Atualizado às 18h23

O Ibovespa fechou nesta sexta-feira em alta de 0,59%, a 103.035 pontos, interrompendo uma série de quatro quedas consecutivas, em sessão marcada por vencimento de opções sobre ações.

O índice foi puxado por Vale e siderúrgicas, na esteira do avanço do minério de ferro, e por empresas de telecomunicação, após decisão do STF favorável ao setor. No cenário macro, investidores ainda acompanham desdobramentos da PEC dos Precatórios.

Na semana, o índice acumula queda de 3%, diante de receios dos investidores com questões fiscais do país. Na quinta-feira, o líder do governo no Senado e relator da PEC na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse que o governo está aberto a modificar pontos da proposta para agilizar a aprovação e afirmou que existe abertura para que o Auxílio Brasil seja permanente.

No exterior, a aversão a risco cresceu com a notícia da volta dos lockdowns em vários países europeus, em resposta ao recrudescimento da pandemia de covid-19 no continente. A Áustria anunciou que retomará as medidas de restrição à circulação de pessoas na segunda-feira e a Alemanha se prepara para seguir o mesmo caminho. Isso provocou queda nos preços do petróleo, machucando as ações do setor no Ibovespa: PetroRio (-2,63%), Petrobras ON (-1,38%) e Petrobras PN (-1,66%).

E o dólar? O dólar subiu pelo quinto pregão consecutivo nesta sexta-feira, puxado pela força da moeda no exterior, em meio a discussões acaloradas sobre chances de aperto monetário antecipado nos Estados Unidos. A moeda terminou esta sexta em alta de 0,73%, a R$ 5,6104, maior valor desde o último dia 1º.

Em cinco pregões seguidos de alta, na série mais longa desde setembro a divisa saltou 3,84%. No ano, a moeda sobe 8,07%.

No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de rivais saltava 0,49% no fim da tarde, rondando picos em 16 meses.

Esta foi uma semana difícil para moedas emergentes de todo o mundo, uma vez que expectativas crescentes de aperto monetário mais cedo do que o esperado nos Estados Unidos impulsionaram o dólar a máximas em 16 meses contra uma cesta de rivais fortes recentemente.

Sinais de recuperação da atividade econômica no país, combinados à notícia de que a inflação norte-americana subiu à maior taxa em mais de três décadas em outubro em relação ao mesmo período do ano anterior, têm elevado a pressão sobre o Federal Reserve para que aumente os juros já no ano que vem de forma a esfriar as pressões sobre os preços.

Custos de empréstimos mais altos na maior economia do mundo são benéficos para o dólar e prejudiciais para o apelo de moedas consideradas arriscadas, uma vez que elevam a rentabilidade nos mercados dos EUA, destino visto como mais seguro para investimentos.

“No ritmo que a inflação nos EUA está, o Fed não segura até 2023 (a alta de juros)”, disse Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, para quem, somados os fatores locais e externos, o dólar no Brasil não deve ter alívio tão cedo. “Não vejo cenário para uma retirada desse estresse que temos visto (no câmbio). O ano eleitoral é 2022, e a volatilidade vai persistir”, completou.

Fora a lira turca, moeda que afundou em “modo crise” devido à ingerência do governo no banco central, o real ocupa o posto de moeda emergente mais volátil dentre as principais.

Mercado europeu recua com temores de lockdown e encerra rali de seis semanas (14h25)

O mercado acionário europeu fechou no vermelho nesta sexta-feira, registrando o primeiro declínio semanal em sete semanas devido a preocupações sobre os danos econômicos de novos lockdowns contra a Covid-19 na região, o que afetou setores cíclicos como bancos e montadoras.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,32%, a 1.882 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,33%, a 486 pontos, depois de rondar máximas recordes mais cedo na sessão.

O STOXX 600 fechou a semana em baixa de 0,1%.

O mercado perdeu terreno após notícia de que a Áustria vai se tornar o primeiro país na Europa ocidental a readotar um lockdown completo para lidar com nova onda de infecções pelo coronavírus.

O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, disse que a situação do coronavírus no país é tão grave que um lockdown, incluindo para pessoas vacinadas, não pode ser descartado.

Setores mais expostos a ciclo econômicos, como bancos, montadoras e empresas de viagens e lazer , caíram entre 1,5% e 2,2%.

As ações europeias atingiram uma série de máximas recordes neste mês com a temporada de balanços corporativos mais forte que o esperado ajudando investidores a deixar de lado preocupações com as pressões inflacionárias.

  • Em Londres, o índice Financial Times recuou 0,45%, a 7.223 pontos;
  • Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,38%, a 16.159 pontos;
  • Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,42%, a 7.112 pontos;
  • Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,17%, a 27.337 pontos;
  • Em Madri, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,68%, a 8.753 pontos;
  • Em Lisboa, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,37%, a 5.501 pontos.

Temores de lockdowns pesam sobre S&P 500 e Dow Jones; Nasdaq bate recorde (13h21)

Os índices Dow Jones e S&P 500 caíam nesta sexta-feira, com temores de novos lockdowns para conter a disseminação da Covid-19 na Europa afetando ações dos setores bancário, de energia e de companhias aéreas, enquanto a força do segmento de tecnologia empurrou o Nasdaq para uma pontuação recorde.

Na Europa, um ressurgimento de casos Covid-19 levou a Áustria a traçar planos para um bloqueio total, e temores de que a Alemanha possa seguir o exemplo em meio a uma nova onda de infecções abalavam os mercados de ações em todo o mundo.

As ações do setor bancário caíam cerca de 2,6%, acompanhando uma queda nos rendimentos dos Treasuries, à medida que investidores corriam para a segurança dos títulos soberanos norte-americanos.

O setor financeiro estava entre os de pior desempenho no dia, com queda de 1,7%.

Os papéis das companhias aéreas Delta Air Lines, United Airlines e American Airlines e os das operadoras de cruzeiro Norwegian Cruise Line e Carnival Corp cediam entre 1,3% e 4,4%.

As ações de importantes empresas de petróleo caíam, à medida que os preços da commodity perdiam valor devido a novas preocupações sobre a demanda europeia. Isso ditava ao setor de energia do S&P queda de 3,4% na sessão.

“Há algum risco da pandemia. No entanto, não acredito que os EUA vão na direção da Áustria. Se a Alemanha instituir um bloqueio total, isso provavelmente terá um impacto, novamente, na cadeia de abastecimento”, disse Tom Mantione, diretor administrativo da UBS Private Wealth Management em Stamford, Connecticut.

“O maior risco aqui para o mercado não é a política legislativa ou a pandemia… Se o Fed decidir reagir rápida e agressivamente à inflação persistente, os mercados terão um problema.”

A inflação permanece no foco dos investidores, com comentários recentes de autoridades do Federal Reserve (banco central norte-americano) sugerindo que a inflação está se tornando mais ampla e que as expectativas para aumentos de preços futuros estão se elevando.

Às 12:53 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,7%, a 35.621 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,03%, a 4.703 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,44%, a 16.064 pontos.

O Nasdaq bateu um recorde de 16.102,722 pontos, apoiado pela queda nos rendimentos dos Treasuries, movimento que melhora o cenário de financiamento para empresas de tecnologia, altamente dependentes de fluxos de caixa futuros.

BC deve revisar para baixo sua projeção de PIB para 2022, diz Campos Neto (13h10)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira que a autoridade monetária deverá revisar para baixo sua projeção para a atividade econômica em 2022, após divulgar em setembro que esperava crescimento de 2,1%.

Em palestra no Meeting News, organizado pelo Grupo Parlatório, ele afirmou que o aumento da inflação mais recente no Brasil está mais espalhado, ressaltando que houve impacto forte nos preços pela elevação dos alimentos num primeiro momento e, depois, pelo choque de energia elétrica e combustíveis.

O presidente do BC reconheceu que a expectativa de inflação para 2022 está “saindo um pouco da meta”, com aceleração recente desse movimento, mas frisou que o BC tem atuado elevando as taxas de juros.

Minério de ferro sobe com alívio das preocupações no setor imobiliário da China (8h16)

Os contratos futuros do minério de ferro se recuperaram nesta sexta-feira após algumas notícias positivas do conturbado setor imobiliário da China, mas os traders permaneceram cautelosos sobre as perspectivas de demanda geral por matéria-prima na maior produtora de aço do mundo.

O minério de ferro mais negociado de janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian fechou em alta de 2,5%, a 536 iuanes (84 dólares) a tonelada. O contrato atingiu 509,50 iuanes no início do dia, o menor valor desde 6 de novembro de 2020, e marcou sua sexta queda semanal consecutiva.

Na Bolsa de Valores de Cingapura, o contrato do minério de ferro para dezembro subia 5,1%, para 90,60 dólares a tonelada, às 4h24 (horário de Brasília).

“Houve uma série de notícias positivas dos incorporadores imobiliários chineses. Isso é movido pelo sentimento, nada realmente mudou”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities em Cingapura.

China Evergrande retomou a construção de 63 projetos, enquanto a Country Garden Services Holding levantou 1 bilhão de dólares com a venda de ações.

Preocupações com os problemas de endividamento das incorporadoras chinesas, setor que responde por cerca de um quarto da demanda doméstica de aço, recentemente aumentaram a pressão sobre os preços do minério de ferro e do aço.

O preço spot de referência do minério de ferro com teor de 62% na China foi de 90 dólares a tonelada na quinta-feira, o menor em 18 meses, segundo dados da consultoria SteelHome.

As restrições ambientais, que forçaram as siderúrgicas chinesas a restringir a produção este ano, devem continuar até depois das Olimpíadas de Pequim em fevereiro, enquanto as autoridades buscam limpar os céus carregados de poluição.

“Apesar dos contínuos cortes na produção de aço, a fraca demanda resultou em uma falta de equilíbrio do mercado, puxando para baixo os preços e as margens do aço”, disse Richard Lu, analista sênior da CRU em Pequim.

“Além disso, os estoques de minério de ferro se acumularam em uma máxima de vários anos.”

O vergalhão de aço para construção na Bolsa de Futuros de Xangai subiu 2,2%, e a bobina laminada a quente avançou 1,3%. O aço inoxidável ganhou 0,4%.

O carvão metalúrgico em Dalian caiu 0,7%, enquanto o coque subiu 0,5%.

Bolsas da Ásia fecham sem sinal único, mas com Tóquio e Xangai em alta (7h30)

Os mercados acionários da Ásia não tiveram direção única, nesta sexta-feira, 19. Entre as principais bolsas, Tóquio e Xangai exibiram ganhos. Hong Kong, por outro lado, teve recuo de mais de 1%.

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,50%, a 29.745,87 pontos. A fraqueza do iene ajudou ações de exportadoras em Tóquio, enquanto notícias sobre eventuais estímulos econômicos no país ajudaram o quadro, com o governo preparando um pacote fiscal – confirmado após o fechamento dos mercados. Entre os destaques nas ações, Aisin subiu 6,1% e Tokyo Electron, 3,6%.

Nos mercados chineses, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,13%, em 3.560,37 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,20%, a 2.605,92 pontos. Incorporadoras da China tiveram desempenho positivo, ainda com a percepção de que Pequim deve relaxar as condições de crédito.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou em baixa de 1,07%, em 25.049,97 pontos. Entre papéis negociados nessa praça, Cathay Pacific Airways caiu 1,11% e Bank of East Asia, 0,82%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 0,80%, em 2.971,02 pontos, na Bolsa de Seul. A praça sul-coreana interrompeu assim uma sequência de três dias consecutivos de baixas. LG Electronics subiu 9,0%, após a notícia de que a Apple acelera planos por um veículo autônomo movido a bateria, com a aposta de investidores de que a LG pode se beneficiar fornecendo componentes para esse projeto.

Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 0,13%, em 17.818,31 pontos.

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,23%, em 7.396,50 pontos. Ações ligadas a commodities puxaram o movimento para cima, com Rio Tinto e BHP subindo 0,83% e 1,14%, respectivamente.

(Com Reuters e Agência Estado)

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