Atualizado às 19h44

Nesta quarta-feira, o Ibovespa caiu 1,12%, a 100.775 pontos, renovando o menor patamar de fechamento do ano, diante de desempenho negativo das bolsas norte-americanas após a confirmação do primeiro caso da nova variante ômicron do coronavírus nos EUA e de novas declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

O Magazine Luiza foi a principal contribuição negativa para o Ibovespa, seguido pela JBS, em sessão negativa para os setores de varejo e frigoríficos.

Powell disse que é apropriado ao banco central americano considerar acelerar a redução de estímulos na próxima reunião. Ele também afirmou que, com os aumentos de preços persistindo por mais tempo e a uma taxa mais alta do que o esperado, o Fed precisa estar pronto para usar suas ferramentas a fim de lidar com a gama de “resultados plausíveis” para a inflação.

Enquanto o mundo espera por novas informações sobre a variante ômicron e sua eficácia contra as vacinas, os EUA identificaram o primeiro caso da variante ômicron, de um indivíduo que retornou da África do Sul no fim de novembro. A notícia pesou nas bolsas norte-americanas, que devolveram boa parte dos ganhos. O petróleo virou para o negativo, também por influência de dados setoriais.

No Brasil, o governo de São Paulo confirmou nesta manhã o terceiro caso da ômicron no país, de um passageiro vindo da Etiópia.

Ainda no Brasil, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), chegou a ventilar a possibilidade de votação da PEC dos Precatórios  em plenário na terça, mas a análise ficou para esta quarta-feira. A proposta é vista com muita atenção pelo mercado, já que abre espaço para colocar em prática o Auxílio Brasil em substituição ao Bolsa Família.

O receio dos investidores é que uma possível não aprovação do texto implique em planos alternativos pelo governo para bancar o programa em ano eleitoral, o que seria potencialmente mais danoso à situação fiscal.

Para conseguir apoio à proposta, o relator da PEC, senador Fernando Bezerra, alterou seu parecer e retirou do teto de gastos o pagamento de precatórios relativos ao antigo Fundeb. Mesmo assim, não há garantias de que o texto que passou ontem pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) será aprovado sem alterações no plenário do Senado.

No mais, B3 divulgou a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa para o primeiro quadrimestre de 2022, com inclusão de Positivo e Porto Seguro.

Já o dólar à vista terminou em alta de 0,61%, a R$ 5,6711, pico desde 1º de novembro, puxado novamente pela deterioração do ambiente de risco nos mercados externos, em meio a receios sobre o coronavírus e os rumos da política monetária nos Estados Unidos.

Na B3, o contrato de dólar futuro para janeiro ganhava 0,88%, a R$ 5,7075, às 17h13 (de Brasília), depois de na máxima bater R$ 5,713. As operações no mercado futuro da B3 vão até 18h30.

O mercado de câmbio no Brasil repercutiu um dia de elevada volatilidade nos ativos internacionais, com o índice Nasdaq nos EUA oscilando de alta de 1,8% a queda de 1,4%, enquanto o petróleo Brent caiu 0,52% depois de saltar 3,3% na máxima do dia.

O quadro geral mais adverso alimenta a demanda por dólares num momento em que, sazonalmente, aumentam as saídas de recursos. O mercado torceu o nariz ainda para os dados da balança comercial de novembro, que registrou o maior déficit para o mês em sete anos. E o fluxo de câmbio contratado em novembro até dia 26 ficou negativo em US$ 4,251 bilhões, a caminho do pior resultado em 11 meses.

Compondo o dia mais arisco, investidores monitoraram os debates sobre a PEC dos Precatórios em Brasília, com possibilidade agora de o início da votação do projeto no plenário do Senado ser adiado conforme o governo precisa fazer mais concessões diante de uma vantagem de votos tida como insegura.

“As perspectivas domésticas e globais estão se tornando mais desafiadoras, sugerindo um real mais fraco”, disseram economistas do Citi em relatório de cenários. Eles elevaram a estimativa para o dólar ao fim de 2022 a R$ 5,59, de R$ 5,49 em outubro, vendo mais gastos pelo governo e mais inflação.

Setor de varejo afundou neste pregão (19h)

MAGAZINE LUIZA ON desabou 11,8%, na maior queda da ação desde a divulgação de seu balanço no começo de novembro, evento que engatilhou um período negativo para o papel. O setor de varejo no geral sofreu na sessão. AMERICANAS ON afundou 6,7% e VIA ON caiu 8,3%. Pesam sobre as empresas a inflação em alta e o ciclo de alta nos juros.

JBS ON caiu 4,7%, após avanço forte na véspera. BRF ON cedeu 2,6%, MARFRIG ON recuou 7,2% e MINERVA ON caiu 2,1%. Leonardo Alencar, analista de Agro, Alimentos & Bebidas da XP, disse à Reuters que o movimento parece estar mais ligado a fluxo do que aos fundamentos das empresas. Ele espera que alta do dólar ajude as empresas no ano que vem, por conta da exportações. Alencar projeta margens mais altas na América do Sul em 2022, enquanto nos EUA, onde Marfrig e JBS têm operações robustas, as margens devem cair de um patamar historicamente alto para um ainda positivo.

VALE ON subiu 0,4%, em mais uma sessão de boas notícias para o minério de ferro e commodities relacionadas ao setor.

PETROBRAS PN avançou 0,6% e ON subiu 0,7%, mesmo após o petróleo virar e fechar no negativo. Papéis da estatal fecharam praticamente estáveis na véspera, apesar da derrocada da commodity no exterior. A empresa apresentou semana passada uma nova política de dividendos que agradou o mercado.

MÉLIUZ ON caiu 11,4% e LOCAWEB ON cedeu 9,9%, em nova sessão negativa para empresas de tecnologia.

BRASKEM PN subiu 5,5%, a maior alta percentual do índice. Notícias sobre a venda de participação na companhia por seus controladores Novonor e Petrobras vinham movimentando os papéis nas últimas sessões. A ação caiu forte na véspera. Analistas da Ativa escreveram que empresas de commodities foram beneficiadas na sessão por alta dos preços, mencionando também SUZANO ON e GERDAU PN, que completam o trio de maiores altas da sessão.

É prudente deixar votação de PEC dos Precatórios para amanhã, diz Braga (15h45)

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), afirmou que pedirá o adiamento da votação da PEC dos Precatórios para a quinta-feira no plenário. A proposta está na pauta da sessão desta quarta-feira, 1º de dezembro.

De acordo com ele, o adiamento é mais prudente em função da votação de autoridades, entre elas André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF), que depende de deliberação presencial, diferente da PEC, e da avaliação do novo texto do parecer. Braga também citou o nascimento da neta e declarou que terá que viajar ainda hoje para Manaus.

Senadores negociam um acordo com o relator da PEC, Fernando Bezerra (MDB-PE), para limitar o pagamento de precatórios até 2026, e não mais até 2036, como previa a PEC. Além disso, há uma pressão para vincular esse espaço fiscal ao Auxílio Brasil e despesas previdenciárias. Atualmente, apenas o espaço aberto pela mudança no teto de gastos está carimbada.

“Eu acho que vai acabar ficando até 2026 e vincula, mas ainda não vi o texto”, afirmou Braga. Ele afirmou que a tendência das demandas é amarrar o espaço fiscal, mas levantou dúvidas sobre a sugestão de aumentar o limite de precatórios em 2022 e reduzir a margem. “Muitos estão falando em não deixar folga e isso pode até ser. Mais limite para precatórios, não sei.”

Senadores críticos à PEC dizem que a estratégia é não deixar margem para uma “gastança eleitoral” em 2022. Especificar a destinação dos gastos não garante que o dinheiro será realmente restrito a essas despesas, mas, de acordo com os parlamentares, pelo menos aumenta o compromisso com as programações mais essenciais.

De acordo com a senadora Simone Tebet (MDB-MS), o relator da PEC aceitou vincular o espaço fiscal aberto com o limite de precatórios em 2022, mas ainda não teria confirmado o carimbo até 2026. “O ano que vem é eleitoral, então você assume compromissos em outubro, faz o Orçamento em novembro e dezembro e se compromete a pagar em 2023. Então, também é um risco e não abrimos mão de que seja (vinculado) até 2026.”

A senadora afirmou que a nova versão do relatório deve retirar a proposta de securitização da dívida ativa da PEC.

Dados da África do Sul sugerem que Ômicron contorna parte, mas não toda, imunidade (15h10)

O perfil da variante Ômicron do coronavírus e o quadro epidemiológico na África do Sul sugerem que a cepa é capaz de contornar parte da proteção imunológica para causar infecção, disse o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD) do país.

No entanto, a proteção contra doenças graves e morte oferecida pelas vacinas deve ser menos afetada, disse o instituto em um relatório nesta quarta-feira.

Ações europeias se recuperam de liquidação provocada por Ômicron (14h56)

O mercado acionário europeu registrou a melhor sessão em quase seis meses nesta quarta-feira, com investidores aproveitando para comprar ações pressionadas nas últimas sessões por preocupações com a variante Ômicron do coronavírus.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 1,8%, a 1.825 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 1,71%, a 471 pontos, depois de forte liquidação na sessão anterior que levou o índice a mínimas de sete semanas.

O índice encerrou novembro com perda de 2,6% e está a 4% da máxima recorde atingida em meados do mês passado.

As ações industriais deram o maior impulso ao STOXX 600 nesta sessão. Entre os setores, o automobilístico e o de viagem e lazer subiram 3,8% e 3,1%, respectivamente.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 1,55%, a 7.168 pontos;
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 2,47%, a 15.472 pontos;
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 2,39%, a 6.881 pontos;
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 2,16%, a 26.371 pontos;
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,78%, a 8.452 pontos;
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,75%, a 5.473 pontos.

Confiança empresarial cai 3,3 pontos em novembro ante outubro, diz FGV (13h36)

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 3,3 pontos em novembro ante outubro, para 97,0 pontos, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 1,8 ponto no mês.

“Com a queda de novembro, a confiança empresarial confirma a tendência declinante esboçada em setembro e posta em dúvida após a ligeira alta de outubro. Destaca-se no resultado a queda expressiva do Índice de Expectativas, a maior desde março deste ano quando era grande o medo do impacto da segunda onda de covid-19 sobre a economia. Desta vez, a preocupação maior é a própria economia, em fase de desaceleração sob influência da inflação elevada e do aperto monetário que vem sendo conduzido pelo Banco Central para contê-la”, avaliou Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que o ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) caiu 2,5 pontos em novembro ante outubro, para 97,0 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) recuou 4,5 pontos, para 95,8 pontos. O patamar do ISA-E superou o do IE-E pela primeira vez desde março deste ano, ressaltou a FGV.

Todos os grandes setores que integram o ICE registraram perda na confiança no mês. A confiança da indústria caiu 3,1 pontos em novembro ante outubro, enquanto a construção recuou 0,8 ponto. A confiança dos serviços diminuiu 2,3 pontos, e a do comércio despencou 6,2 pontos.

Em novembro, a confiança avançou em apenas 22% dos 49 segmentos integrantes do ICE.

A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 3.955 empresas dos quatro setores entre os dias 1º e 25 de novembro.

Braskem encabeça altas do pregão, enquanto frigoríficos vivem dia negativo (13h10)

Braskem PN sobe 8,45%, maior alta em percentual do índice. Notícias sobre a venda de participação na companhia por seus controladores Novonor e Petrobras vinham movimentando os papéis nas últimas sessões. Ação teve queda forte na véspera.

JBS cai 2,38%, após avanço forte na véspera. BRF cede 2,03% e Marfrig recua 2,42%. As três companhias estavam entre os piores desempenhos em percentual do Ibovespa na sessão.

Vale sobe 2,37% e marca a maior contribuição positiva para o índice, em mais uma sessão de boas notícias para o minério de ferro e commodities relacionadas ao setor. A mineradora apresentou nesta semana projeção de aumento na produção de minério de ferro para o ano que vem.

Petrobras PN avança 3,40% e ON subia 3,58%, na esteira da alta dos preços do petróleo, antes de encontros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que agrupa a Opep com aliados, incluindo a Rússia. Papéis da estatal fecharam praticamente estáveis na véspera, mesmo com a derrocada da commodity no mercado internacional. Empresa apresentou na semana passada uma nova política de dividendos que agradou o mercado.

Itaú avança 2,15%, diante de alta generalizada no setor financeiro. Bradesco PN subia 3,16%, BTG Pactual marca +3,63% e as units do Banco Inter saltam 2,59%.

Wall St abre em alta após baque provocado por coronavírus (11h49)

As ações dos Estados Unidos avançavam logo após a abertura desta quarta-feira, recuperando-se de uma forte onda de vendas desencadeada por preocupações com o aumento da inflação e a nova variante do coronavírus, Ômicron.

O Dow Jones Industrial Average subia 0,57%, a 34.678,94 pontos. O S&P 500 tinha alta de 0,78%, a 4.602,82 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhava 1,38%, para 15.752,27 pontos.

Porto Seguro e Positivo entram na 1ª prévia do Ibovespa (10h32)

A primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa válida para entre janeiro e abril do próximo ano contou com a inclusão das ações da seguradora Porto Seguro e da fabricante de computadores Positivo, segundo dados divulgados pela B3, nesta quarta-feira

A carteira nesta prévia inclui 93 ativos de 89 companhias.

O peso do papel ordinário da Petrobras na primeira prévia ficou praticamente o mesmo ante a carteira atual que vai até o fim de dezembro, em 4,059%. Já no caso do papel PN, o peso subiu de 5,222% para 6,742%. Já Vale passou de 14,478% para 14,829%.

O unit da companhia de meios de pagamentos Getnet, que estreou na B3 em outubro após cisão do Santander Brasil, foi retirado da carteira teórica.

Por volta de 10h25, ações de Positivo subiam 3,6%, de Porto Seguro avançavam 0,4% e de Getnet caíam 1,8%, enquanto o Ibovespa subia 1,2%.

Ações da China fecham em alta com ômicron e política econômica em foco (7h53)

As ações da China fecharam em alta nesta quarta-feira, refletindo avanço dos papéis dos setores imobiliário e de energia, enquanto analistas disseram que a nova variante do coronavírus, ômicron, e uma reunião de dezembro para traçar o curso da economia para o ano que vem estão em foco.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,2%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,4%.

O vice-premiê chinês, Liu He, espera que o crescimento anual deste ano ultrapasse a meta do governo, e a China manterá a continuidade, estabilidade e sustentabilidade da política macro para o próximo ano.

“No curto prazo, temos de prestar atenção em como os governos estrangeiros lidam com a variante ômicron, enquanto, internamente, precisamos nos concentrar em se a Conferência Central de Trabalho Econômico em dezembro irá divulgar mais sinais de flexibilização”, disse Mary Xia, analista de mercado de juros da China na UBS Securities.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,41%, a 27.935 pontos;
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,78%, a 23.658 pontos;
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,36%, a 3.576 pontos;
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,24%, a 4.843 pontos;
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 2,14%, a 2.899 pontos;
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,91%, a 17.585 pontos;
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 1,87%, a 3.098 pontos;
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,28%, a 7.235 pontos.

(Com Reuters e Agência Estado)

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