Atualizado às 18h09

O Ibovespa fechou nesta sexta-feira (26) em queda de 3,39%, aos 102.224 pontos, com investidores de todo o mundo preocupados com a descoberta de uma nova variante do coronavírus, chamada de ômicron, possivelmente resistente a vacinas. Na mínima da sessão, o índice recuou a 101.494,70 pontos e renovou o menor patamar intradiário do ano.

Pouco se sabe sobre a variante, detectada primeiro na África do Sul e depois em Botswana e Hong Kong, mas cientistas dizem que ela tem uma combinação atípica de mutações e pode ser capaz de evitar respostas imunológicas e ser mais transmissível. Deve levar algumas semanas até que a sua transmissibilidade e a eficácia das vacinas contra ela sejam determinadas. Países da União Europeia, Reino Unido e Índia já anunciaram controles de fronteira mais rigorosos.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão de voos vindos de países do sul do continente africano, enquanto o presidente Jair Bolsonaro descartou fechar os aeroportos do país. O Ministério da Saúde recomendou que Estados e municípios aumentem a testagem e o rastreamento de contato e que notifiquem imediatamente casos suspeitos da variante.

Antônio Sanches, especialista em investimentos da Rico, explica que a incerteza traz receios sobre a recuperação mundial. “A dúvida sobre uma potencial nova onda de medidas de restrição de mobilidade no mundo leva à queda das taxas de juros de longo prazo em economias desenvolvidas (famosos juros futuros). Isso porque analistas passam a questionar se essa incerteza pode levar Bancos Centrais no mundo a adiar a retirada de estímulos monetários – no caso, juros muito baixos, e compras de ativos no mercado”, afirma.

Mesmo com a falta de informações, os investidores “com medo de novos lockdowns preferem liquidez e estão se desfazendo dos ativos”, diz Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos.

No caso dos mercados locais, ela diz que o “medo da variante é só a gota que fez transbordar o copo cheio”, em referência ao cenário local, com inflação subindo, incertezas fiscais e ciclo de alta de juros, que já vinha penalizando o Ibovespa. O andamento da PEC dos Precatórios, esperada para ser votada na semana que vem em comissão no Senado, segue no radar do mercado.

As bolsas dos EUA, que encerraram o pregão mais cedo na volta de feriado, desabaram. O Dow Jones e o S&P 500 sofreram suas maiores quedas percentuais diárias em meses. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 3,67%, em sua pior sessão desde junho de 2020.

Por aqui, o Ibovespa já abriu em queda firme e permaneceu assim durante toda a sessão. Vale e Petrobras puxaram a baixa em pontos, devido ao recuo das commodities – preços do petróleo caíram mais de 10%. Ações de setores sensíveis a possíveis restrições por conta da pandemia, como o aéreo e o de turismo, tiveram as maiores quedas em percentual.

Já o dólar subiu frente ao real nesta sexta-feira, acompanhando movimento internacional de aversão a risco em meio ao pânico de investidores com a descoberta da nova cepa do coronavírus. Ainda assim, o dólar fechou o pregão bem distante das máximas intradiárias, o que alguns especialistas atribuíram à alta taxa de vacinação da população brasileira.

A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário avançou 0,55%, a R$ 5,5961 na venda, após ter chegado a saltar 1,38% no pico da sessão, a R$ 5,6424.

A valorização diária do dólar no mercado local veio em linha com a fraqueza internacional de moedas emergentes nesta sexta-feira. Peso mexicano, rand sul-africano e lira turca –esta abalada ainda por temores domésticos em relação à política monetária– registravam perdas de 1,3% a 3,5% no fim da tarde desta sexta-feira.

Contra uma cesta de seis pares fortes, a moeda norte-americana apresentava perdas de 0,79% nesta sessão, mas isso refletia a forte demanda pelo franco suíço e o iene japonês, componentes do índice do dólar que são considerados bons refúgios em tempos de incerteza econômica.

Economistas do Citi disseram em nota a clientes nesta sexta-feira que a incerteza sobre a nova variante “veio para ficar pelas próximas semanas”, afirmando que isso é negativo para o desempenho de moedas de países emergentes.

Mas, no Brasil, “nossa vacinação está bem melhor do que vários países; alguns têm porcentagem bem grande da população que se recusa a tomar a vacina”, disse à Reuters Marcos Weigt, chefe de tesouraria do Travelex Bank. Isso ajuda a explicar o motivo pelo qual o real teve desempenho comparativamente melhor ao de alguns de seus pares emergentes nesta sessão, afirmou o especialista.

Azul derrete mais de 14%, enquanto Suzano e Taesa são únicos papéis a fechar no azul (19h14)

AZUL derreteu 14,1%, GOL afundou 11,8% e CVC cedeu 11,1%. Nos três casos, os papéis registraram a maior queda desde abril de 2020. EMBRAER recuou 8,4%.

VALE caiu 2,6%, enquanto CSN cedeu 4,9% e USIMINAS PN tombou 6,6%, acompanhando queda no contratos futuros do minério de ferro e aço na China, dada a preocupação com a nova variante e novos casos de covid-19 em Xangai, aumentando as preocupações dos investidores sobre a recuperação econômica global.

PETROBRAS PN caiu 3,9% e ON cedeu 4,4%, enquanto PETRORIO ON recuou 8,7%, com petróleo caindo mais de 10%, maior queda em um dia desde abril de 2020, também por conta da covid-19.

BRADESCO PN recuou 4% e ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,9%.

MAGAZINE LUIZA ON caiu 7,4%, AMERICANAS ON recuou 6,2% e VIA ON cedeu 4,5%, mesmo com perspectivas de vendas maiores na Black Friday.

LOCALIZA ON e UNIDAS ON caíram 3,2% cada. O jornal Valor Econômico publicou que Localiza ofereceu a venda da marca Unidas para conseguir aprovação para a compra da rival junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

SUZANO ON, na esteira da alta do dólar, e TAESA UNIT foram os únicos papéis que fecharam no azul no Ibovespa na sessão. As altas foram de 0,15% e 0,11% respectivamente.

Ouro fecha em alta, com busca por segurança deflagrada por variante (16h14)

O contrato futuro mais líquido de ouro fechou em alta nesta sexta-feira, 26, com aumento da demanda pela segurança do metal precioso, em meio à aversão ao risco global deflagrada pela variante do coronavírus identificada na África do Sul.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para dezembro encerrou a sessão com ganho de 0,07%, a US$ 1.785,50 a onça-troy, mas perdeu 3,57% na semana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a cepa B.1.1.259 na categoria de “variante preocupante” e a nomeou “Omicron”. A mutação levou vários países a adotarem restrições a viajantes da África do Sul, onde a nova versão do vírus foi descoberta.

O temor de um recrudescimento da pandemia ativou uma migração de ativos de risco, como ações e petróleo, para aplicações mais seguras, entre elas Treasuries e o ouro. “A incerteza sobre as possíveis consequências da nova variante do vírus lembra claramente aos mercados que esta pandemia ainda não acabou”, explica o trader de metais preciosos da Heraeus, Alexander Zumpfe.

O Commerzbank cita, em relatório, dados do Departamento de Censo e Estatísticas de Hong Kong, que mostraram que a importação de ouro de Hong Kong pela China cresceu 56% em outubro ante setembro. Para o banco, o forte consumo da commodity na Ásia deu algum fôlego aos preços. “Sem isso, provavelmente os preços teriam caído de forma mais acentuada”, ressalta.

Ações europeias sofrem pior dia em 17 meses com temores sobre vírus (14h46)

O mercado acionário europeu caiu com força em meio a vendas generalizadas nesta sexta-feira, depois que notícias de uma nova variante do coronavírus recém-identificada e possivelmente resistente a vacinas provocou temores de novo impacto à economia global e levou investidores a evitar ativos arriscados.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 3,71%, a 1.796 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 3,67%, a 464 pontos, em sua pior sessão desde junho de 2020.

A medida de volatilidade para o principal mercado acionário chegou a uma máxima de 10 meses.

As perdas do dia levaram o STOXX 600 a registrar queda de 4,5% nesta semana.

Pouco se sabe sobre a variante detectada na África do Sul, Botswana e Hong Kong, mas cientistas disseram que ela tem uma combinação atípica de mutações e pode ser capaz de evitar respostas imunológicas e ser mais transmissível.

“Com a Europa e algumas partes do norte dos EUA em uma situação problemática devido a um número já alto de novos casos e hospitalizações, essa nova cepa do vírus surge no pior momento possível”, disse Peter Garnry, chefe de estratégia de ações do Saxo Bank.

“As ações estão reagindo negativamente porque não se sabe nesse momento quanto as vacinas serão efetivas contra a nova cepa, e portanto isso aumenta o risco de novos lockdowns.”

Entre os setores, o de viagem e lazer despencou 8,8%, em seu pior dia desde o começo do choque da Covid-19 em março de 2020.

O Reino Unido anunciou uma proibição temporária a voos da África do Sul e vários países vizinhos. A União Europeia também planeja movimento similar.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 3,64%, a 7.044 pontos;
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 4,15%, a 15.257 pontos;
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 4,75%, a 6.739 pontos;
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 4,60%, a 25.852 pontos;
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 4,96%, a 8.402 pontos;
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 2,44%, a 5.425 pontos.

Piora da pandemia de covid-19 traria mais cautela com aperto monetário, diz BoE (13h42)

Após afirmar em discurso que uma abordagem “cautelosa” seria adequada para o eventual aperto monetário pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), o economista-chefe do BC britânico, Huw Pill, disse que uma possível piora da pandemia de covid-19 no Reino Unido seria motivo para que a entidade adote uma ação mais cuidadosa neste processo.

Durante sessão de perguntas e respostas em evento da Confederação Industrial Britânica nesta sexta-feira, Pill ainda afirmou que dados do mercado de trabalho em dezembro não devem alterar a sua visão para o futuro da política monetária nos próximos meses.

Segundo ele, é mais importante observar o fluxo de dados atual, que mostra um mercado de trabalho em recuperação no Reino Unido, sem sinais de aumento na taxa de desemprego.

No mar vermelho do Ibovespa, apenas Suzano e Taesa se salvam (13h29)

Suzano e Taesa são os únicos papéis do Ibovespa operando no positivo. Mesmo outros como Klabin, Rede D’Or e Natura, que passaram parte da manhã no azul, agora recuam.

Mas as maiores perdas são as de Gol (-13,33%), Azul (-12,78%) e CVC (-12,25%). O setor aéreo e de turismo é muito sensível ao noticiário da covid-19 e havia mostrado forte alta na véspera, especialmente Gol e CVC. Embraer cai 9,7%.

Vale cai 3,18%, enquanto CSN ON afunda 5,4% e Usiminas recua 5,76%, acompanhando queda no contratos futuros do minério de ferro e aço na China, dada a preocupação com a nova variante e novos casos de covid-19 em Xangai, aumentando as preocupações dos investidores sobre a recuperação econômica global.

Petrobras PN cai 4,59% e ON cede 5,31%, com petróleo afundando mais de 5%, também por conta da Covid-19. O tombo de PetroRio é mais feio: -12,27%.

Bradesco PN recua 4,84% e Itaú tem queda de 2,75%.

Localiza cede 3,71% e Unidas cai 5%. O jornal Valor Econômico publicou que Localiza ofereceu a venda da marca Unidas para conseguir aprovação para a compra da rival junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Representantes o Cade não se manifestaram de imediato. A Localiza apenas afirmou em comunicado que “a operação está em processo de análise pelo Tribunal do Cade”.

É preciso mais informação sobre nova variante para restringir viagens, diz Fauci (12h07)

Infectologista e principal conselheiro médico da Casa Branca, Anthony Fauci disse que é necessário ter mais informação sobre a nova variante do coronavírus, identificada pela primeira vez na África do Sul, para então se pensar em restrições de viagens. “Quando tivermos mais informações, podemos considerar bloqueios de viagem. Mas precisamos de embasamento para fazer esse tipo de decisão”, afirmou nesta sexta-feira, em entrevista à CNN.

Fauci disse que “sempre há a possibilidade de fazer o que o Reino Unido fez”. Londres já anunciou restrições para viajantes da África do Sul, Namíbia, Lesoto, Botsuana, Suazilândia e Zimbábue.

O infectologista garantiu que, quando houver dados suficientes, uma decisão será tomada “o mais rápido possível”.

Até o momento, não há indicação da nova variante nos EUA, “mas tudo é possível”, considerando a circulação de viajantes internacionais, disse Fauci.

Ainda não se sabe se a cepa em questão é resistente às vacinas atuais, “mas descobriremos logo”, garantiu o infectologista. Ele apontou a necessidade de se realizar testes diretamente em laboratório, pois embora haja “uma bandeira vermelha”, não se sabe de verdade sobre a relação entre os imunizantes e a nova variante.

No período da manhã, cientistas americanos e sul-africanos conversaram para entender os fatos, informou Fauci.

Wall St cai com força diante de temores sobre nova variante do coronavírus (11h40)

Os principais índices de ações dos Estados Unidos abriram em forte queda nesta sexta-feira, com os papéis de viagens, bancos e commodities liderando as perdas em meio à liquidação desencadeada pela descoberta de uma nova variante do coronavírus possivelmente resistente às vacinas.

O Dow Jones Industrial Average caía 1,22%, a 35.366,69 pontos. O S&P 500 tinha queda de 0,78%, a 4,664.63 pontos, enquanto o Nasdaq cedia 1,14%, a 15,664.38 pontos.

Em dia sangrento no Ibovespa, aéreas são destaque negativo por nova variante da covid (11h13)

As empresas aéreas lideravam as perdas do Ibovespa nesta sexta. A Gol PN cedia 11%, Azul PN caía 9,8% e CVC ON afundava 8,9%. O setor aéreo e de turismo é muito sensível ao noticiário da covid-19 e havia mostrado forte alta na véspera, especialmente Gol e CVC. Embraer ON caía 7,9%.

A Vale ON caía 3,7%, enquanto CSN ON afundava 5,4% e Usiminas PN recuava 5,1%, acompanhando queda no contratos futuros do minério de ferro e aço na China, dada a preocupação com a nova variante e novos casos de  ovid-19 em Xangai, aumentando as preocupações dos investidores sobre a recuperação econômica global.

A Petrobras PN caía 2,6% e ON cedia cerca de 3%, com petróleo afundando mais de 5%, também por conta da Covid-19. Bradesco PN recuava 3,6% e Itaú Unibanco PN tinha queda 2,5%.

Localiza ON cedia 4% e Unidas ON caía 4,5%. O jornal Valor Econômico publicou que Localiza ofereceu a venda da marca Unidas para conseguir aprovação para a compra da rival junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Representantes o Cade não se manifestaram de imediato. A Localiza apenas afirmou em comunicado que “a operação está em processo de análise pelo Tribunal do Cade”.

Suzano ON, Klabin Unit e Rede D’Or eram os únicos papéis do Ibovespa operando no positivo.

Black Friday: livros, milhas e perfumes entram na lista de produtos mais reclamados (10h58)

A lista de produtos mais reclamados na Black Friday dá uma pista de como o consumidor está gastando seu dinheiro. Neste ano, pela primeira vez, entraram na lista de itens mais reclamados livros e pontos e milhas, segundo levantamento do Reclame Aqui com dados levantados entre as 12h de quarta (dia 24) até as 6h desta sexta-feira (dia 26).

Também entraram na lista produtos de supermercado e higiene, como xampu e perfume.

Para o Reclame Aqui, o perfil da lista e produtos mais reclamados aponta para uma Black Friday em que consumidores buscam reduzir seu custo mensal mais do que aproveitar ofertas em relação a bens duráveis.

“Estamos vivendo a Black Friday da mercearia, o que deixa claro o momento inflacionário e difícil para as empresas e ainda mais para o consumidor. Itens de mercearia e higiene, por exemplo, são os únicos que restaram aos consumidores para buscar descontos reais, mostrando o momento contundente de inflação”, analisa o CEO do Reclame AQUI, Edu Neves.

Desde que o monitoramento do Reclame Aqui começou foram registradas 5.678 queixas sobre a Black Friday, um aumento de 17% em relação a 2020. Isso dá uma média de 138 reclamações por hora.

Segundo Neves, o top 10 de produtos mais reclamados de 2021 mostra itens de menor volume e peso em relação ao que tradicionalmente aparece nas Black Fridays. Isso tem relação com um período de menor renda dos consumidores, mas também de ofertas com entregas rápidas oferecidas pelas lojas online. Ou seja, produtos que podem ser entregues no mesmo dia.

Pandemia ainda é fonte de preocupação e incerteza às economias na Europa, diz presidente do BC italiano (10h15)

A pandemia de coronavírus na Europa é mais uma vez motivo de “considerável preocupação” e suas consequências para as economias são difíceis de prever, disse o presidente do Banco da Itália nesta sexta-feira.

“A recuperação da economia (da Itália) está avançando em um ritmo melhor do que o esperado há apenas alguns meses… No entanto, a incerteza permanece alta, refletindo principalmente uma situação sanitária que mais uma vez se tornou uma fonte de considerável preocupação”, disse Ignazio Visco, acrescentando que os indicadores de curto prazo continuavam favoráveis, no geral.

Os países europeus e asiáticos endureceram restrições de viagens nesta sexta-feira, depois que uma nova variante do coronavírus, possivelmente resistente às vacinas, foi detectada na África do Sul, com UE, Reino Unido e Índia entre aqueles que anunciaram controles de fronteira mais rígidos.

Visco disse que o novo aumento no número de infecções na Europa e em outros países afastou “a perspectiva pós-Covid”.

O presidente do banco central também alertou que as instituições financeiras estão mais expostas aos riscos de segurança cibernética –com os ataques cibernéticos a bancos europeus aumentando em 54% neste ano– e pediu mais cuidado no seu monitoramento e gerenciamento.

Estoque de crédito no Brasil sobe 1,5% em outubro, diz BC (9h35)

O estoque total de crédito no Brasil subiu 1,5% em outubro sobre setembro, a 4,497 trilhões de reais, correspondente a 53,2% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central nesta sexta-feira.

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou estável em 3,0%. O spread bancário no mesmo segmento subiu a 23,1 pontos percentuais, sobre 21,7 pontos em setembro.

Incerteza sobre retomada econômica pesa sobre minério e metais (9h09)

O rali no fim de novembro que colocou o minério de ferro novamente acima de US$ 100 a tonelada perde fôlego. A percepção de alguns investidores é a de que o setor imobiliário da China deve continuar freando o crescimento econômico e a demanda por commodities industriais. Os metais básicos ampliaram as perdas diante da preocupação com uma nova variante do coronavírus que sacudiu os mercados financeiros.

A economia chinesa continuou a se desacelerar em novembro. As vendas de carros e imóveis voltaram a cair em meio à crise no mercado imobiliário, de acordo com o índice agregado de oito indicadores iniciais da Bloomberg. A forte demanda de exportação ajudou a compensar parcialmente o desaquecimento no setor imobiliário, e números mais recentes de embarques da Coreia do Sul – um termômetro do comércio global – sugerem outro mês sólido para o segmento. No entanto, o ritmo diminuiu e outros dados de alta frequência do comércio global também sugerem desaceleração da demanda.

O minério de ferro disparou na última semana ao se recuperar de uma mínima de 18 meses após uma série de anúncios do governo chinês, que incluíram promessas de mais investimentos em infraestrutura, regras mais flexíveis para a captação de recursos pelo setor imobiliário e possível afrouxamento monetário. Ainda assim, a cautela voltou ao mercado diante dos riscos contínuos no setor imobiliário, enquanto governos locais buscam encontrar bons projetos para investir.

A recente recuperação “dificilmente representa uma virada dos preços”, disse Harry Jiang, chefe de trading da Yonggang Resources, destacando que é uma opinião pessoal. “Não é possível que a demanda tenha uma grande reversão” e o rali é “apenas uma correção de expectativas anteriormente muito pessimistas. Os preços tendem a flutuar antes de encontrar um novo equilíbrio”, disse.

O minério de ferro chegou a cair cerca de 6,1%, para US$ 95,80 a tonelada, e era negociado a US$ 96,40 às 14h29 de Singapura. A desvalorização reduziu o ganho semanal para cerca de 6%. Os preços caíram 5,6% em Dalian, enquanto os futuros do vergalhão também recuaram em Xangai.

O cenário econômico mais fraco da China também pesou sobre os mercados de metais básicos, mas o cobre e outros metais industriais foram ainda mais afetados pela aversão ao risco nos mercados devido aos temores sobre uma nova cepa do coronavírus identificada na África do Sul.

A Organização Mundial da Saúde e cientistas da África do Sul estão estudando a variante recém-identificada e descrita como muito diferente das versões anteriores, de grande preocupação. Reino Unido e Israel proibiram voos da África do Sul e de alguns países vizinhos. Hong Kong confirmou dois casos da cepa.

O alumínio liderava as perdas, chegando a cair mais de 2%, enquanto o cobre perdia 1,4%, para US$ 9.667,50 a tonelada. Na China, o prêmio do cobre encolheu, um sinal de maior oferta imediata, enquanto o Mercado de Metais de Xangai também indicou redução dos atrasos nas faturas de importação.

Bolsas da Ásia fecham em queda, com nova variante da covid-19 em foco (7h26)

Os mercados acionários da Ásia registraram pregão negativo, nesta sexta-feira. A notícia sobre uma nova variante da covid-19 potencialmente perigosa localizada na África do Sul provoca uma onda de cautela global, reduzindo o apetite pelas ações também nas praças asiáticas.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 2,53%, em 28.751,62 pontos. Papéis de empresas do setor ferroviário estiveram entre as principais quedas, com Central Japan Railway em baixa de 3,3% e East Japan Railway, de 2,4%. Entre outras ações em foco, SoftBank caiu 5,2%, após a notícia de que a China teria pedido à Didi, empresa na qual o banco tem participação acionária, que deixe de ser negociada nos EUA.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,56%, em 3.564,09 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,20%, a 2.623,58 pontos. Fabricantes de chips lideraram as perdas, estendendo fraqueza recente após os Estados Unidos colocaram várias empresas do país asiático em uma lista sobre preocupações com a segurança nacional e a política externa.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou em queda de 2,67%, a 24.080,52 pontos. A nova variante da covid-19 provocou cautela local, com ações de cassinos entre as maiores quedas. Sands China caiu 7,2% e Galaxy Entertainment, 6,8%. No setor aéreo, Cathay Pacific caiu 4,1% e Air China, 3,8%. Incorporadoras novamente ficaram sob pressão, com China Evergrande em baixa de 10% e Fantasia Holdings, de 5,9%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi registrou baixa de 1,47%, a 2.936,44 pontos, na Bolsa de Seul. Além do noticiário vindo da África do Sul, o sentimento foi prejudicado por relatos de que os casos graves da covid-19 na Coreia do Sul subiram a nível recorde. O setor de transporte aéreo foi o mais prejudicado, com Asiana Airlines em baixa de 4,1% e Korean Air Lines, de 3,4%.

Em Taiwan, o índice Taiex terminou em queda de 1,61%, em 17.369,39 pontos.

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 fechou em baixa de 1,73%, em 7.279,30 pontos, em Sydney, também com a nova variante da covid-19 penalizando as ações. Com isso, o mercado australiano registrou a terceira semana consecutiva de quedas. Bancos e mineradoras se saíram mal, com baixas também no setor de tecnologia.

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

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