuam abundantes, tornando-se mais disseminadas e persistentes que o pensado anteriormente”, alertou o banco.

Para o Goldman Sachs, a chance de uma alta menos agressiva dos juros na reunião desta semana, de 125 pontos-base, é de apenas 25%, segundo relatório assinado pelo diretor de pesquisa econômica do banco para a América Latina, Alberto Ramos.

O credor não divulgou novas projeções para as reuniões de política monetária do Banco Central além da de outubro, mas alertou que, “num cenário de intensas pressões inflacionárias e piora do balanço de riscos, a chance de o Banco Central conseguir direcionar a inflação para a meta de 3,5% em 2022 é baixa”.

Há menos de uma semana, o Goldman projetava elevação de 125 pontos-base como o cenário mais provável para a reunião do Copom.

Outras instituições financeiras importantes, como Bank of America, JPMorgan e UBS, já apostavam em aumento de 150 pontos-base da Selic nesta semana, e uma taxa de dois dígitos ao fim do ciclo de aperto já parece consenso entre elas.

S&P 500 e Dow tocam máximas históricas com investidores de olho em balanços de tecnologia (11h03)

Os índices S&P 500 e Dow Jones tocaram máximas recordes nesta terça, alavancados por resultados promissores de empresas como United Parcel Service, enquanto o foco de investidores se voltava para os balanços de Microsoft e Alphabet, a serem divulgados mais tarde.

Às 10:46 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,21%, a 35.815 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,368993%, a 4.583 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,69%, a 15.332 pontos.

Brasil tem 314 mil novos postos formais de trabalho em setembro, mostra Caged (10h16)

O Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta terça, revelou que foram criados 313,9 mil novos postos de trabalho no Brasil durante o mês de setembro de 2021.

Ainda segundo dados do governo, a quantidade total de vínculos ativos no mês de setembro foi de 41,9 milhões, o que representa alta de 0,76% em relação ao mês anterior. Foi registrado saldo de 2,5 milhões de empregos no acumulado do ano.

Klabin tem lucro líquido de R$1,2 bi no 3º tri (9h12)

A Klabin anunciou nesta terça-feira lucro líquido de 1,215 bilhão de reais para o terceiro trimestre, revertendo prejuízo de 191 milhões de reais um ano antes, em desempenho marcado por queda no endividamento e crescimento de receitas.

A receita líquida da companhia cresceu 40% ano a ano, para 4,358 bilhões de reais, ajudada por reajustes de preços em todos os segmentos. O volume de vendas aumentou 4% na mesma base de comparação, para 951 mil toneladas.

A Klabin é a maior produtora de papel para embalagens do país, tendo ingressado também em produção de celulose

O resultado medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou 1,928 bilhão de reais, acréscimo de 56% frente aos mesmos três meses de 2020, com a margem passando de 40% para 44%.

A geração de caixa por tonelada, medida pelo Ebitda ajustado deduzido investimentos (capex) de manutenção em relação ao volume vendido, foi de 1.768 reais/t no terceiro trimestre, aumento de 55% em relação a igual intervalo do ano passado.

O endividamento líquido da Klabin em reais caiu 5%, para 19,95 bilhões de reais no final do terceiro trimestre, com a relação dívida líquida/Ebitda passando para 3,2 vezes, de 4,6 vezes um ano antes.

IPCA-15: prévia da inflação acelera para 1,20% em outubro, maior variação desde 1995 (9h02)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou de 1,14% em setembro para 1,20% em outubro, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice foi puxado principalmente pelo aumento no preço dos combustíveis e da energia elétrica, conforme o instituto.

Segundo o IBGE, foi a maior variação para um mês de outubro desde 1995 (1,34%) e a maior variação mensal desde fevereiro de 2016 (1,42%).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, de 10,34%, acima dos 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,94%.

Futuros do S&P 500 e do Dow Jones batem recordes com foco em balanços de tecnologia (8h47)

Os contratos futuros do S&P 500 e do Dow Jones bateram recordes nesta terça-feira, com as ações do Facebook em alta após seus resultados trimestrais e um plano de recompra de papéis, o que direcionava os holofotes para seus pares de tecnologia que devem divulgar balanços no fim do dia.

O Facebook subia 2,5% no pré-mercado, mesmo com o gigante da mídia social alertando que novas mudanças de privacidade da Apple pesariam em seus negócios digitais no trimestre atual. A empresa anunciou US$ 50 bilhões em recompra de ações e registrou aumento de 17% no lucro do terceiro trimestre.

As ações do Twitter, que também gera receita com venda de anúncios digitais, aumentavam 1,4% antes da divulgação de seus resultados nesta terça-feira.

Alphabet e Microsoft também informam números após o fechamento do mercado, com foco em como a receita de anúncios do Google se sai. As ações das empresas, juntamente com as de Amazon.com e Apple (outros nomes de crescimento), subiam entre 0,1% e 1,5%.

United Parcel Service ganhava 4,5%, depois que a empresa de entrega relatou aumento de 23% no lucro trimestral, impulsionado pela alta demanda de comércio eletrônico.

O futuro do Dow Jones subia 0,34%, o contrato futuro do S&P 500 ganhava 0,43%, e o Nasdaq 100 futuro saltava 0,61%.

Após Evergrande, incorporadora chinesa Modern Land deixa de pagar bônus (8h16)

A Modern Land deixou de fazer um pagamento de título, a mais recente incorporadora chinesa a não cumprir compromissos, aumentando preocupações sobre o impacto mais amplo da crise da dívida no gigante China Evergrande Group e arrastando ações do setor.

Estava previsto que o planejador estatal da China se encontraria com empresas imobiliárias com grandes dívidas denominadas em dólares nesta terça-feira para fazer um balanço de seu volume total de emissão e capacidade de reembolso, em meio à crescente preocupação com liquidez.

A Modern Land (China) Co Ltd disse em comunicado que não havia pagado o principal e os juros de suas notas seniores de 12,85% que venceram na segunda-feira devido a “problemas inesperados de liquidez”.

Bolsas da Ásia fecham mistas, após recordes em NY e com quedas no setor imobiliário (7h08)

As bolsas asiáticas fecharem sem direção única nesta terça-feira, 26, com parte delas acompanhando o tom positivo de ontem em Wall Street e as chinesas e de Hong Kong pressionadas por ações do setor imobiliário.

O índice japonês Nikkei subiu 1,77% em Tóquio hoje, a 29.106,01 pontos, graças a papéis ligados a transporte marítimo e siderurgia, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,94% em Seul, a 3.049,08 pontos, e o Taiex registrou ganho de 0,83% em Taiwan, a 17.034,34 pontos.

Ontem, as bolsas de Nova York tiveram alta generalizada, com o Dow Jones e o S&P 500 renovando máximas históricas de fechamento, em meio à temporada de balanços corporativos dos EUA e uma disparada na ação da Tesla, a fabricante de carros elétricos.

Por outro lado, planos do governo chinês de testar um imposto imobiliário por cinco anos, revelados no fim de semana, derrubaram ações de incorporadoras tanto na China continental quanto em Hong Kong nesta terça. O Xangai Composto caiu 0,34%, a 3.597,64 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,36%, a 2.424,39. Em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 0,36%, a 26.038,27 pontos.

A iniciativa de Pequim, que tem o objetivo de combater a especulação imobiliária, vem num momento de preocupação com a frágil situação financeira da Evergrande, gigante da construção chinesa que tem tido dificuldades de honrar suas dívidas. Hoje, a ação da Evergrande sofreu um tombo de 4,12% em Hong Kong.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável, devolvendo quase todos os ganhos de mais cedo no pregão. O S&P/ASX 200 teve alta marginal de 0,03% em Sydney, a 7.443,40 pontos.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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