Atualizado às 18h

O Ibovespa teve um dia positivo nesta quarta-feira (13), seguindo a tendência global de maior apetite por risco e apoiado sobretudo em ações ligadas ao mercado doméstico.

O índice subiu 1,14%, aos 113.455 pontos, montado principalmente sobre ações de empresas de consumo, construtoras e varejistas eletrônicas.

A valorização do principal indicador da bolsa brasileira teve suporte de ganhos de ações que vinham sendo bastante pressionadas nas últimas semanas, como de empresas baseadas em alto crescimento (Banco Inter PN, +8,71% e Banco Pan, +9,68%) ou ligadas a consumo (Lojas Renner, +2,60%, Natura, +3,39% e Americanas, +3,08%).

Em contrapartida, os papéis ligados ao minério de ferro, como Vale e siderúrgicas, recuaram. Vale caiu 2,96%, CSN perdeu 2,31% e Usiminas retrocedeu 1,33%.

E o dólar? O dólar à vista caiu 0,55%, a R$ 5,508 na venda, maior desvalorização percentual diária desde o dia 1º deste mês (-1,47%). A baixa significativa veio por uma intervenção surpresa do Banco Central no mercado de câmbio, quando o real liderava as perdas entre os pares globais, passando de R$ 5,57.

Ainda assim, a cotação encerrou acima da linha psicológica de R$ 5,50, tida como um termômetro de maior aversão a risco depois de eventos recentes que catapultaram a moeda acima desse patamar.

Ao longo da jornada, a divisa oscilou de R$ 5,5743 (+0,65%) a R$ 5,4997 (-0,70%). Pouco antes das 15h, quando o dólar havia batido R$ 5,57, o Banco Central anunciou um leilão de contratos de swap cambial (que funciona como uma venda de dólares no mercado de dólar futuro). O mercado repercutiu imediatamente e fez uma liquidação de dólares, levando a moeda à mínima intradiária de R$ 5,4997, queda de 0,70%.

Segundo um analista de câmbio de um banco estrangeiro, a queda livre do dólar na sequência se deveu ao “efeito surpresa” da operação e ao lote maior de swaps, o que acabou pegando o mercado no contrapé e forçou uma virada de mão dos “comprados” em dólar.

Profissionais não souberam apontar uma razão específica para a performance isoladamente mais fraca do real durante parte da sessão, mas lembraram que a moeda está numa espiral de pessimismo que fez mesmo especuladores estrangeiros virarem de mão e passarem a apostar contra.

O risco interno ligado à política fiscal, o cenário de inflação bastante pressionada e a derrocada nas projeções de crescimento para 2022, ano eleitoral, compõem um quadro negativo para a taxa de câmbio num momento em que a possibilidade de aperto monetário nos EUA e problemas na China causam chacoalhões nos mercados emergentes.

Ações dos bancos Inter e Pan sobem impulsionadas por valorização de papéis de tecnologia de Wall Street (16h16)

As ações dos banco Inter e Pan estavam entre as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (13), se recuperando das últimas quedas. O resultado é puxado pela valorização dos papéis de tecnologia em Wall Street.

Às 16h08, as ações do Pan subiam 10,10%. Já as do banco Inter giravam na casa dos 8%: as units subiam 8,08% e, as preferenciais, 8,12%.

Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta, com indicadores mistos (14h06)

As bolsas europeias fecharam na maioria em alta nesta quarta-feira. Investidores pesaram dados positivos da economia da China, além de indicadores mistos de economias do Velho Continente. A maior parte dos índices sustentou avanços mesmo com o fraco desempenho dos bancos europeus nesta quarta, em meio ao avanço da inflação nos EUA em setembro.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,70%, aos 460,39 pontos. O avanço anual acima do previsto das exportações da China em setembro deu fôlego ao sentimento por risco de operadores na Europa nesta quarta. Segundo a Administração Geral Aduaneira do país, o superávit da balança comercial chinesa foi de US$ 66,76 bilhões no mês, o que também superou a estimativa do mercado.

A temporada de balanços corporativos também impulsionou os índices, após bons resultados de empresas como a alemã SAP (+3,90%) e a francesa Louis Vuitton (+3,16%).

No cenário doméstico, a produção industrial da zona do euro recuou 1,6% entre julho e agosto, 0,1 ponto porcentual a menos que o esperado, devido aos gargalos na cadeia produtiva, que podem piorar diante da crise energética no Velho Continente, de acordo com a Pantheon Macroeconomics. Já o desempenho da manufatura britânica superou as estimativas ao avançar 0,8% no mesmo período.

  • Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,16%, aos 7.141,82 pontos;
  • O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou com ganhos de 0,68%, aos 15.249,38 pontos;
  • Índice CAC, em Paris, 40 fechou em alta de 0,75%, aos 6.597,38 pontos;
  • O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, acumulou ganhos de 0,56%, aos 5.593,36 pontos;
  • FTSE MIB, de Milão, recuou 0,12%, aos 25.958,69 pontos;
  • IBEX 35, de Madri, , caiu 0,59%, aos 8.883,50 pontos.

Dólar beira os R$ 5,55 com mercado de olho em política monetária dos EUA (13h11)

O dólar ronda a faixa dos R$ 5,55, com a política monetária dos Estados Unidos em foco após dados de inflação norte-americanos mais fortes do que o esperado (o IPC americano subiu 0,4% no mês passado, ante 0,3% das projeções) e antes da ata da última reunião do Federal Reserve.

“Ainda que alguns analistas considerem que os dados (dos EUA) estão mostrando um comportamento misto, nossa avaliação é que, pelo menos até o momento, eles dão suporte ao início da redução da compra de ativos por parte do Fed”, disseram em nota analistas da Genial Investimentos.

A perspectiva de reversão iminente das medidas que sustentaram os mercados financeiros globais durante a crise da pandemia e a antecipação das apostas de elevação de juros nos EUA – à medida que a inflação segue alta – tende a beneficiar o dólar, uma vez que pode redirecionar recursos para os Estados Unidos, país considerado opção segura para investimentos.

Na última sessão, na segunda-feira, o dólar à vista teve alta de 0,42%, a R$ 5,5384, máxima desde 20 de abril. Até agora no mês de outubro, a divisa norte-americana já sobe 1,5% contra o real. Em relação à mínima deste ano, de R$ 4,9062, atingida em 24 de junho, o dólar acumula alta de quase 13%.

Além de fatores internacionais de impulso para o dólar, investidores apontam incertezas políticas e fiscais domésticas como fatores que explicam a depreciação da moeda brasileira para os patamares atuais, bem como a percepção de que o Banco Central não tem combatido a inflação local com a agressividade necessária.

A taxa Selic está atualmente em 6,25% ao ano, depois de elevação de 1 ponto percentual no último encontro da autarquia. Antes da reunião de política monetária de setembro, alguns operadores chegaram a precificar aumento de até 1,5 ponto.

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, afirmou nesta quarta-feira que o ajuste de 1 ponto na Selic sinalizado pelo BC para o ciclo de aperto monetário não é um compromisso e pode mudar dependendo das condições, citando como risco uma mudança muito grande no regime fiscal.

Ibovespa segue positivo, mas Vale e bancos limitam ganhos (13h02)

O Ibovespa se sustenta no azul, mas a influência positiva das bolsas do exterior é mitigada por perdas das ações de maior relevância na carteira, como Vale, siderúrgicas e os grandes bancos.

Entre os destaques do pregão, Pão de Açúcar salta 7,10%, Lojas Renner cresce 3,72% e Americanas sobe 3,17%, com investidores fazendo compras selecionadas de papéis que caíram forte nas últimas semanas, em meio à expectativa de que a alta dos juros esfrie o consumo.

Banco Inter PN cresce 4,62% e Banco Pan sobe 5,60%%, também se recuperando após uma derrocada recente, agora na trilha da recuperação de empresas de tecnologia em Wall Street.

BR Malls tem acréscimo de 3,49%, MRV é incrementada em 4,23% e Cyrela sobe 3,10%, a exemplo das ações de varejo, experimentando uma reação.

Na outra ponta, Vale cai 1,90%, na maior baixa do índice neste momento, após a China informar que suas importações de minério de ferro caíram 1,9% em setembro em relação ao mês anterior.

PetroRio perde 0,72%, numa pausa após uma escalada de 44% desde meados de setembro até segunda-feira passada.

Santander recua 0,17% e Bradesco cai 0,11%. O diretor de regulação do Banco Central, Otavio Damaso, disse nesta manhã que os bancos deveriam distribuir um volume mais conservador de dividendos em 2021 dadas as incertezas econômicas domésticas e globais. Itaú e Banco do Brasil já reagiram e operam em alta (0,33% e 0,42%, respectivamente).

Wall Street abre em alta, com força de empresas de tecnologia (11h)

Os principais índices de Wall Street subiam na abertura, com ganhos nas ações de tecnologia impulsionando o Nasdaq, com investidores dando de ombros para forte alta mensal nos preços ao consumidor dos Estados Unidos.

O Dow Jones Industrial Average tinha variação negativa de 0,02%, a 34.372,71 pontos. O S&P 500 tinha alta de 0,17%, a 4,358.01 pontos, enquanto o Nasdaq ganhava 0,49%, a 14,537.17 pontos.

Preços ao consumidor nos EUA sobem com força em setembro (9h58)

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos aumentaram com força em setembro e devem subir ainda mais nos próximos meses em meio a uma alta nos custos dos produtos de energia, o que lançaria dúvidas sobre a visão do Federal Reserve de que o aumento da inflação é transitório.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% no mês passado, após alta de 0,3% em agosto, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta. Nos 12 meses até setembro, o índice aumentou 5,4%, após avançar 5,3% em agosto ante o ano anterior.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice teve alta de 0,2%, após avanço de 0,1% em agosto, o menor ganho em seis meses. O chamado núcleo da inflação subiu 4,0% em uma base anual, após alta de 4,0% em agosto.

Economistas consultados pela Reuters projetavam alta de 0,3% do índice geral e 0,2% do núcleo.

Opep corta previsão de oferta de petróleo no Brasil em 2021, para 3,72 mi de bpd (8h36)

Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduziu a previsão para a oferta brasileira da commodity este ano, de 3,74 milhões de barris por dia (bpd) a 3,72 milhões de bpd. Se confirmado, o resultado equivaleria a um aumento de 50 mil bpd em relação a 2020.

Segundo o cartel, o corte da previsão acontece após a queda da oferta em agosto, de 50 mil bpd, a 3 milhões de bpd, apesar do início da produção no campo Sepia, em Santos. O grupo explica que a paralisação em outros campos, para manutenção e regulações sanitárias, forçaram a diminuição da oferta. A Opep lembra ainda que a produção na plataforma P-80 FPSO, em Búzios, só será retomada em 2022.

Para 2022, a previsão é de que a produção da commodity no Brasil suba a 3,95 milhões de bpd. A expectativa é de que o oferta se eleve devido a dois novos projetos, o campo Mero-1 (Guanabara), que estava inicialmente planejado para começar em 2021, e o Peregrino-Fase 2.

Bolsas asiáticas fecham sem direção única nesta quarta (8h05)

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta após fortes dados chineses de exportação e à espera de novos números de inflação e balanços corporativos dos EUA. Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,42%, a 3.561,76 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,29%, a 2.394,39 pontos. As exportações chinesas superaram as expectativas em setembro, com um salto anual de 28,1%.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,32% em Tóquio, a 28.140,28 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi se valorizou 0,96% em Seul, a 2.944,41 pontos, e o Taiex recuou 0,70% em Taiwan, a 16.347,99 pontos. Em Hong Kong, o pregão de hoje foi cancelado devido a um alerta de tufão.

O desempenho misto na região asiática precede também a publicação de novos dados da inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, que está numa trajetória de forte alta e gera temores de aperto monetário, e o início de mais uma temporada de balanços trimestrais de empresas e bancos americanos. Em dia de cautela, as bolsas de Nova York tiveram modestas perdas ontem.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou em leve baixa nesta quarta, depois de oscilar em torno da estabilidade ao longo da sessão. O S&P/ASX 200 caiu 0,11% em Sydney, a 7.272,50 pontos. (Com informações da Dow Jones Newswires).

(Com Reuters e Agência Estado)

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