Atualizado às 17h26

O Ibovespa perdeu fôlego no final da sessão desta quarta-feira (27) e fechou com leve queda de 0,05%, aos 106.363 mil pontos. Ao longo do dia, o indicador foi sustentado pelos balanços positivos de empresas listadas, mas passou a operar entre perdas e ganhos com os investidores atentos à nova taxa básica de juros, que será divulgada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) no final do dia, e à PEC dos Precatórios, em discussão na Câmara dos Deputados.

“O dia parecia que seria novamente ruim para os mercados domésticos, já que logo cedo os mercados no exterior mostravam tendência de queda. O dia foi salvo por resultados divulgados por empresas no exterior e também por aqui, adicionalmente, alterando o comportamento do câmbio e juros. Mas, faltando cerca de uma hora para o encerramento do pregão, a Bovespa voltou ao campo negativo com as preocupações sobre a reunião do Copom aflorando”, analisa Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais.

Empresas como Santander, Gerdau, Marfrig e Banco Inter anunciaram seus resultados do terceiro trimestre e os relatórios agradaram o mercado. Para o Copom, a aposta dos especialistas é de que a taxa seja elevada para, pelo menos, 7,75% ao ano.

“O aumento global dos preços e a indicação do governo de que vai mudar a regra do teto de gastos, elevando a percepção de risco fiscal, tornam a tarefa do Copom de controlar a inflação brasileira mais desafiadora, e os números do IPCA-15 divulgados ontem não ajudaram”, afirma Júlia Aquino, especialista em investimentos da Rico.

A bolsa tende a responder negativamente à perspectiva de juros mais altos no horizonte, entre outras razões, pelo efeito no custo de capital das empresas, além de potencial migração de recursos de renda variável para renda fixa.

“Ainda está muito difícil fazermos uma análise do Ibovespa neste momento”, afirma o BTG Pactual em comentário enviado a clientes da área de gestão de recursos do banco, destacando a extrema volatilidade em alguns ativos.

Em dia de pregão instável, o dólar fechou em baixa de 0,33%, a R$ 5,555. Na máxima da sessão, chegou a R$ 5,593.

Recentes escaladas nas expectativas para os juros básicos têm sido citadas por investidores como possível fator de suporte para a moeda brasileira, uma vez que o maior retorno oferecido no mercado de renda fixa doméstico poderia elevar o ingresso de recursos estrangeiros no país. Ainda assim, muitos ressaltam que as apostas para a taxa Selic refletem grandes riscos inflacionários e fiscais.

Pacheco diz que PEC dos Precatórios terá celeridade no Senado (16h49)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quarta que a PEC dos Precatórios será tratada com agilidade na Casa assim que for votada e encaminhada pela Câmara dos Deputados.

O presidente do Senado defendeu que a solução para os precatórios precisa levar em conta a necessidade de pagá-los, aliada à responsabilidade fiscal e ao respeito ao teto de gastos.

Garantiu, ainda, que tem o compromisso com o Executivo e com a Câmara, de ajudar a encontrar uma solução para o tema.

Pacheco também aproveitou para rebater críticas de que o Senado estaria segurando a votação de um outro projeto de interesse do governo, o da reforma do Imposto de Renda, externadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

O presidente do Senado afirmou que o projeto do IR tem criticas na Casa, mas não está “travado”. Segue, segundo ele, seu trâmite “lógico” e regimental.

Ações de construtoras lideram alta do Ibovespa (15h54)

Os papéis da Eztec sobem 7,68%, em sessão de recuperação do setor imobiliário, e as ações da Cyrela avançam 5,54%.

Já a PetroRio registrava a maior queda do pregão, de 5,01%, seguida da Suzano, que cai 3,90%, em sessão negativa para ações de papel e celulose, assim como de outras empresas relacionadas a commodities.

Ouro fecha em alta, apoiado por queda do dólar e dos juros longos dos Treasuries (15h07)

O contrato futuro de ouro mais ativo fechou em alta nesta quarta-feira ajudado pela enfraquecimento do dólar no mercado internacional e pela queda dos juros longos dos Treasuries.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, o ouro com entrega prevista para dezembro encerrou a sessão com ganho de 0,30%, a US$ 1.798,80 a onça-troy.

Nos últimos dias, o metal precioso tem se mostrado sensível às oscilações dos mercados de renda fixa e câmbio. Como compete com os títulos públicos como reserva de segurança, o ouro tende a se beneficiar em momentos em que os rendimentos estão em baixa.

O analista Carsten Menke, do Julius Baer, explica que os últimos movimentos de retomada do ouro foram abreviados por fatores técnicos. “Os preços começaram quatro períodos de recuperação desde a primavera no Hemisfério Norte, refletindo a fraqueza temporária do dólar americano ou a queda temporária dos rendimentos dos títulos reais dos EUA, mas todos eles encontraram resistência”, lembra.

O especialista entende que, apesar da recente escalada, a inflação global ainda não está em nível alto suficiente para deflagrar uma busca por ouro, como ocorreu durante o ciclo inflacionário dá década de 1970 nos Estados Unidos.

A partir do entendimento de que a tendência é temporária, ele acredita que o ouro deve ficar de lado. “As oscilações de preços de curto prazo e impulsionadas pelo sentimento podem aumentar, mas qualquer recuperação que não seja apoiada por investidores em busca de portos-seguros deve encontrar resistência, enquanto o crescimento global permanecer em modo de recuperação”, conclui.

Investidor ameniza precificações para Copom após estresse nos últimos dias (14h42)

O mercado de renda fixa no Brasil operava com mais calma nesta quarta-feira, com as taxas de DI em firme queda depois de dias seguidos de rali, conforme investidores reavaliavam preços e aparavam cenários extremos antes da decisão do Copom de mais tarde.

O DI janeiro 2023 caía 15,5 pontos-base, a 11,435%. Essa taxa vem de nove sessões consecutivas de alta, período em que saiu de 9,05% e acumulou no pior momento salto de 275 pontos-base.

Esse vencimento tem reagido fortemente aos últimos acontecimentos na seara político-fiscal por concentrar as apostas do mercado para o rumo da taxa de juros entre hoje e o fim de 2022, intervalo para o qual investidores passaram a exigir mais prêmio de risco devido à deterioração das perspectivas para as contas públicas.

Nesse contexto, que piora o cenário para a inflação, várias instituições financeiras passaram a ver nos últimos dias Selic de dois dígitos no ano que vem, com algumas enxergando taxa acima de 11%.

O juro básico está atualmente em 6,25%, e na noite desta quarta-feira o Banco Central deverá anunciar novo aumento na taxa. A dúvida é em que magnitude.

A curva de DI embutia na tarde desta quarta acréscimo de 1,64 ponto percentual nas próximas horas –em linhas gerais, 56% de probabilidade de aumento de 1,75 ponto e 44% de elevação de 1,50 ponto.

A terça-feira terminou com essa precificação acima de 1,80 ponto –ou seja, com pelo menos 20% de probabilidade de um salto de 2 pontos percentuais nos juros.

No mercado de opções digitais na B3, a aposta majoritária (53,1%) era de anúncio de uma Selic de 7,75% nesta noite –portanto, de alta de 1,50 ponto–, com probabilidade um pouco maior do que a do fechamento da véspera (49%).

O segundo cenário mais provável é o de aumento de 2 pontos percentuais do juro –16% de chance, abaixo dos 23% da véspera. Elevações de 1,75 ponto e 1 ponto também estão entre as possibilidades consideradas por investidores nesse mercado.

Já os FRAs de swap DIxPré apontavam Selic perto de 10% ao ano ao longo de janeiro de 2022, com taxa acima dessa linha em fevereiro e chegando a superar 12% nos meses seguintes.

Bolsonaro volta a chamar mercado financeiro de ‘nervosinho’ (14h23)

Depois de o Brasil assistir, na semana passada, a um grande estresse na Bolsa, no dólar e nas negociações de juros com a decisão do governo de alterar o teto de gastos para viabilizar o Auxílio Brasil, o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a chamar o mercado financeiro de “nervosinho”. “Qualquer negocinho aumenta taxa de juros de longo prazo, perde R$ 50 bilhões, é assim que acontece”, afirmou o chefe do Executivo nesta quarta-feira, 27, em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Em seguida, disse estar “completamente engessado” pelo teto de gastos.

Minimizado por Bolsonaro, o “negocinho” foi interpretado por muitos economistas e setores da política como o abandono da âncora fiscal do País para financiar um benefício temporário – o pagamento de R$ 400 do Auxílio Brasil – em ano eleitoral, já que as parcelas majoradas vencerão em dezembro de 2022.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo ignorou sugestões para criar o programa sem mexer no teto.

O chefe do Executivo ainda fez um diagnóstico para a depreciação do real: “Brasil está vivendo uma insegurança jurídica, aí o dólar não baixa”, afirmou, sem considerar o componente político e de incerteza da trajetória fiscal incidente no mercado de câmbio.

Apesar da inflação elevada e do desemprego ainda em níveis preocupantes, Bolsonaro também voltou a defender a política econômica do seu governo, destacando especialmente investimentos feitos em Itaipu e a lucratividade dos Correios. “Correios, ano passado, deram lucro de R$ 1,5 bilhão. E esse ano deve dar de R$ 3 bilhões.”

Eztec e Suzano estão entre os destaques do Ibovespa (13h01)

Eztec avança 4,13%, em sessão de recuperação do setor imobiliários, com o índice do segmento da B3 (IMOB), que também inclui ações de shoppings, subindo 4%.

Banco Inter Unit e Banco Inter PN sobem 2,56% e 2,29%, respectivamente, após o banco reverter prejuízo e lucrar R$ 19,2 milhões no terceiro trimestre, mais do que dobrando a carteira de crédito no período.

Santander cresce 1,54%, após divulgar alta de 12,5% no lucro do terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, com o ROE no melhor patamar histórico.

Petrobras PN avançava 0,63%, apesar da queda do petróleo no exterior. O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar que considera privatizar a empresa e que ela serve para lhe dar “dor de cabeça” e prestar serviço aos acionistas.

Suzano cai 2,95%, em sessão negativa para ações de papel e celulose, assim como de outras empresas relacionadas a commodities. Vale, porém, sobe 0,18%.

Gerdau oscila entre perdas e ganhos, agora com alta de 0,89%, após divulgar um salto de mais de 600% no lucro do terceiro trimestre, para R$ 5,59 bilhões.

Ações de frigoríficos sobem com balanço da Marfrig e exportações para China (12h16)

As ações do setor de frigoríficos estão subindo nesta quarta-feira (27), puxadas pelos resultados positivos da Marfrig no terceiro trimestre e pela possibilidade da China voltar a exportar carne brasileira.

Os papéis da BRF subiam 4,15% por volta das 12h, os da JBS tinham alta de 3,44%, enquanto os da Minerva, avançavam 3,13%. Os da Marfrig evoluíam 2,44%.

Uma matéria divulgada pelo Valor Econômico diz que aduana do porto de Xangai está prestes a liberar a entrada da primeira carga de carne bovina do Brasil na China desde 4 de setembro, data em que começou a valer o embargo chinês.

Além disso, a Marfrig reportou resultados bastante positivos, o que anima o investidor. Um relatório da Genial Investimentos afirma que haviam estimado bons resultados para a empresa, mas que a realidade ficou muito acima das expectativas.

“A empresa tem 71% de sua receita vindo da operação na América do Norte e 89% de sua receita dolarizada, contando vendas no mercado americano e exportações tanto dos EUA quanto do Brasil, fatores que só agregaram para o trimestre memorável do frigorífico”, afirma Adriano Castro, analista do setor de alimentos da Genial Investimentos, em relatório.

A XP afirma, em relatório, que o crescimento da empresa na América Latina foi impulsionado pelo Uruguai, em que as exportações estão sendo beneficiadas pela atual política de exportação da Argentina e das restrições às exportações do Brasil para a China.

“Olhando para o futuro, esperamos que as pressões de custo diminuam no 4T21 e ao longo de 2022, mas o efeito negativo das restrições da China deve se tornar mais aparente, enquanto a demanda doméstica segue incerta”, afirma a XP.

Nasdaq avança após forte previsão da Microsoft (12h08)

O Nasdaq liderava os ganhos entre os principais índices de Wall Street nesta quarta, com uma previsão robusta da Microsoft apoiando o otimismo sobre a temporada de balanços do terceiro trimestre, enquanto uma queda nos preços do petróleo prejudicava papéis de empresas de energia.

Os índices S&P 500 e Dow Jones lutaram por direção durante a primeira hora de negociações, com 7 dos 11 principais índices setoriais do S&P 500 caindo.

A Microsoft saltava 3,6%, depois de prever forte desempenho para o fim do ano, ajudada por suas operações no setor de armazenamento em nuvem. A Alphabet, proprietária do Google, ganhava 3,3%, após divulgar balanço trimestral recorde devido a aumento nas vendas de anúncios.

Suas ações, assim como outros nomes de mega capitalização, como Amazon.com e Tesla, proporcionavam o maior impulso para o Nasdaq.

As preocupações sobre a alta dos preços, impostos corporativos potencialmente mais altos e planos de redução de estímulo do Federal Reserve abalaram os mercados no mês passado, mas balanços otimistas têm ajudado o sentimento em outubro. O S&P 500 e o Dow tocaram máximas históricas nesta semana.

Às 12h03 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,21%, a 35.680 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,06%, a 4.572 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,27%, a 15.276 pontos.

Pressão no dólar dificulta inflação convergir em 2022, diz Levy (11h18)

O avanço do dólar na esteira da incerteza fiscal causada pela quebra do teto de gastos atrapalha a convergência da inflação para 4% em 2022, diz Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda no governo de Dilma Rousseff.

A inflação já atingiu dois dígitos no acumulado em 12 meses no país e o Banco Central busca fazer com que volte para a meta de 3,5% no próximo ano.

O Copom provavelmente elevará a Selic em 1,5 ponto percentual nesta quarta-feira, acelerando o passo em relação à alta anterior de 1 ponto, afirma Levy, que atualmente é diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados do Banco Safra.

Segundo ele, o maior ritmo dos juros é proporcional ao desafio fiscal e também ao resultado da inflação medida pelo IPCA-15 divulgado na terça-feira, que superou todas as expectativas.

A volatilidade vista recentemente no mercado brasileiro é compatível com a perda da âncora do teto de gastos, diz o ex-ministro. Tem sido verificada “certa facilidade” de se criar excepcionalidades ao teto de gastos por meio de emendas constitucionais com pouca contrapartida fiscal, avalia. “É normal que as variáveis financeiras se ajustem um pouco bruscamente.”

O dólar subiu 3,5% na semana passada, fazendo do real a segunda pior moeda emergente no período, após o governo enviar ao Congresso a PEC dos precatórios com uma revisão da regra do teto de gastos para acomodar o novo programa social do governo, de R$ 400,00 por mês.

Ao mesmo tempo, os juros futuros dispararam com apostas de que o Banco Central terá de ampliar o aperto monetário para conter a piora das expectativas inflacionárias.

Além da piora da trajetória da dívida pública, as indicações são de que o crescimento do PIB migrará para perto de 1% no próximo ano, passado o efeito imediato do estímulo fiscal de quase R$ 1 trilhão dado em 2020, diz Levy.

Segundo o ex-ministro, o país precisa enfrentar os problemas sociais de maneira sistemática, com estudos que ancorem do ponto de vista fiscal os programas que venham a ser adotados.

“Só assim é possível esperar atender as enormes demandas da saúde, educação e sustento dos mais vulneráveis com um mínimo de sucesso e respeitando a limitação de recursos que está evidente a todos.”

Desemprego fica em 13,2% em agosto, aponta IBGE (9h14)

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,2% no trimestre encerrado em agosto, informou nesta quarta-feira (27) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação à taxa de desemprego dos três meses anteriores (13,7%).

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em junho, a taxa de desemprego ficou em 13,7%, atingindo 14,1 milhões de pessoas.

Confiança da indústria no Brasil cai em outubro pelo 3° mês consecutivo (8h26)

A confiança da indústria no Brasil caiu pelo terceiro mês consecutivo em outubro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, com incertezas em várias frentes afetando a percepção dos empresários tanto sobre o momento atual quanto sobre o futuro do setor.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 1,2 ponto, a 105,2 pontos, sua terceira queda mensal consecutiva. Apesar da leitura negativa, o ICI continua acima de patamares pré-pandemia.

Lucro do Santander sobe 12,5% e é de R$ 4,3 bi no 3º trimestre (7h27)

Santander Brasil teve lucro líquido gerencial (que desconsidera o ágio de aquisições) de R$ 4,340 bilhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 12,5% em um ano e de 4,1% em um trimestre, de acordo com resultados publicados pelo banco na madrugada desta quarta-feira, 27.

No período de três meses encerrado em setembro, a carteira de crédito ampliada do Santander foi a R$ 526,488 bilhões, alta de 13,1% na comparação anual. Em relação ao segundo trimestre, houve alta de 3,2%. Em base anual, o crédito à pessoa física (+21,3%), e a pequenas e médias empresas (+17,3%) impulsionaram o crescimento.

Investidor estrangeiro retirou R$ 506 milhões da B3 no dia 25 de outubro (7h19)

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 506,903 milhões da B3 na sessão de segunda-feira (25), quando o Ibovespa recuperou as consecutivas perdas da semana passada e encerrou o dia em alta de 2,28%, aos 108.714,55 pontos, com giro financeiro de R$ 37,9 bilhões.

Rumores de que o governo estuda vender ações e perder maioria na Petrobras contribuíram para que as ações da empresa acentuassem a alta depois do meio da tarde, levando o Ibovespa acima dos 109 mil pontos nos melhores momentos do primeiro pregão da semana.

O montante é resultado de compras em R$ 326,383 bilhões e vendas em 315,190 bilhões. Em outubro, o valor está positivo em R$ 11,193 bilhões. No acumulado do ano, o fluxo é de entrada de R$ 53,460 bilhões.

Bolsas da Ásia fecham em baixa, com ações caindo nos setores de carvão e tecnologia (7h09)

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, 27, em meio a uma forte queda de ações de produtoras de carvão negociadas na China continental e de empresas de tecnologia listadas em Hong Kong.

Nos mercados chineses, o índice Xangai Composto recuou 0,98%, a 3.562,31 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,11%, a 2.397,51 pontos. Temores de que Pequim tome medidas para tentar estabilizar os preços do carvão no longo prazo derrubaram os papéis de companhias do setor, como Yanzhou Coal (-8,4%), China Shenhua Energy (-4%) e China Coal Energy (-4,7%).

Em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 1,57%, a 25.628,74 pontos, pressionado por gigantes da tecnologia chinesa cujos ADRs tiveram fraco desempenho ontem em Nova York, segundo a KGI Securities. Nos negócios de Hong Kong, a ação do Alibaba caiu 2,95%, enquanto a da Tencent cedeu 2,99% e a da Meituan sofreu um tombo de 5,09%.

Em outras parte da Ásia, o japonês Nikkei terminou o dia em baixa marginal de 0,03% em Tóquio, a 29.098,24 pontos, e o sul-coreano Kospi caiu 0,77% em Seul, a 3.025,49 pontos. Exceção, o Taiex subiu 0,24% em Taiwan, a 17.074,55 pontos.

Com o predomínio do mau humor na região asiática, ficaram em segundo plano dados encorajadores que mostraram aceleração nos lucros do setor industrial chinês.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou pressionada após pesquisa revelar que a inflação doméstica atingiu o maior nível desde 2015. O S&P/ASX 200 teve ligeira alta de 0,07% hoje, a 7.448,70 pontos, apagando a maior parte dos ganhos de mais cedo no pregão.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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