Atualizado às 18h12

Manifestações de apoio do presidente Jair Bolsonaro ao ministro da Economia estancaram rumores sobre demissão de Paulo Guedes nesta sexta-feira e amenizaram perdas das ações brasileiras, mas não a ponto de debelar a piora das expectativas para economia, que levaram o principal índice da bolsa paulista à pior semana em oito meses.

Com perda de 1,34%, o Ibovespa desceu aos 106.296,18 pontos, nova mínima desde novembro passado, após ter chegado a cair mais de 4,5% durante a sessão. Ainda assim, contabilizou perda de 7,28% na semana, a pior desde a queda de 15,6% na semana fechada em 13 de março de 2020, no começo da pandemia.

O dia começou com o mercado especulando sobre a saída de Guedes, após a demissão do secretário especial do Orçamento, Bruno Funchal, e do secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt. As saídas ocorreram após a aprovação da mudança do teto dos gastos para viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil até o fim de 2022. Após apoio público de Bolsonaro, Guedes negou que as medidas sejam violação do compromisso com a responsabilidade fiscal.

Na ponta do lápis, porém, o saldo da semana foi uma piora generalizada das perspectivas econômicas, com bancos prevendo que já na semana que vem o Banco Central vai intensificar o ritmo de aumento da Selic, hoje em 6,25% ao ano, para fazer frente à piora no quadro fiscal. “Não tem almoço grátis: fim do teto de gastos vai afetar o PIB e a inflação”, resumiu o Credit Suisse em relatório.

O quadro econômico dividirá as atenções do mercado com o início da temporada de balanços do terceiro trimestre – que começa neste noite com Hypera -, com Vale, Petrobras, Gerdau, Assaí e Santander Brasil, entre outros, revelando seus números do período e projeções para os próximos meses na próxima semana.

E o dólar? O dólar reverteu intensos ganhos registrados durante o pregão e fechou em queda de 0,77%, a R$ 5,6244 na venda, depois de chegar a tocar R$ 5,7551 no pico do dia. Apesar da desvalorização nesta sessão, a moeda norte-americana encerrou a semana com alta de 3,115%, a mais acentuada desde a semana finda em 9 de julho (+4,01%).

As máximas do dia foram alcançadas em meio a boatos sobre possível saída de Paulo Guedes de seu cargo, uma vez que estaria insatisfeito com os planos do governo de desrespeitar o teto de gastos para financiar o Auxílio Brasil. Mas Guedes negou, em entrevista à imprensa, que tenha pedido demissão, o que ajudou o dólar a fechar mais de 13 centavos abaixo das máximas intradiárias.

“Seria marginalmente preferível que (Guedes) ficasse no cargo, mesmo que o mercado pense que sua credibilidade tenha diminuído consideravelmente”, disseram estrategistas do Citi em nota.

Guedes disse que não houve mudança nos fundamentos da economia brasileira com a fórmula encontrada para financiar o novo Bolsa Família, embora tenha admitido que prefere tirar uma nota mais baixa no quesito fiscal em troca de atendimento aos mais frágeis.

Apesar da desvalorização do dólar nesta sessão, investidores chamaram a atenção para a impressionante volatilidade da sessão, que reflete a percepção de que o governo vai mesmo desrespeitar o teto de gastos.

O furo do que é considerado hoje a grande âncora das contas públicas do país para financiar os benefícios sociais poderia abrir caminho para mais gastos fora das regras fiscais vigentes, principalmente com a interpretação de que se trata de uma guinada populista do governo com a aproximação das eleições de 2022.

A exemplo de quinta-feira, o Banco Central não anunciou ofertas líquidas de dólar nesta sessão.

Ações ligadas a commodities reinam isoladas entre os poucos destaques positivos do pregão (18h12)

Ações ligadas a exportações de commodities, como Vale e Suzano, se isolaram entre as altas da sessão. Na outra ponta, papéis de empresas baseadas em expansão acelerada voltaram a ser as líderes de perdas, como de bancos digitais e companhias de comércio eletrônico.

Suzano disparou 7,32%, estendendo ganhos de ontem, quando anunciou plano de antecipar meta de remover 40 milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, de 2030 para 2025. No mesmo setor, Klabin ganhou 7,56%, após o Bank of America reforçar recomendação de compra para a ação.

Vale subiu 1,22%, mesmo em dia de queda dos preços do minério de ferro, uma vez que o pagamento de um cupom de dívida da incorporadora Evergrande amenizou temores de crise no setor imobiliário chinês, principal mercado da companhia. No setor, Gerdau cresceu 0,64%, enquanto Usiminas subiu 1,34% e CSN, apenas 0,08%.

Getnet desabou 15,52%, na terceira sessão seguida no vermelho, agora pela primeira vez abaixo de seu valor de estreia na B3, na última segunda-feira.

Itaú e Bradesco diminuíram em 3,8% cada e BB encolheu 3%, com os bancos refletindo diretamente a piora do panorama macro, uma vez que uma eventual piora na nota de crédito soberana do país teria impacto imediato no setor.

Banco Inter despencou 6,65% e Banco Pan perdeu 2,47%, com os bancos digitais saindo do radar dos investidores num cenário de juros em elevação, justo no momento em que ampliavam apostas no crédito.

Locaweb devolveu 8,89%, Americanas declinou 4,80% e Lojas Renner perdeu 4,01%, diante da rápida deterioração das expectativas para o cenário das empresas ligadas ao consumo doméstico.

Eletrobras caiu 2,83% e Petrobras recuou 1,97%, na esteira de temores de que estatais sejam também envolvidas pelo governo em medidas populistas durante o ano eleitoral de 2022.

Com lógica eleitoral dando as rédeas na Economia, cresce temor de novas violações a teto de gastos (17h54)

Em dia marcado por rumores de que o ministro Paulo Guedes estaria para deixar o cargo, o que foi desmentido no meio da tarde, analistas avaliam que a falta de rumo da agenda econômica seguirá até as eleições de 2022, independentemente de quem esteja no comando da Economia.

O avanço de reformas econômicas ou privatizações não está mais no horizonte, e o foco principal passou a ser o risco de rompimentos adicionais ao teto de gastos, depois de o próprio Guedes ter anunciado a intenção de contornar a regra fiscal para abrir espaço para mais gastos sociais em 2022.

“Só teimosos e ingênuos continuam esperando alguma coisa”, diz o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves. Ele destaca que ao longo do governo, o presidente Jair Bolsonaro foi perdendo força política enquanto Guedes sofria derrotas em sua agenda econômica, o que forçou ao chefe do Executivo a se aliar com o centrão.

Nesse processo, o teto de gastos era o último instrumento que tinha sobrado do arcabouço fiscal que fazia parte de uma agenda econômica mais ampla.

“Não vejo nenhum motivo para esperar que seja só isso”, diz José Francisco ao comentar a decisão do governo de alterar os prazos levados em conta na correção dos limites do teto de gastos por meio da PEC dos Precatórios.

Na mesma linha, o analista político Rafael Cortez, da consultoria Tendências, também diz esperar violações adicionais ao teto, depois que movimentos do próprio governo contribuíram para quebrar a aura em torno da regra. “Os políticos perderam o temor do impacto reputacional de se romper o teto”, afirma.

Para ele, a crise atual é reflexo de um descasamento que sempre existiu no governo entre a agenda defendida por Guedes e a intenção de Bolsonaro de amplificar o Bolsa Família sem promover as reestruturações necessárias para sustentar isso. Essa tensão já existia antes da pandemia, e se tornou mais aguda com a queda da popularidade do presidente e da aproximação das eleições, afirma.

Após meses negando a possibilidade de rompimento do teto, Guedes afirmou nesta semana que o governo precisaria de uma “licença para gastar” em 2022 de forma a viabilizar um benefício mais robusto aos vulneráveis, particularmente afetados pela aceleração da inflação.

A expectativa é que essa licença seja dada pela PEC dos Precatórios, cujo texto foi aprovado em comissão especial na quarta-feira, mas que ainda precisa passar por dois turnos de votação nos plenários da Câmara e do Senado ainda este ano para viabilizar o novo Auxílio Brasil.

Dois dias após Guedes anunciar o rompimento com o teto, os seus secretários Bruno Funchal (Tesouro e Orçamento) e Jeferson Bittencourt (Tesouro), e respectivos adjuntos, pediram demissão dos seus cargos, em debandada que alimentou especulações sobre a possível saída do ministro do governo.

Guedes negou nesta sexta-feira que tenha pedido demissão. Em entrevista à imprensa ao lado de Bolsonaro –que se deslocou ao Ministério da Economia em sinal de apoio ao ministro–, ele negou que a medida do governo seja “fura-teto”, mas afirmou que, diante das dificuldades sofridas pelos mais vulneráveis, ele prefere tirar uma nota mais baixa no quesito fiscal em troca de atendimento aos mais frágeis.

“Preferimos ajuste fiscal um pouco menos intenso e abraço no social um pouco mais longo”, afirmou. “Não estou preocupado com o levantamento do teto. O importante é que é plenamente absorvível nas contas, as finanças seguem inabaláveis”, acrescentou.

Apesar das garantias de Guedes nesta sexta-feira, será muito difícil superar o golpe que o noticiário desta semana representou para a credibilidade fiscal, diz Alexandre Lohmann, economista da Constância Investimentos. “É como pasta de dente: tirar do tubo é fácil, mas colocar de volta é difícil.”

O que pode ser feito adiante, opina o especialista, é “estancar a hemorragia”, com o governo devendo mostrar empenho em tentar avançar com agenda de reformas e privatizações de forma a evitar deterioração maior da confiança.

Marcos Weigt, chefe de tesouraria do Travelex Bank, concorda que há meios de amenizar o pânico em relação à saúde fiscal do país. Uma opção seria o governo bater o martelo num gasto extra-teto, mas deixando bem claro quais seriam os custos e garantindo que seria uma exceção, motivada pelas circunstâncias extraordinárias da pandemia. A fala de Guedes ao lado de Bolsonaro na tarde desta sexta-feira, diz o especialista, vai nessa linha, uma tentativa de mostrar que a situação não está fora de controle.

Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta com dados e Evergrande (15h16)

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira com um alívio, mesmo que temporário, das preocupações do mercado em relação à a incorporadora imobiliária chinesa Evergrande, que evitou um calote iminente. Indicadores melhores do que o esperado da indústria europeia também contribuíram para os ganhos nos índices acionários.

Nesse cenário, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,46%, a 471,88 pontos, com ganho semanal de 0,53%.

“Ao olharmos para a abertura europeia de hoje, podemos esperar uma abertura positiva após relatos na Ásia de que Evergrande estaria pagando os US$ 83 milhões de juros devidos em seus títulos em dólares”, escreveu o analista-chefe de mercados da CMC Markets, Michael Hewson, em comentário antes da abertura.

Ao longo do dia, os mercados europeus repercutiram positivamente a informação de que a gigante do setor imobiliário da China, que acumula dívidas superiores a US$ 300 bilhões, transferiu fundos a uma conta no Citibank para o pagamento de juros de títulos com vencimento para o sábado, 23. A medida evitou um calote no curto prazo, mas analistas ressaltam que o problema de liquidez da empresa permanece.

Indicadores econômicos divulgados nesta sexta também sustentaram o apetite por risco. Os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da zona do euro e da Alemanha recuaram menos do que o previsto em outubro. No Reino Unido, tanto o PMI industrial quanto o de serviços subiram no período, o que contrariou a estimativa de queda.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,34%, a 7.214,76 pontos, mas registrou perda semanal de 0,27%.

Em Frankfurt, o índice DAX fechou com ganho de 0,46%, aos 15.542,98 pontos, mas acumulou queda de 0,28% na semana.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 avançou 0,71%, a 6.733,69 pontos, com alta de 0,09% em relação a sexta-feira da semana passada.

Em Milão, o índice FTSE MIB fechou em alta de 0,18%, aos 26.571,73 pontos, e teve ganho de 0,31% na semana.

Na Bolsa de Madri, o índice IBEX 35, na contramão do resto do mercado acionário europeu, recuou 0,41%, a 8.906,40 pontos, com perda semanal de 1,0%.

Em Lisboa, o índice PSI 20 subiu 0,76%, a 5.774,14 pontos, com alta semanal

Guedes não pediu demissão e segue à frente da Economia, dizem fontes (13h40)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não pediu demissão do cargo, informaram à Reuters duas fontes da pasta com conhecimento direto do assunto.

Uma das fontes destacou que o ministro “sabe sua responsabilidade” e que sua permanência é aval importante para economia não sair do trilho. A mesma fonte pontuou que o presidente Jair Bolsonaro segue apoiando a condução do ministério por Guedes.

Boatos em torno da saída do ministro mexem com os preços dos ativos nesta sexta, guiando a alta do dólar e a queda da bolsa.

Mais cedo, o ministro cancelou participação que faria em evento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) nesta sexta-feira, conforme assessoria de imprensa da entidade, o que ajudou a alimentar os rumores.

As atenções se voltam em peso para como ficará o comando do Ministério da Economia após o anúncio na véspera do pedido de exoneração do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, bem como de seus adjuntos.

As saídas marcam nova rodada de baixas na equipe econômica em meio à sinalização do governo de que irá contornar a regra do teto de gastos para colocar de pé um novo Bolsa Família mais robusto.

Segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, Guedes deverá indicar seu assessor especial Esteves Colnago para o posto de Funchal. A segunda fonte ponderou que Colnago é visto como “excelente nome”.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse à Reuters que Guedes permanece no cargo e que terá força política para se manter no posto, a despeito das mudanças nos quadros da Economia.

Bezerra negou que a debandada dos auxiliares do ministro dificulte ainda mais o trabalho.

“Temos excelentes técnicos que poderão dar sequência ao trabalho. Muito exagero nas reações. A arrecadação é recorde, o déficit público está em trajetória descendente e a dívida pública caminha para a estabilização”, disse.

Brasil está quase no mesmo nível pré-pandemia, diz Henrique Meirelles (12h40)

O secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira que o Brasil está praticamente no mesmo nível pré-pandemia e que, até fim do ano, pode estar 1% acima. “São Paulo vai crescer 7%, mas vai estar quase 8% acima do nível pré-pandemia”, complementou o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central.

Em sua visão, além das medidas econômicas tomadas pelo governo do Estado, uma das principais razões para o crescimento paulista é a vacinação.

“O nome do crescimento em 2021 é vacina”, afirmou Meirelles, que participou de painel no 20º Fórum Empresarial Lide na manhã desta sexta-feira.

Ele lembrou que, no Estado, 99,8% da população adulta de SP já tomou a primeira dose dos imunizantes contra a covid-19 e 70% já recebeu as duas doses.

O secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo disse ainda que o setor de serviços deve apresentar o melhor desempenho na atividade econômica nos próximos 12 meses. “É o setor que reage mais fortemente agora à vacinação e à medida que a vacinação vai avançando isso faz com que o setor de serviços vá retomando com mais força, o que é bom, porque ele gera emprego e, gerando emprego, gera consumo para as outras áreas”, comentou.

Segundo Meirelles, o setor de serviços deve ter o melhor desempenho, mas os setores de tecnologia da informação também devem ter bom desempenho no período.

Alívio sobre Evergrande e balanços impulsionam ações europeias (9h37)

As ações europeias subiam nesta sexta-feira, oscilando perto de máximas em seis semanas, com o pagamento surpresa de juros pelo endividado China Evergrande Group melhorando o sentimento, enquanto uma alta nas ações de tecnologia e fortes lucros da francesa L’Oreal forneciam mais suporte.

O STOXX 600 tinha alta seguindo pares asiáticos, após notícia de que a incorporadora chinesa havia feito um pagamento de título para evitar um calote.

Entre os setores europeus, bens pessoais e domésticos e tecnologia aumentavam 1,6% e 1,3%, respectivamente, na lista dos maiores ganhos.

O índice francês de blue-chips CAC 40 superava seus pares europeus, com uma alta de 6,5% nas ações da L’Oreal após fortes resultados da empresa de cosméticos.

As ações da fabricante holandesa de equipamentos de semicondutores ASML e da empresa de software alemã SAP ganhavam cerca de 2% cada, após tropeçarem no início desta semana após seus resultados.

  • O índice pan-europeu STOXX 600 tinha alta de 0,63%, a 472,65 pontos;
  • Em Londres, o índice Financial Times avançava 0,49%, a 7.225,45 pontos;
  • Em Frankfurt, o índice DAX subia 0,72%, a 15.583,55 pontos;
  • Em Paris, o índice CAC-40 ganhava 1,02%, a 6.754,44 pontos;
  • Em Milão, o índice Ftse/Mib tinha valorização de 0,40%, a 26.629,94 pontos;
  • Em Madri, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,19%, a 8.927,50 pontos;
  • Em Lisboa, o índice PSI20 valorizava-se 0,58%, a 5.763,91 pontos.

Ativos brasileiros no exterior seguem sob pressão, mas em quedas menores (8h48)

Ativos financeiros brasileiros negociados em praças externas mantinham-se de forma geral sob pressão nesta sexta-feira, depois de tombos na véspera pela perspectiva de deterioração estrutural no arcabouço fiscal doméstico.

Mas o tom negativo parecia menos pronunciado nesta manhã, com as perdas no exterior desacelerando à medida que investidores reveem cenários depois do chacoalhão de quinta-feira.

As negociações pré-mercado em Nova York do iShares MSCI Brazil ETF, principal fundo de índice de ações brasileiras transacionado nos EUA, indicavam queda de 0,5%, após tombo de 4,8% na véspera.

Um ETF em Paris que acompanha o Ibovespa perdia 1,5% nesta manhã, e os bônus brasileiros em dólar cediam. Mas contratos de real na Bolsa Mercantil de Chicago (CME, na sigla em inglês) subiam 0,2%, para uma cotação de 5,6689 reais por dólar.

Os mercados aqui devem analisar a debandada de figuras importantes do Ministério da Economia, com as saídas anunciadas já com os negócios encerrados na quinta-feira. O ministro da Economia, Paulo Guedes, sob nível inédito de pressão e isolamento, pode falar em evento público ainda nesta sexta.

A aprovação em comissão da PEC dos Precatórios, com espaço fiscal de mais de 80 bilhões de reais; e falas do presidente Jair Bolsonaro e do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também estão no radar.

Na quinta, o dólar à vista disparou para uma nova máxima em seis meses, o Ibovespa despencou a uma mínima desde novembro, e os juros futuros saltaram.

Bolsas asiáticas fecham sem direção única nesta sexta (7h55)

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira (22) com algumas delas sustentadas por relatos de que a Evergrande, a endividada gigante do setor imobiliário chinês, vai conseguir honrar o pagamento de dívida que vence neste fim de semana.

Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,42%, a 26.126,93 pontos. A ação local da Evergrande saltou 4,26%, após notícia de que a empresa transferiu recursos para pagar juros sobre bônus neste sábado (23), evitando a formalização de um calote.

Nos últimas semanas, investidores têm mostrado apreensão com a possibilidade de que a crise da Evergrande desencadeie riscos sistêmicos na economia chinesa e mundial.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei subiu 0,34% em Tóquio hoje, a 28.804,85 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi teve baixa marginal de 0,04% em Seul, a 3.006,16 pontos, e o Taiex ficou estável em Taiwan, em 16.888,74 pontos.

Na China continental, o dia foi de baixas modestas, lideradas por ações de mineradoras de carvão. O Xangai Composto recuou 0,34%, a 3.582,60 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,15%, a 2.412,67 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou estável, depois de oscilar entre pequenos ganhos e perdas. O S&P/ASX 200 terminou o pregão em Sydney em 7.415,50 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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