Atualizado às 19h06

O Ibovespa fechou nesta quarta-feira (5) em queda de 2,42%, a 101.005,64 pontos. A queda, a mais intensa desde 26 de novembro, se agravou após o Federal Reserve (Fed) revelar que discutiu um aumento nas taxas de juros antes do esperado e uma redução em sua carteira geral de ativos.

A ata da última reunião da última reunião de política monetária do banco central norte-americano foi divulgada à tarde e seu conteúdo foi lido pelo mercado como uma postura mais dura da instituição contra a inflação no país.

Os mercados de ações reagiram mal ao tom mais duro do Fed, dado que um aperto mais intenso e rápido da política monetária norte-americana reduziria a liquidez dos mercados globais, impactando ativos de renda variável e especialmente emergentes.

No comunicado divulgado junto com a decisão de política monetária em dezembro, o Fed havia sinalizado que sua meta de inflação fora cumprida e que fecharia em março as compras de títulos adotadas durante a pandemia, pavimentando o caminho para três aumentos na taxa de juros até o fim de 2022.

As discussões reveladas pela ata mostraram, entretanto, um banco central dos EUA ainda mais preocupado com a inflação do que se imaginava. Após a divulgação do documento, os contratos futuros de taxas de juros nos EUA embutiam cerca de 80% de probabilidade de alta de 0,25 ponto percentual na taxa de juros já em março.

“O Fed se mostrou bastante preocupado com a inflação e mais disposto a acelerar o ritmo da política monetária”, disse Daniel Lima, economista do Banco ABC Brasil.

Além de discussão sobre eventual aumento da taxa de juros mais cedo ou em ritmo mais rápido do que o mercado previa, a ata também mostrou possibilidade de diminuir a carteira de títulos do Tesouro e dos lastreados em hipotecas acumulados durante a pandemia, um passo além do divulgado até então.

O S&P 500 caiu 1,9% e o Nasdaq desabou 3,3%. Ainda nesta semana, será divulgado um dado-chave do mercado de trabalho nos EUA, o que pode movimentar os ativos.

Mesmo antes da ata do Fed, o Ibovespa já retrocedia 1,6%. O índice segue pressionado por incertezas fiscais, em especial o movimento de servidores por reajustes salariais, e ainda não fechou um pregão no azul em 2022.

A Petrobras foi a maior contribuição negativa para o índice, enquanto a Vale foi a principal e uma das poucas altas.

O dólar subiu pelo terceiro dia consecutivo e fechou acima de R$ 5,70 nesta quarta-feira, após uma arrancada na parte da tarde na qual acompanhou a reação dos mercados externos à sinalização pelo banco central norte-americano de redução maior de liquidez à frente.

O dólar à vista ganhou 0,41%, a R$ 5,7128, maior patamar desde 21 de dezembro (R$ 5,7394). Mais cedo, a moeda havia recuado 0,83%, a R$ 5,6424.

Lá fora, o dólar passou a subir contra alguns pares emergentes e as taxas dos títulos do Tesouro norte-americano – que podem indicar a atratividade do dólar – aceleraram as altas, enquanto os mercados de ações no Brasil e nos Estados Unidos afundaram.

As autoridades do Federal Reserve avaliaram no mês passado que o mercado de trabalho nos EUA estava “muito apertado” e que o banco central pode precisar aumentar as taxas de juros mais cedo do que o esperado e começar a reduzir sua carteira geral de ativos para domar a alta inflação, de acordo com a ata da reunião de política monetária dos dias 14 e 15 de dezembro.

“Mercado reagiu mal à ata do Fed. Além de mencionar altas de juros antes do esperado, também falaram sobre reduzir o tamanho do seu balanço. Ou seja, não só o tapering (parar de crescer o balanço de ativos), mas também reduzir o seu tamanho”, comentou Fernando Ferreira, estrategista-chefe na XP.

O potencial enxugamento de liquidez pelo BC norte-americano representa um desafio adicional para a classe de ativos emergentes (da qual faz parte o real), que costuma sofrer em situações assim devido ao risco de fuga de capital para os EUA, onde a rentabilidade dos títulos ficaria maior com a alta de juros, pano de fundo que daria suporte ao dólar.

Dados do Banco Central publicados nesta quarta-feira mostraram que o Brasil atraiu, em termos líquidos, pouco mais de 6,1 bilhões de dólares em 2021 via câmbio contratado. Embora tenha sido o melhor resultado em seis anos, esse ingresso representa apenas uma fração dos 73,686 bilhões de dólares perdidos entre 2018 e 2020.

O dólar subiu 7,36% em 2021 ante o real, quinto ano consecutivo de ganhos. Nas três primeiras sessões de 2022, a moeda já tem alta de 2,50%.

“Continuamos acreditando em um cenário de valorização global do dólar, portanto, seguimos com a exposição líquida comprada em dólar”, disse a Infinity Asset em carta mensal.

Destaques do pregão: empresas de tecnologia sangram (19h)

LOCAWEB ON recuou 12,8%, na maior queda desde abril de 2020, enquanto MÉLIUZ ON cedeu 9%, dado o efeito da perspectiva de alta de juros em empresas ligadas ao setor de tecnologia, que dependem mais de financiamento. INTER UNIT caiu 5,4%, após afundar quase 14% na véspera.

BRF ON subiu 1,3%, após Credit Suisse elevar recomendação da ação para “outperform”, de “neutra”, e projetar melhores resultados para a companhia.

PETROBRAS PN cedeu 3,9% e a ON recuou 4,1%, mesmo com o avanço de 1% dos preços do petróleo. PETRORIO ON afundou 10,8%, maior queda desde abril de 2020, e 3R PETROLEUM ON caiu 7,2%.

VALE ON subiu 0,95%, após alta dos contratos de minério de ferro na Ásia, com maior demanda por reconstrução de estoques na China, apesar dos renovados controles de produção de aço na cidade de Tangshan. Siderúrgicas cederam e BRADESPAR PN avançou 0,24%.

BRASKEM PN caiu 4,8%, após a Exame noticiar que oferta de ações preferenciais da companhia por Novonor e Petrobras deve ocorrer ainda em janeiro.

ECORODOVIAS ON caiu 1%, após o Credit Suisse elevar recomendação da companhia para “outperform”, de “neutra”.

Ouro fecha em alta, de olho em dólar fraco e ata do BC dos EUA (15h41)

O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 5, apoiado pelo enfraquecimento do dólar ante rivais. A depreciação da moeda norte-americana torna os contratos de ouro mais baratos e, desta forma, mais atraente a investidores que negociam com outras divisas. Além disso, o mercado aguarda pela ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), prevista para às 16 horas (de Brasília) desta quarta.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para fevereiro subiu 0,58%, a US$ 1.825,10 por onça-troy.

Apesar do dólar ter reduzido suas perdas após o relatório da ADP mostrar forte avanço na criação de vagas no setor privado americano em dezembro, a moeda americana voltou a ocupar patamares mais baixos durante a tarde, à espera da ata do Fed.

Investidores ajustam posições diante da perspectiva de que o BC dos EUA subirá os juros ao longo de 2022, o que tem aumentado o apetite por ativos seguros como o ouro, segundo o TD Securities.

O avanço da covid-19 e um mercado de ações instável também são monitorados por detentores da commodity metálica, de acordo com o banco.

Para o Commerzbank, a ata desta quarta não dará novas pistas significativas sobre a trajetória da política monetária nos EUA.

Mais relevante para o ouro, na visão do banco alemão, será o número oficial de postos de trabalho abertos no mês passado, a ser divulgado na sexta-feira, 7, que vem por meio do payroll, como é conhecido o relatório de empregos mensal do país.

BC tem perda de R$ 3,984 bilhões com swap cambial em dezembro (15h34)

Após ganho de R$ 2,967 bilhões com sua posição em swap cambial em novembro, o Banco Central registrou resultado negativo de R$ 3,984 bilhões em dezembro, com estes contratos pelo critério caixa.

Pelo conceito de competência, houve ganhos de R$ 7,618 bilhões. O resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1.

O BC registrou ainda no período perdas de R$ 12,160 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais. Entram no cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros.

O resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou negativo em R$ 24,031 bilhões em dezembro. Já o resultado das operações cambiais no período ficou negativo em R$ 16,413 bilhões.

Em 2021, o Banco Central registrou resultado negativo de R$ 22,324 bilhões com os contratos de swap pelo critério caixa. Pelo conceito de competência, houve perdas de R$ 13,695 bilhões.

O BC obteve ganhos de R$ 127,230 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais no acumulado do ano. Já o resultado líquido das reservas ficou positivo em R$ 27,915 bilhões e o resultado das operações cambiais no período foi positivo em R$ 14,221 bilhões.

O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, não visa ao lucro, mas fornecer hedge ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise.

Dow atinge máxima recorde com impulso de setor cíclico antes de ata do Fed (15h28)

O índice Dow Jones atingiu uma máxima recorde nesta quarta-feira, com investidores trocando ações de tecnologia por papéis cíclicos ligados à economia, que devem se beneficiar de um ambiente de juros mais altos, antes da divulgação da ata da reunião de dezembro do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). Sete dos 11 principais setores do S&P 500 avançavam nas negociações da tarde. As ações de energia, finanças e materiais lideravam os ganhos.

Gigantes da tecnologia, como Apple Inc, Alphabet Inc, Amazon.com, Meta Platforms e Microsoft Corp, recuavam entre 0,5% e 2,2%, e eram as ações que mais pesavam sobre o S&P 500 e o Nasdaq.

O banco central dos EUA disse no mês passado que encerrará em 2022 as compras de títulos implementadas no início da pandemia, sinalizando pelo menos três aumentos de juros neste ano. A divulgação da ata de sua última reunião será às 16h (de Brasília).

Às 15:26 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,17%, a 36.860,56 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,45%, a 4.772,07 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuava 1,54%, a 15.382,41 pontos.

Fluxo cambial fecha 2021 com melhor resultado em 6 anos, mostra BC (15h08)

O Brasil registrou em 2021 a maior entrada líquida de moeda estrangeira pelo câmbio contratado em seis anos, no equivalente a pouco mais de 6,1 bilhões de dólares, após três anos consecutivos de saldos negativos, mostraram dados do Banco Central nesta quarta-feira.

O fluxo cambial foi superavitário em 6,134 bilhões de dólares no acumulado do ano, melhor resultado desde 2015 (+9,414 bilhões de dólares).

A sobra de dólares, contudo, representa um volume modesto comparado com os 73,686 bilhões de dólares perdidos entre 2018 e 2020. Apenas em 2020, o déficit fora de 27,923 bilhões de dólares.

O fluxo positivo no ano de 2021 foi limitado por uma forte saída de recursos em dezembro, de 9,946 bilhões de dólares –a mais expressiva para qualquer mês desde dezembro de 2019 (-17,612 bilhões de dólares).

Com a debandada de moeda no mês passado, os bancos tiveram de prover liquidez, o que elevou sua posição vendida na divisa no mercado à vista a 20,668 bilhões de dólares, maior valor desde março, quando ficou em 21,081 bilhões de dólares.

Ao longo de todo o ano passado o Bacen liquidou a venda de 11,982 bilhões de dólares no mercado à vista, dos quais 4,837 bilhões de dólares apenas em dezembro, mês de tradicional aumento de saída de recursos do país.

Considerando operações de linhas, o BC liquidou a recompra de 4,900 bilhões de dólares em 2021.

Bolsas da Europa fecham na maioria em alta, com PMIs europeus e ata do Fed (14h30)

As bolsas da Europa fecharam na maioria em alta moderada nesta quarta-feira, 5, com o mercado digerindo os resultados fracos de índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) no Velho Continente e à espera da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, a pandemia segue preocupando, diante do avanço da Ômicron pelo mundo.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais ações do continente, encerrou a sessão com ganho de 0,07%, a 494,35 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC 40 avançou 0,81%, a 7.376,37 pontos, puxado por ações da Renault (+5,31%) e Carrefour (+5,09%).

O PMI composto da zona do euro caiu de 55,4 em novembro para 53,3 em dezembro, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit. De acordo com a Capital Economics, os resultados mostram que a economia da região terminou 2021 com crescimento “fraco”. Na Alemanha, o índice caiu de 52,7 em novembro para 48,7 em dezembro.

Em Frankfurt, o DAX fechou em alta de 0,74%, a 16.271,75 pontos. O FTSE MIB, de Milão, também ganhou 0,74%, a 28.162,67 pontos. Em Londres, o índice FTSE 100 aumentou 0,16%, a 7.516,87 pontos, com ações da Ocado e Anglo American subindo 3,18% e 2,76%, respectivamente.

De acordo com o Rabobank, tem uma melhora no apetite por risco em meio a uma visão mais otimista sobre a Ômicron, que prevê uma transição mais rápida de pandemia para endemia de covid-19, embora o mundo tenha registrado recentemente números recordes de doenças. “Essencialmente, temos visto sinais de que a Ômicron provavelmente não é tão problemática quanto temíamos inicialmente”, disse Hani Redha, gerente de portfólio da PineBridge Investments.

O foco dos investidores está mudando da nova variante para movimentos dos bancos centrais globais para apertar a política monetária à medida que as economias se recuperam ainda mais. Hoje, há expectativa para a ata da última reunião de política monetária do Fed. Ontem, cresceram as apostas de que o BC americano poderá começar a elevar seus juros básicos já a partir de março.

Nas praças ibéricas, o Ibex 35, de Madri, recuou 0,06%, a 8.790,80 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, registrou queda de 0,31%, a 5652,68 pontos, com papéis da EDP renováveis e Greenvolt Energia caindo 3,35% e 2,54%, respectivamente.

Estoques de petróleo nos EUA caem 2,144 milhões de barris na semana, diz DoE (13h02)

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 2,144 milhões de barris, a 417,851 milhões de barris, na semana encerrada em 31 de dezembro, informou nesta quarta-feira, 5, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal previam queda de 3 milhões.

Os estoques de gasolina, por outro lado, subiram 10,128 milhões de barris, a 232,787 milhões de barris, ante expectativa de alta de 1,1 milhão de barris. Já os de destilados subiram 4,418 milhões de barris, a 126,846 milhões de barris, quando a previsão era de alta de 400 mil.

Os estoques de petróleo em Cushing subiram 2,577 milhão de barris, a 37,306 milhões de barris. A taxa de utilização das refinarias subiu de 89,7% na semana anterior a 89,8%, ante previsão de 89,9% dos analistas.

A produção média diária dos EUA, por sua vez, manteve-se em 11,8 milhões de barris, segundo o DoE.

Wall St não mostra direção clara antes da ata do Fed; ações de tecnologia caem (13h28)

Os principais índices de Wall Street seguiam direções mistas nesta quarta-feira, antes da divulgação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve, o banco central norte-americano, ocorrida em dezembro, com investidores trocando ações de tecnologia pelos papéis cíclicos que costumam se beneficiar de um ambiente de alta dos juros.

Sete dos 11 principais setores do S&P avançaram no início do pregão, com os papéis orientados por valor, como de energia, finanças e materiais liderando os ganhos.

Os gigantes de tecnologia Apple, Alphabet, Amazon.com, Meta Platforms e Microsoft caíam entre 0,4% e 1,2%, a maior pressão nos índices S&P 500 e Nasdaq.

As ações de crescimento, que são sensíveis ao juro, também estiveram sob pressão de uma recente alta nos rendimentos do Tesouro norte-americano, desencadeada pela crescente ansiedade em relação à perspectiva de aumentos de juros pelo Fed para conter a inflação. [US/]

“Com a expectativa de aumento dos juros neste ano, é provável que as ações de tecnologia acabem sentindo um pouco mais de pressão”, disse Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA Research em Nova York.

Às 13:26 (de Brasília), o índice S&P 500 perdia 0,21%, a 4.783,37 pontos, enquanto o Dow Jones subia 0,21%, a 36.878,14 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuava 0,87%, a 15.486,16 pontos.

O relatório de vagas da ADP mostrou criação de 807 mil postos de trabalho no setor privado dos EUA no mês passado, número maior que o dobro do previsto por economistas consultados pela Reuters.

Os dados vêm antes da leitura de emprego do Departamento de Trabalho norte-americano para dezembro, que é mais ampla e monitorada de perto, e que será divulgada na sexta-feira.

Criação de vagas no setor privado dos EUA supera expectativas em dezembro, aponta ADP (10h37)

A criação de vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em dezembro, apontando para força do mercado de trabalho no final de 2021.

Foram criados 807 mil postos de trabalho no setor privado no mês passado, mostrou nesta quarta-feira o Relatório Nacional de Emprego da ADP. Os dados de novembro foram revisados para baixo para mostrar 505 mil vagas criadas, em vez das 534 mil inicialmente relatadas.

Economistas consultados pela Reuters previam a abertura de 400 mil novos postos de trabalho.

Taxas futuras de juros sobem ante preocupações com fiscal (10h06)

Os juros futuros começaram a sessão desta quarta-feira (5) com certo alívio na curva, mas depois ganharam força e passaram a subir, apesar do dólar mais fraco e recuo dos juros dos Treasuries. Segundo o diretor da Wagner Investimentos José Raymundo Ferreira Júnior, o mercado está incomodado com o artigo do ex-ministro Guido Mantega publicado hoje na Folha de S.Paulo e que sinalizaria uma continuidade de políticas econômicas dos governos petistas anteriores.

“Achei um desastre total. Muito conveniente comentar de 2003-2014 e deixar os meses do 2º mandato da Dilma fora e culpar todo o resto pelo nosso desastre. Defendeu a volta da matriz econômica. Não acho que ele eventualmente será o ministro, mas deixa claro que nada mudou no pensamento do partido, insistindo nos mesmos erros”, afirma o diretor.

Em seu artigo, no entanto, Mantega procurou ressaltar a situação atual do País, citando que a economia deve seguir estagnada ao longo deste ano, criticando a política monetária contracionista e sugerindo o que pode ser feito num futuro governo. “O governo deve coordenar um ambicioso plano de investimentos públicos e privados, de modo a ampliar a infraestrutura e aumentar a produtividade, gerando muitos empregos”.

Às 9h50, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 11,25%, de 11,11% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 exibia máxima de 11,33%, de 11,17%, e o para janeiro de 2023 marcava máxima de 12,10%, de 12,05% no ajuste de terça-feira.

BC chinês intensificará injeção de dinheiro antes do Ano Novo Lunar, diz CSJ (9h43)

O banco central da China está preparado para repor as deficiências de liquidez antes do feriado do Ano Novo Lunar, noticiou o China Securities Journal, mesmo com os mercados divididos sobre a possibilidade de mais afrouxamento monetário na segunda maior economia do mundo.

O Banco do Povo da China deve elevar as injeções por meio de operações de mercado aberto no sistema bancário a partir da segunda metade do mês para atender à crescente demanda por dinheiro de empresas e famílias antes do feriado, que tem duração de uma semana, reportou o jornal oficial nesta quarta-feira. O feriado do Ano Novo Lunar começa em 31 de janeiro este ano.

“Muitas instituições financeiras acreditam que é certo que o banco central manterá uma liquidez razoavelmente ampla… e é provável que o banco use várias ferramentas, incluindo recompras reversas e instrumentos de empréstimo de médio prazo (MLF, na sigla em inglês) para atender à demanda das instituições de financiamento razoável e para dar apoio durante o feriado do Ano Novo Lunar”, disse o jornal.

Ming Ming, economista-chefe da Citic Securities, projeta que a lacuna de liquidez no sistema bancário atinja 2,6 trilhões de iuanes (408,08 bilhões de dólares) em janeiro.

Recuperação econômica da zona do euro vacila em dezembro com disseminação da Ômicron (7h44)

A recuperação econômica da zona do euro vacilou em dezembro uma vez que o ressurgimento das infecções por Covid-19 afetou o crescimento do setor de serviços do bloco, mostrou uma pesquisa, e pode enfraquecer ainda mais se restrições mais duras forem adotadas.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto da IHS Markit despencou a 53,3 em dezembro de 55,4 em novembro, mínima desde março.

Embora a leitura final tenha ficado abaixo da preliminar de 53,4, permaneceu acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

“A expansão acelerada da produção que vimos em novembro infelizmente acabou sendo breve. A disseminação da variante Ômicron teve um impacto particularmente profundo no setor de serviços, refletindo a hesitação entre os clientes”, disse Joe Hayes, economista sênior da IHS Markit.

O PMI do setor de serviços recuou para a mínima de oito meses de 53,1 ante 55,9 em novembro, abaixo da preliminar de 53,3.

Bolsas da Ásia fecham na maioria em baixa, pressionadas por ações de tecnologia (7h11)

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, 5, à medida que ações de tecnologia recuaram na esteira de multas impostas pela China a gigantes do setor e do salto recente nos juros dos Treasuries.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,64%, a 22.907,25 pontos. Os papéis de tecnologia sofreram tombos de até 11% após Pequim anunciar multas a várias das maiores empresas de internet chinesas por violações de leis antitruste. Ações do setor imobiliário também registraram perdas após uma unidade da China Evergrande revelar planos de adiar pagamento de juros sobre bônus.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,02%, a 3.595,18 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 1,74%, a 2.483,69 pontos.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 1,18% em Seul, a 2.953,97 pontos, também pressionado por empresas de tecnologia, e o Taiex cedeu 0,14% em Taiwan, a 18.499,96 pontos, mas o japonês Nikkei contrariou a tendência negativa da região e subiu 0,10% em Tóquio, a 29.332,16 pontos, sustentado por papéis do setor automotivo.

Além das ofensivas do governo chinês, pesa nas ações de tecnologia asiáticas a recente alta nos rendimentos dos Treasuries, que por sua vez reflete expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) talvez comece a elevar seus juros básicos já a partir de março. Ontem, em Nova York, essa perspectiva ajudou a derrubar o Nasdaq, que é em boa parte composto por empresas de tecnologia.

Na tarde desta quarta, o Fed divulga ata de sua última reunião de política monetária. Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom predominante na Ásia, e o S&P/ASX 200 caiu 0,32% em Sydney, a 7.565,80 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

(Com Reuters e Agência Estado)

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