Atualizado às 17h54

O Ibovespa teve uma alta discreta, de 0,1%, e fechou esta quarta aos 110.786 pontos, depois do anúncio do ministro da Cidadania, João Roma, sobre o Auxílio Brasil. O ministro afirmou que o governo quer pagar, no mínimo, R$ 400 a famílias de baixa renda, a partir de novembro, mas não deixou claro de onde sairão os recursos para custear o programa.

“Estamos buscando dentro do governo todas as possibilidades para que o atendimento dos brasileiro sigam de mãos dadas com a responsabilidade fiscal”, afirma Roma. O rompimento do teto de gastos é um dos principais temores do mercado neste momento.

Assim, o Ibovespa foi perdendo força, após ter chegado a superar os 112 mil pontos. A alta foi garantida por ações de bancos e de empresas que fizeram anúncios nesta semana que geraram repercussão positiva, mas travaram com a piora generalizada do mercado, incluindo B3, Locaweb e IRB.

Para profissionais do mercado, o vai e vem sobre o tema – o anúncio do plano foi adiado na véspera após a repercussão negativa do mercado – transpareceu o improviso e a falta de unidade no governo, e a tendência é o mercado de ações seguir pressionado, enquanto isso não for explicado.

“Levando em conta a perspectiva de crescimento do Brasil e os rumos do fiscal, a tarefa é praticamente impossível, pois até agora não há indicação de qualquer membro do governo de onde virá esse dinheiro”, afirmou Rafael Ribeiro, da Clear Corretora.

DESTAQUES

B3 teve valorização de 4,7%, após ter anunciado na véspera a compra da empresa de big data Neoway por R$ 1,8 bilhão. O BTG Pactual considerou a operação como positiva e que a ação da B3 está em nível atrativo.

SANTANDER BRASIL ganhou 3,26%, BRADESCO e ITAÚ UNIBANCO evoluíram 3% e 2,3%, respectivamente, com investidores passando a se concentrar no início da temporada de balanços do terceiro trimestre do setor, na semana que vem.

IBR BRASIL RE avançou 1,75%. A resseguradora anunciou na véspera a nomeação de Willy Jordan como seu novo vice-presidente financeiro e de relações com investidores.

LOCAWEB ganhou 5,2%, após a companhia afirmar nesta semana que estuda listagem de ações nos Estados Unidos.

VALE perdeu 3,28%. A mineradora anunciou na noite da véspera produção de 89,4 milhões de toneladas de minério no terceiro trimestre, alta de 0,8% sobre um ano antes. A Jefferies cortou a recomendação para o ADR da empresa. O BTG Pactual BTG frisou que a produção da Vale deve seguir pressionada no quarto trimestre “mas continuamos a ver valor na empresa e mantemos nossa classificação de compra”.

ELETROBRAS PNB caiu 3,26%, com realização de lucros após aprovação na véspera do modelo de desestatização da empresa. Em nota, o Credit Suisse considerou a notícia positiva e reiterou considerar possível a privatização da companhia no primeiro semestre de 2022.

CARREFOUR BRASIL teve retração de 2,55%. O grupo anunciou na noite de terça-feira que teve alta de 14% nas vendas brutas de sua operação de atacarejo, mas recuo de 8% na divisão que reúne mercados e hipermercados. “Esperamos que os resultados de curto prazo permaneçam desafiadores para o varejo (…) Como resultado, esperamos por um melhor ponto de entrada no papel”, afirmou a XP em nota a clientes.

GETNET perdeu 8,24%, com o braço de pagamentos dos Santander enfrentando uma correção após uma disparada em suas duas primeiras sessões na bolsa paulista.

O que aconteceu com o dólar? A moeda norte-americana caiu 0,59%, a R$ 5,5624, depois do BC vender dois lotes completos de contratos de swap cambial, um mecanismo usado para controlar o valor do câmbio. Um deles foi extraordinário e outro previsto no calendário, despejando no mercado futuro o equivalente a US$ 1,2 bilhão em dinheiro “novo”.

Bolsas da Europa fecham em alta, impulsionadas por bom humor em NY (13H40)

As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, 20, após um pregão volátil que terminou positivo diante do bom humor em Nova York por conta da temporada de balanços nos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,32%, aos 470,07 pontos.

Em Londres, a ação da IAG voltou a fechar na maior baixa diária do FTSE 100, que avançou 0,08%, aos 7.223,10 pontos. No Reino Unido, crescem os temores de uma nova severa de casos de covid-19, após as autoridades locais identificarem uma mutação da variante delta do coronavírus.

Entre os destaques, a Siemens Energy subiu 1,33%, ajudando o índice DAX, de Frankfurt, a fechar em alta de 0,05%, aos 15.522,92 pontos. Já a Engie ganhou 1,56% em Paris, e o CAC 40 terminou o dia com avanço de 0,54%, aos 6.705,61 pontos.

Em Milão, a ação da Enel valorizou 1,82%, e o FTSE MIB terminou o dia com avanço de 0,94%, aos 26.581,77 pontos. Por fim, entre os índices europeus, o madrilenho IBEX 35 subiu 0,24%, aos 9.017,90 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, acumulou alta de 1,61%, aos 5.762,20 pontos.

Wall St sobe com balanços de empresas de saúde, mas receios sobre cadeias de suprimentos persistem (12h05)

Os principais índices de ações dos Estados Unidos subiam nesta quarta-feira, ajudados por fortes resultados trimestrais de empresas de saúde, como Anthem e Abbott, enquanto preocupações sobre o impacto de gargalos na cadeia de suprimentos e da inflação sobre os balanços corporativos persistiam.

A Abbott Laboratories avançava 4,2%, após aumentar sua previsão de lucro para o ano cheio devido a retomada nas vendas de testes de Covid-19.

A Anthem saltava 5,7%, enquanto a Biogen subia 2%, depois que ambas as empresas de saúde elevaram suas previsões de lucro para o ano inteiro.

Oito dos 11 principais subíndices do S&P 500 eram negociados em alta, liderados pelas ações de saúde.

Analistas esperam que os lucros das empresas listadas no S&P 500 saltem 33% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Refinitiv, ao mesmo tempo que seguem de olho nas perspectivas de crescimento das empresas que enfrentam custos crescentes, escassez de mão de obra e gargalos na cadeia de oferta.

“Os investidores estão digerindo os balanços e o impacto das interrupções da cadeia de suprimentos na América corporativa”, disse Fiona Cincotta, analista sênior de mercados financeiros do City Index.

Às 11h39 (horário de Brasília), o Dow Jones subia 0,44%, a 35.614,28 pontos. O S&P 500 avançava 0,36%, a 4.536,03 pontos, enquanto o Nasdaq tinha alta de 0,2%, a 15.159,29 pontos.

Indefinição sobre Auxílio Brasil sustenta taxas futuras de juros em alta (10h27)

Os riscos fiscais sustentam os juros futuros em alta pela segunda sessão seguida, apesar do dólar estar em queda ante o real e juro dos Treasuries também em baixa, com a T-Note de 10 anos nas mínimas mais cedo. O que mais pesa é a indefinição sobre o tamanho do Auxílio Brasil, que pode ficar ainda mais fora do teto de gastos, com R$ 200 e não R$ 100 livre do alcance da regra fiscal.

Às 9h22 desta quarta, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia para máxima de 11,31%, de 11,19% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 avançava para 10,98%, de 10,89%, e o para janeiro de 2023 subia para 9,96%, de 9,85% no ajuste de terça-feira. O juro da T-Note de 10 anos caía para 1,623% e o dólar à vista caía 0,10%, a R$ 5,5882.

Bolsas asiáticas fecham em alta nesta quarta-feira (8h36)

As ações asiáticas avançaram nesta quarta-feira, com o otimismo crescente sobre a economia global e os lucros corporativos, enquanto o iene caiu para uma mínima em quatro anos em relação ao dólar.

O índice MSCI para ações Ásia-Pacífico fora Japão subiu 0,5%, puxado por alta de 1,1% em Hong Kong.

Na China continental, o mercado foi prejudicado por dados mais fracos sobre o setor imobiliário.

“No início deste mês, a estagflação era a palavra da moda em Wall Street. Mas agora o pessimismo excessivo está diminuindo, especialmente após os fortes dados de vendas no varejo dos EUA na sexta-feira”, disse Norihiro Fujito, estrategista-chefe de investimentos da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities.

O iuan chinês se manteve firme, negociado a 6,3760 por dólar nas operações “offshore”, perto da máxima em quatro meses e meio de 6,3685 por dólar alcançada na terça-feira.

A moeda era ajudada pela melhora do sentimento depois de o banco central da China dizer que os efeitos colaterais dos problemas da dívida do China Evergrande Group eram controláveis.

  • Em Tóquio, índice Nikkei avançou 0,14%, a 29.255,55 pontos.
  • Em Hong Kong, o índice HANG SENG subiu 1,35%, a 26.136,02 pontos
  • Em Xangai, o índice SSEC perdeu 0,17%, a 3.587,00 pontos;
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhein, retrocedeu 0,25%, a 4.910,18 pontos;
  • Em Seul, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,53%, a 3.013,13 pontos;
  • Em Taiwan, o índice TAIEX registrou baixa de 0,08%, a 16.887,82 pontos;
  • Em Cingapura, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,03%, a 3.198,08 pontos;
  • Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,53%, a 7.413,70 pontos.

(Com Reuters e Agência Estado)

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