Atualizado às 17h53

O Ibovespa fechou na máxima em um mês nesta sexta-feira (15), refletindo o otimismo dos mercados globais diante de resultados de bancos dos Estados Unidos acima das expectativas e menores receios de crise imobiliária na China.

Apoiado em ganhos robustos do setor financeiro, o Ibovespa subiu 1,29%, a 114.647,99 pontos, maior fechamento desde 15 de setembro. O ganho acumulado da semana foi de 1,6%.

Nos Estados Unidos, um salto no lucro trimestral do Goldman Sachs chancelou o otimismo dos investidores, seguindo a tendência mostrada mais cedo nesta semana por Citi, Morgan Stanley e Bank of America. Por aqui, o índice do setor financeiro galgou 3,17%.

Em outra frente, o BC chinês afirmou que os riscos para o sistema financeiro decorrentes dos problemas da incorporadora Evergrande não devem se espalhar, tirando momentaneamente do radar o temor de crise nos setores imobiliário e financeiro.

Além disso, ações do varejo doméstico foram em bloco para cima após o GPA anunciar a venda de lojas Extra Hiper para o Assaí, numa revisão de estratégias das empresas controladas pelo francês Casino.

Para Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, fechando acima dos 114 mil pontos, o Ibovespa vence uma resistência que, se confirmada, pode levar a um próximo alvo de 118 mil pontos.

Quais foram os destaques do pregão? O maior ganho dentro do Ibovespa foi o do Pão de Açúcar, que saltou 11,85% após ter anunciado a venda, por cerca de R$ 5,2 bilhões, de lojas Extra Hiper para o Assaí, que caiu 1,6%.

Aliás, o anúncio do Assaí “contaminou” de otimismo todo o setor varejista. O rival Carrefour, dono do Atacadão, ganhou 3,61%. Americanas teve impulso de 9,2%, Lojas Renner acelerou 3,3% e Magazine Luiza foi acrescida em 2,75%.

Bradesco teve avanço de 5,2%, com o setor bancário também absorvendo o otimismo em Wall Street com resultados acima das expectativas. Banco do Brasil teve incremento de 3,2%, Santander agregou 4% e Itaú acelerou 2,6%.

Suzano subiu 2,1% e Klabin, 1,53%. As empresas de papel e celulose se recuperam após terem sido alvos de pressão, devido à queda dos preços internacionais do setor.

CSN teve acréscimo de 1,9%, refletindo a recuperação no setor de metais. Vale também evoluiu 1,9%, enquanto Usiminas teve aumento de 1,8%.

Vibra (Ex-Petrobras Distribuidora) teve baixa de 1,7%, em meio à evolução no Congresso do projeto para limitar a cobrança de ICMS sobre combustíveis. Cosan, dona dos postos Shell, perdeu 1,1%. Petrobras cedeu 0,3%.

Rumo retrocedeu 1,56%. Em nota a clientes, a XP afirmou que segue otimista com a companhia, mesmo após ela ter divulgado números operacionais fracos relativos a setembro.

Fora do Ibovespa, PDG Realty disparou 95%, após anunciar o encerramento de seu processo de recuperação judicial iniciado em 2017.

E o dólar? O dólar sofreu nesta sexta-feira a maior queda em duas semanas, finalmente encerrando abaixo de R$ 5,50, com falas de um diretor do Banco Central sendo entendidas como sinal de maior prontidão da autarquia para corrigir excessos na taxa de câmbio.

O dólar à vista caiu 1,11%, a R$ 5,4545 na venda. A moeda passou toda a sessão em baixa e a queda percentual do fechamento foi a mais intensa desde 1º de outubro (-1,47%).

Numa semana marcada pelo maior ativismo do BC no mercado de câmbio, via ofertas líquidas de contratos de swap cambial tradicional, o dólar acumulou baixa de 1,10%. Com isso, a cotação amenizou a alta de outubro para 0,09%. Em 2021, porém, o dólar ainda se valoriza 5,07% ante o real.

Ouro interrompe sequência de ganhos e fecha em baixa, após dado de varejo nos EUA (15h16)

O ouro futuro interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas de ganhos e fechou em baixa nesta sexta, em um cenário de menor busca pela segurança do metal precioso após dado de varejo positivo nos Estados Unidos.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, o ouro com entrega agendada para dezembro perdeu 1,65% hoje, a US$ 1.758,30 a onça-troy, mas avançou 0,62% na comparação semanal.

As vendas no varejo nos EUA avançaram 0,7% entre agosto e setembro, a US$ 625,4 bilhões, segundo informou o Departamento de Comércio americano nesta manhã. O resultado contrariou a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que era de queda de 0,2%.

O indicador contribuiu para o ambiente favorável nas mesas de operações, que foram em busca de aplicações mais arriscadas, em detrimento das reservas de segurança. Nesse cenário, os juros dos Treasuries avançaram e, como consequência, ajudaram a pressionar o ouro – a commodity tende a ficar em desvantagem quando os rendimentos estão em alta.

O analista Edward Moya, da Oanda, explica que o cenário reflete notícias positivas referentes à maior economia do planeta. “O ouro já estava pronto para a realização de lucros, mas o movimento de queda pode se estender se Wall Street continuar a impulsionar as ações”, avalia.

Ações europeias têm melhor semana em sete meses (14h12)

As ações europeias registraram seu melhor desempenho semanal em sete meses nesta sexta-feira, já que um início brilhante para a temporada de balanços corporativos ajudou a aliviar preocupações de investidores sobre a alta da inflação.

O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,7%, para uma máxima em um mês, e ganhou 2,6% na semana, após forte recuperação no apetite por risco nas duas últimas sessões.

O setor bancário deu o maior impulso ao índice, com alta de 1,8%, após resultados trimestrais dos maiores credores de Wall Street acima das expectativas, na esteira da recuperação econômica e de forte atividade de acordos.

Os bancos europeus passaram a operar acima de níveis pré-pandemia nesta sexta-feira, enquanto nos EUA um índice bancário cravou recorde.

Na Europa, os índices para os setores de varejo, petróleo e gás e viagens aumentaram entre 1,6% e 2% nesta sessão.

“Um foco renovado nas notícias sobre a saúde das empresas ajudou as ações globais nas últimas duas sessões, e os resultados do setor bancário dos EUA proporcionaram outro impulso significativo aos índices”, disse o analista Ian Williams, da Peel Hunt.

A temporada de balanços na Europa acelera nas próximas semanas, com analistas esperando um salto de quase 47% nos lucros do terceiro trimestre para as empresas listadas no STOXX 600, de acordo com dados do IBES, da Refinitiv. A estimativa é que as empresas industriais e de energia forneçam o maior impulso ao desempenho dos resultados.

  • Em Londres, o índice Financial Times avançou 0,37%, a 7.234,03 pontos;
  • Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,81%, a 15.587,36 pontos;
  • Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,63%, a 6.727,52 pontos;
  • Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,81%, a 26.489,18 pontos;
  • Em Madri, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,81%, a 8.997,00 pontos;
  • Em Lisboa, o índice PSI20 valorizou-se 0,67%, a 5.658,55 pontos.

Ibovespa segue otimismo de NY e tem alta consistente, acima de 1%; disparadas de Pão de Açúcar e PDG Realty são destaques da Bolsa (12h59)

O Ibovespa segue o otimismo das bolsas globais e se mantém acima dos 114 mil pontos, apoiado em eventos domésticos como a disparada das ações do Pão de Açúcar e da recuperação ampla nos setores de metais, celulose e bancário.

Os principais índices das bolsas dos Estados Unidos apontam para cima, após o Goldman Sachs anunciar um salto no lucro trimestral, seguindo a tendência já mostrada na semana pelos rivais Citi, Morgan Stanley e Bank of America.

“Além disso, somam-se ao sentimento positivo a decisão da China de afrouxar as restrições a empréstimos imobiliários e as notícias de que a União Europeia deve aprovar medidas para aliviar as famílias e empresas dos impactos da crise de energia”, afirmou o economista sênior do banco ABC Brasil, Daniel Xavier, em referência a temas que vinham pressionado os mercados.

Grupo Pão de Açúcar é o grande destaque positivo do índice, disparando 14,78% após o grupo varejista ter anunciado na noite da véspera a venda, por cerca de R$ 5,2 bilhões, de lojas do Hiper Extra para o Assaí, que cai 4,76%, liderando as perdas. O rival Carrefour, dono do Atacadão, ganha 2,33%.

Suzano sobe 2,95% e Klabin tem elevação de 2,85%, com as empresas de papel e celulose se recuperando, após terem sido alvo de pressão, devido à queda dos preços internacionais do setor.

Bradesco liderava o setor bancário, com avanço de 4,63% (ON) e 4,25% (PN). Também sobem Banco do Brasil (+2,65%), Santander (4,26%) e Itaú (+2,15%).

CSN tem acréscimo de 2,40%, ilustrando também a recuperação no setor de metais. Vale evolui 1,69%, enquanto Usiminas tem aumento de 1,72%.

Fora do Ibovespa, PDG Realty dispara 67,5%. A construtora anunciou na noite de ontem o encerramento do processo de recuperação judicial iniciado em 2017, após cumprir obrigações previstas no plano de reestruturação.

É sempre melhor BC não intervir no câmbio, mas voltamos a estar presentes, diz diretor (12h46)

Um mercado de câmbio sem intervenção do Banco Central é sempre melhor, mas a autoridade monetária voltou a marcar presença em meio à saída expressiva de dólares do país desde o fim do último mês, afirmou o diretor de Política Monetária da autarquia, Bruno Serra.

“O Banco Central está intervindo, a gente já vendeu US$ 3,5 bilhões desde o último dia do mês de setembro. Foi período que teve saída concentrada grande, mercado claramente teve dificuldade de digerir esse risco cambial da saída e o Banco Central voltou a estar presente”, disse ele.

“É sempre melhor o mercado funcionar sozinho, sem precisar [do BC]. Mas é função do Banco Central prezar pelo bom funcionamento do mercado de câmbio e assim temos feito”, complementou.

Serra disse ainda que o BC tem estoque “bastante confortável” de reservas internacionais que ampara sua capacidade de intervenção no câmbio. Desde a pandemia, o BC vendeu cerca de US$ 75 bilhões.

Um movimento de venda de dólares ganhou força no mercado logo no começo das falas do diretor do BC sobre câmbio. A queda se intensificou rapidamente, e o dólar tocou a mínima do dia de R$ 5,4344 (-1,48%) no fim da manhã, depois de superar R$ 5,50 na máxima do pregão.

O real tem o melhor desempenho nesta sexta entre 33 pares do dólar. Às 12h46, o dólar caía 1,24%, a R$ 5,44.

Ainda sobre o câmbio, Serra reconheceu que o país trabalhou com nível de diferencial de juros “muito baixo” durante a pandemia, mas afirmou que o ajuste agora tem sido feito “muito rápido”, em referência ao ciclo de aperto da Selic, e que a expectativa é que o câmbio aos poucos reaja a esse processo.

Ele afirmou que o desafio fiscal que o Brasil tem pela frente tem influenciado o câmbio, mas que uma sinalização boa nesse front fará o dólar perder força frente ao real, com o câmbio voltando a responder ao diferencial de juros.

Depois de negócio de R$ 5,2 bilhões, ações do GPA disparam e do Assaí caem (10h58)

As ações do Pão de Açúcar dispararam nesta sexta-feira (15) depois de anunciar acordo com o Assaí. Os papéis do GPA subiam 14,67% às 10h41. Já os do Assaí, caíam 6,27%.

Um relatório do Itaú diz que, para o GPA, o desinvestimento é positivo e o valor da negociação é atrativo. “A transação ainda fortalece o balanço da empresa e permite a expansão de lojas Pão de Açúcar. Por outro lado, não foi submetida a aprovação dos acionistas, o que deve ser visto de forma negativa pelo mercado”, afirma relatório.

Já no caso do Assaí, o Itaú diz que esta é a maior fusão e aquisição feita pela empresa, o que é positivo para consolidar a marca na indústria. Por outro lado, também não foi avaliada pelos acionistas, o que desagradou.

Wall St abre em alta após resultados do Goldman e dados de vendas no varejo (10h40)

Os principais índices de Wall Street abriram em alta nesta sexta, depois que o Goldman Sachs encerrou uma forte temporada de balanços para os grandes bancos, enquanto um salto inesperado nas vendas no varejo dos Estados Unidos fortaleceu as perspectivas de recuperação econômica.

O Dow Jones Industrial Average subia 0,32%, a 35.023,63 pontos. O S&P 500 tinha alta de 0,21%, a 4.447,69 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhava 0,46%, a 14.891,24 pontos.

Futuros do minério de ferro têm primeira queda semanal em um mês por demanda na China (10h22)

O minério de ferro em Dalian, na China, caiu pela terceira sessão consecutiva nesta sexta-feira e marcou sua primeira queda semanal em um mês, com as perspectivas sombrias para a demanda chinesa pesando mais do que a redução na previsão de embarque da Rio Tinto para este ano.

O contrato mais ativo para janeiro do ingrediente siderúrgico na Bolsa de Commodities de Dalian fechou em queda de 1%, a 723,50 iuanes (112,56 dólares) a tonelada. Na semana, o recuo foi de 2,9% em relação à anterior.

O minério de ferro de novembro na Bolsa de Cingapura caía 0,1% para 123,45 dólares a tonelada às 4h08 (horário de Brasília).

O grupo Rio Tinto, reduziu sua previsão de embarque para 2021, colocando-o no caminho de perder sua posição como maior produtor mundial de minério de ferro para a rival brasileira Vale.

Além disso, a perspectiva de baixa para a demanda de aço da China e uma intensificação dos esforços de descarbonização na maior produtora de aço do mundo, por meio de restrições de produção, pesaram fortemente.

A demanda por aço da China agora deve encolher 1% este ano, em vez de crescer 3%, de acordo com a World Steel Association.

O minério de ferro spot caiu quase 50% em relação a um pico recorde em meados de maio, segundo dados da consultoria SteelHome divulgados na quinta-feira, com o aumento dos estoques de material importado nos portos da China também confirmando a demanda morna.

“Acreditamos que os preços do minério vão continuar caindo nos próximos dois anos”, disse Justin Smirk, economista sênior da Westpac, ao prever que a produção de aço da China se estabilizará em vez de subir para os níveis observados nos últimos anos.

A queda nos preços do minério de ferro está em forte contraste com o avanço de dois outros insumos siderúrgicos impulsionado por preocupações com a oferta.

O carvão metalúrgico em Dalian saltou 5,6%, com maior ganho semanal em cinco semanas. O coque subiu 8,1% e registrou seu maior aumento semanal desde dezembro de 2018.

O vergalhão de aço para construção na Bolsa de Futuros de Xangai subiu 1%, e a bobina a quente subiu 1,7%. O aço inoxidável ganhou 3,5%.

(Reportagem de Enrico Dela Cruz em Manila)

“Prévia do PIB” surpreende e tem queda de 0,15% em agosto (9h35)

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), sinalizador do PIB (Produto Interno Bruto), registrou queda de 0,15% em agosto na comparação com o mês anterior, de acordo com dado dessazonalizado divulgado pelo Banco Central.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de um recuo de 0,05% no mês.

Na comparação com agosto de 2020, o IBC-Br avançou 4,74%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a uma alta de 3,99%, segundo números observados.

Vendas de carros na UE têm queda anual de 23% em setembro com escassez de chips (8h21)

Os registros de novos carros de passageiros na União Europeia (UE) – dado que reflete as vendas na região – sofreram um tombo anual de 23% em setembro, a 718.598 unidades, em meio à escassez global de chips para veículos, segundo dados da associação europeia de montadoras, conhecida como Acea.

As quedas foram acentuadas em todos os grandes mercados da UE – Alemanha, França, Itália e Espanha -, informou a Acea.

Já no acumulado de janeiro a setembro, as vendas de novos carros na UE cresceram 6,6%, a 7,5 milhões de unidades.

Bolsas da Ásia fecham em alta, após rali em NY motivado por balanços (8h15)

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, 15, após Wall Street ter um rali na quinta-feira em meio a fortes balanços corporativos.

O japonês Nikkei subiu 1,81% em Tóquio nesta sexta, a 29.068,63 pontos, enquanto o Hang Seng avançou 1,48% em Hong Kong, a 25.330,96 pontos, depois de ficar dois dias sem operar.

O sul-coreano Kospi se valorizou 0,88% em Seul, a 3.015,06 pontos, e o Taiex saltou 2,40% em Taiwan, a 16.781,19 pontos, após a fabricante de semicondutores local TSMC (+4,71%) anunciar lucro trimestral recorde.

Na China, os ganhos foram mais contidos: o Xangai Composto subiu 0,40%, a 3.572,37 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto garantiu alta marginal de 0,05%, a 2.400,52 pontos.

Na quinta-feira, as bolsas de Nova York tiveram altas robustas na esteira de uma série de balanços trimestrais positivos, em especial de grandes bancos americanos, como Citigroup, Bank of America e Wells Fargo, e também da UnitedHealth, gigante da área de saúde que controla a brasileira Amil.

(Com Reuters e Agência Estado)

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