Atualizado às 17h58

Depois de uma semana de fortes perdas, o Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (25), de 2,28% aos 108.714 pontos. O principal indicador acionário foi puxado pelo bom desempenho das ações da Petrobras. Os papéis preferenciais (PETR4) subiram 6,84%, e os ordinários (PETR3), 6,13%.

Isso porque os investidores se animaram com o novo reajuste de preços da gasolina e do diesel para as distribuidoras, em 7,05% e 9,15%, respectivamente, a partir dessa terça-feira (26).

“O ‘fôlego’ no Ibovespa é capitaneado principalmente pela Petrobras, em dia positivo com alta nos preços do petróleo no mercado internacional, com posicionamento da OPEP sobre manter o nível de produção da commodity”, afirma Lucas Collazo, especialista em investimentos da Rico.

A privatização da Petrobras foi outro assunto que mexeu com os papéis da empresa. De manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista para uma rádio de Mato Grosso do Sul, que a privatização da Petrobras “entrou no radar” do governo, mas disse que não é um processo imediato.

Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o governo federal estuda enviar um projeto de lei ao Congresso que visa a venda de ações e a privatização da Petrobras.

A intenção, citada pela CNN, era que o governo vendesse ações por projeto que passaria por maioria simples no Legislativo, o que poderia mudar a estrutura societária da estatal. Entretanto, segundo Bezerra, ainda não está certo que a proposta seguirá para o Congresso ainda neste ano.

As ações de siderúrgicas e mineradoras também tiveram bom desempenho no pregão desta segunda. As ações da Gerdau subiram 4,60%, da CSN, 4,03%, da Vale, empresa com grande peso no Ibovespa, tiveram alta de 1,21%, e Usiminas teve alta de 2,3%.

“O setor siderúrgico e de mineração subiu após boas notícias vindas da Evergrande, que, cada vez mais, mostra uma menor probabilidade de contágio e dá um alívio para as commodities metálicas”, afirma Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

Além dos papéis da Petrobras, outras empresas que tiveram as maiores valorizações nesta segunda foram CVC, com alta de 6,14%, Iguatemi, subindo 5,63%, e Ecorodovias, que subiu 5,31%. Hoje, a empresa vai divulgar seus resultados do terceiro trimestre.

A Suzano, empresa de celulose, caiu 2,52%, devolvendo parte dos ganhos das últimas duas sessões, em dia de dólar em baixa pressionando ações de exportadoras. Em seguida, outras empresas que ficaram entre as maiores baixas foram Yducs (- 1,32%), BRF (-1,27%), Marfrig (-1,19%) e Magalu (-0,64%).

E o dólar? A moeda norte-americana fechou em queda de 1,27% a R$ 5,555, com acenos recentes do governo ao mercado financeiro e a reunião de política monetária do Banco Central desta semana dominando a atenção de investidores. Na mínima do dia, o dólar à vista chegou a cair 1,55%, a R$ 5,537.

Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital, afirmou que a queda do dólar não reflete uma melhora no cenário fiscal, mas que é apenas um ajuste “natural” depois da forte valorização acumulada pela moeda na semana passada, de 3,115%.

Ouro fecha em alta e recupera marca de US$ 1.800 a onça-troy (16h14)

O contrato mais ativo do ouro fechou em alta nesta segunda-feira e recuperou a marca de US$ 1.800 por onça-troy. De acordo com analistas, as especulações sobre alta na inflação, especialmente nos Estados Unidos e Europa, têm favorecido o avanço do ativo, considerado porto seguro.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou a sessão em alta de 0,58%, a US$ 1.806,80 a onça-troy.

Para o Commerzbank, o ouro tem sido estimulado pelas expectativas de inflação ascendentes. “Os mercados estão precificando uma inflação cada vez mais alta, e muitos participantes acreditam que ela não mais seja apenas temporária”, diz o analista Daniel Briesemann. “O ouro deve lucrar com isso, dado seu papel de reserva de valor.”

O TD Securities concorda com a importância da alta inflação para os avanços do metal precioso. No entanto, para seus analistas, investidores estão mais cautelosos em relação ao ouro do que em outros períodos, enquanto tentam precificar a retirada de estímulo monetário pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na economia dos EUA. Para os economistas, com a iminência do “tapering”, os motivos para deter o metal amarelo “estão se tornando mais atraentes”.

Nesse contexto, os preços do ouro estão apresentando um desempenho “tremendamente inferior” em relação aos períodos análogos, avalia o TD Securities. “Mas uma ruptura na tendência de baixa de vários meses do metal pode sinalizar que os fluxos de cobertura de inflação estão finalmente superando o êxodo especulativo vinculado à precificação das decisões do Fed”, pontua.

Índice europeu fecha estável com perdas em ações industriais compensando ganhos em commodities (14h09)

As ações europeias fecharam perto da estabilidade nesta segunda-feira, uma vez que ganhos de bancos e setores vinculados às commodities foram compensados por perdas nas ações industriais –desencadeadas pela alta dos rendimentos dos títulos– e pela deterioração das perspectivas para o setor de telecomunicações.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou praticamente inalterado, a 472,21 pontos, com preocupações sobre o aumento da inflação e desaceleração do crescimento econômico também pesando.

As ações de mineração e energia subiram 1,8% e 1,0%, respectivamente, impulsionadas pelos preços do petróleo em máximas em vários anos, bem como pela recuperação dos preços do cobre depois de uma queda nos estoques chineses alimentar expectativas de mais compras.

O aumento dos rendimentos dos títulos, impulsionado pelas expectativas de aperto da política monetária nos EUA e no Reino Unido, beneficiou as ações de bancos, com o setor subindo 0,8%, para uma máxima em mais de dois anos.

Mas as taxas mais altas dos títulos pesaram sobre os setores industrial e de serviços públicos, uma vez que fazem com que os retornos futuros dos setores, em grande parte vinculados a dividendos, pareçam menos atraentes.

  • Em Londres, o índice Financial Times avançou 0,25%, a 7.222,82 pontos;
  • Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,36%, a 15.599,23 pontos;
  • Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,31%, a 6.712,87 pontos;
  • Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,92%, a 26.815,79 pontos;
  • Em Madri, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,16%, a 8.920,90 pontos;
  • Em Lisboa, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,65%, a 5.736,55 pontos.

Instituições financeiras elevam projeções para dólar com insegurança fiscal (12h40)

O vendaval no noticiário político-fiscal doméstico na semana passada já provocou revisões para cima nas estimativas para o dólar ante o real, num momento em que a moeda norte-americana mostra força no exterior por expectativas de menor liquidez conforme o banco central norte-americano se prepara para reduzir estímulos.

A XP promoveu forte alta em seus cálculos, vendo agora cotação de R$ 5,70 ao fim deste ano e de 2022, ante taxas anteriores de R$ 5,20 e R$ 5,10, respectivamente, argumentando que o que se tem visto é “uma mudança de regime na condução da política fiscal, e não ‘apenas’ uma piora na margem”.

“Apesar das mesmas projeções para o final deste e do próximo ano, acreditamos que a taxa de câmbio apresentará muita volatilidade, especialmente com a aproximação das eleições”, disse em nota do fim da sexta-feira Caio Megale, economista-chefe da XP.

O cenário de maior cautela acerca do câmbio foi consolidado nesta segunda pela pesquisa Focus do Banco Central, em que o prognóstico de economistas e outros profissionais do mercado para o dólar pulou a R$ 5,45 para o fim deste ano e do próximo, ante R$ 5,25 da previsão anterior para ambos os períodos. O mercado elevou ainda os números para juros e inflação e baixou os para o crescimento econômico.

O Credit Suisse passou a ver taxa de câmbio de R$ 5,50 por dólar ao fim de 2021 e 2022 – antes, o banco calculava dólar de R$ 5,20 para ambos os períodos.

A piora de cenário pela instituição suíça veio na esteira de forte reação negativa dos mercados financeiros na semana passada à proposta do governo de romper o teto de gastos, o que levou o dólar futuro a superar os 5,76 reais no pior momento da sexta-feira.

Na mesma toada, a Necton Investimentos passou a ver cotação de 5,55 reais ao fim deste ano, acima da taxa de 5,40 reais prevista anteriormente.

O Santander Brasil ajustou na última quinta-feira sua estimativa para a taxa cambial, vendo dólar de 5,35 reais ao fim deste ano, acima do patamar de 5,25 reais da projeção anterior. O banco manteve o prognóstico de 5,55 reais para a conclusão de 2022.

“Com os ventos do exterior mudando de direção, riscos idiossincráticos continuam a pressionar os prêmios de risco e os preços dos ativos domésticos. Além de um aumento do risco global, incertezas persistem internamente no âmbito fiscal e no nível político-institucional, com a proximidade das eleições presidenciais”, disseram a economista-chefe do banco, Ana Paula Vescovi, e seu time econômico em relatório.

Em relatório divulgado no término da semana passada, o Morgan Stanley foi curto e direto: “Fiquem vendidos em real”. Para estrategistas da instituição, um Banco Central mais duro na política monetária não seria suficiente para reverter a direção de alta do dólar contra o real neste momento.

“Notamos que as manchetes recentes apontam mais ruído fiscal à frente, como detalhes em torno da implementação do programa Auxílio Brasil a serem acertados entre governo e Congresso”, afirmaram os profissionais no documento.

O Morgan recomenda posição em “knock-out calls” em opções de dólar/real para três meses ATMF (no dinheiro, ou seja, com preço do ativo-objeto igual ou muito próximo ao do exercício).

“Knock-out calls” envolvem uma estratégia de opção com barreiras – no caso, de 5,90 reais por dólar. Na prática, a recomendação indica percepção de que o dólar pode se aproximar desse patamar.

“É uma aposta com custo atraente numa trajetória de baixa do real nas próximas semanas”, disseram os profissionais do Morgan.

Ações da Hypera sobem mais de 4% depois de divulgação de balanço (12h04)

As ações da Hypera Pharma (HYPE3) sobem 4,58% nesta segunda-feira (25), com o mercado repercutindo os resultados do balanço da empresa, divulgado na sexta-feira (22).

A empresa registrou lucro líquido de R$ 201,6 milhões no terceiro trimestre de 2021, queda de 41,7% ante o mesmo período do ano passado. Por outro lado, o lucro líquido das operações continuadas (ajustado) somou R$ 464,7 milhões, avanço anual de 32,9%.

As petrolíferas também estão entre as maiores altas do pregão, influenciadas pelo aumento dos preços do petróleo e o anúncio da Petrobras de reajuste dos preços da gasolina e do diesel.

Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) sobem 4,34% e os preferenciais (PETR4), 4,53%. A Petrorio (PRIO3) também tem bons resultados, subindo 2,95%.

Depois de fortes quedas na semana passada, ações da Getnet sobem mais de 4% (10h51)

A semana começou positiva para as ações da Getnet, recuperando as perdas da semana passada. Nesta segunda-feira (25), os papéis sobem 4,24%.

Desde a estreia, os papéis chegaram a ser negociados por R$ 11,30 e, na mínima, a R$ 5,10. Hoje, estavam sendo vendidos a R$ 5,90 por volta das 10h40.

A empresa de maquininhas estreou na B3 na semana passada, depois de fazer a cisão com o Santander, e o mercado se animou com a novata. Os três primeiros dias de pregão foram de altas de dois dígitos, mas, na quinta e sexta-feira, a empresa foi impactada pelo aumento dos juros futuros e pelo mau humor do mercado.

O fim da semana foi marcado pela queda do Ibovespa, que refletia o medo dos investidores em relação ao rompimento do teto de gastos. Hoje, o indicador esboça uma recuperação, mas segue atento ao noticiário de Brasília.

Juros: Taxas sobem e curva desinclina com aperto mais agressivo da Selic no radar (10h13)

Os juros futuros operam em alta na manhã desta segunda, em linha com o dólar, refletindo as preocupações com o ambiente fiscal diante da mudança da regra do teto de gastos para atender o Auxílio Brasil.

O movimento é mais acentuado nos curtos e médios, gerando desinclinação da curva, diante ainda da perspectiva de altas mais agressivas da Selic. Além disso, o relatório Focus trouxe mais cedo piora significativa nas expectativas para inflação, PIB e de Selic maior.

Às 9h23 desta segunda, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 subia a 11,11%, de 10,86% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2025 avançava para 11,66%, de 11,50%, e o para janeiro de 2027 ia para 11,87%, de 11,81% no ajuste anterior.

Mercado prevê aumento maior na taxa de juros (8h50)

Após o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciar que o governo Jair Bolsonaro propõe furar o teto de gastos públicos, o mercado mudou sua projeção para a taxa básica de juros para 2021 e 2022.

Segundo boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central, a mediana das previsões para a taxa Selic ao fim de 2022 pulou para 9,50% ao ano, de 8,75% na semana anterior. O juro básico visto para o término de 2021 subiu a 8,75%, de 8,25% do prognóstico anterior.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne esta semana para definir a nova taxa, que está em 6,5%.

Confiança do consumidor sobe em outubro (8h28)

A confiança do consumidor brasileiro voltou a subir em outubro após dois meses de queda, apoiada por uma revisão das expectativas sobre as finanças familiares em meio a uma melhora na avaliação de cenário para o mercado de trabalho nos próximos meses.

O índice de confiança do consumidor subiu 1,0 ponto em outubro, para 76,3 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

HSBC supera previsão de lucro no 3º trimestre (8h17)

O britânico HSBC, maior banco da Europa, divulgou nesta segunda-feira, 25, que teve lucro líquido de US$ 3,54 bilhões no terceiro trimestre de 2021, mais do que dobrando o ganho de US$ 1,36 bilhão apurado em igual período do ano passado. O resultado ficou bem acima da expectativa de analistas, que previam lucro de US$ 2,22 bilhões.

A receita ficou em US$ 12,01 bilhões entre julho e setembro, bem semelhante aos US$ 11,93 bilhões de um ano antes.

O HSBC, que tem sede em Londres mas foca o mercado asiático, também anunciou planos de recomprar até US$ 2 bilhões em ações, diante de seu bom desempenho no terceiro trimestre. Por volta das 4h25 (de Brasília), a ação da HSBC subia 0,36% na Bolsa de Londres. Em Hong Kong, onde o HSBC também está listado, seu papel avançava 0,43%.

Investidor estrangeiro retirou R$ 28 milhões da B3 no dia 21 de outubro (7h30)

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 28,098 milhões da B3, na sessão de quinta-feira passada (21). O Ibovespa encerrou em queda de 2,75%, aos 107.735 pontos, com giro financeiro de 49 bilhões.

O pacote de bondades sendo costurado pelo governo, com Auxílio Brasil a R$ 400 sem fonte definida de custeio e a ajuda de última hora, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, a caminhoneiros autônomos, para evitar paralisação que havia sido convocada para 1º de novembro, foram recebidos pelo mercado com apreensão de que o comando foi assumido de vez pela ala política para viabilizar a reeleição em 2022 de Bolsonaro.

Bolsas da Ásia fecham na maioria em alta nesta segunda-feira (7h21)

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, 25, após o banco HSBC divulgar balanço trimestral melhor do que o esperado e apesar de um novo surto de covid-19 na China.

O índice Hang Seng ficou praticamente estável em Hong Kong, com ligeiro ganho de 0,02%, a 26.132,03 pontos. A ação local do HSBC, que lucrou mais do que se previa no terceiro trimestre, subiu 0,43%. Embora seja britânico, o HSBC tem foco na Ásia. Já o papel da Evergrande, gigante do setor imobiliário chinês que escapou de um calote formal no fim de semana, caiu 0,74% em Hong Kong.

Na China continental, os mercados se valorizaram, graças a empresas de energia. O Xangai Composto subiu 0,76%, a 3.609,86 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,85%, a 2.433,22 pontos.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi teve alta de 0,48% em Seul, a 3.020,54 pontos, e o Taiex apresentou ganho apenas marginal em Taiwan, de 0,03%, a 16.894,24 pontos.

Exceção, o japonês Nikkei caiu 0,71% em Tóquio, 28.600,41 pontos, pressionado por ações de tecnologia e da indústria de alimentos.

O tom positivo predominou na região asiática apesar de relatos sobre novos casos de infecção por covid-19 na China, que decidiu impor restrições de viagens em regiões afetadas.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul, impulsionada em especial por petrolíferas. O S&P/ASX 200 avançou 0,34% em Sydney, a 7.441,00 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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