Atualizado às 18h03

Depois de abrir a sessão entre perdas e ganhos e apontar para uma alta mais consistente, o Ibovespa fechou com alta de 0,50%, aos 108.095 pontos, de acordo com dados preliminares. Esta é a quinta alta consecutiva do índice e maior nível de fechamento desde o fim de outubro.

A alta foi motivada pela notícia positiva de vacina relacionada à variante ômicron e da promulgação de trechos da PEC dos Precatórios.

O mercado aguarda agora a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) para a Selic. A expectativa do mercado é de que a taxa suba de 7,75% para 9,25% ao ano.

com dado abaixo do esperado de vendas no varejo contrapondo o acordo no Congresso para promulgação de trechos da PEC dos Precatórios.

“O dia foi bem mais comportado nos mercados de risco do mundo. Na Europa e parcialmente nos EUA, foi interrompida a boa sequência de recuperação. Aqui, tivemos alguns momentos de inversão para negativo, mas passamos boa parte do dia no campo positivo, e Ibovespa engatando o quinto pregão de alta consecutiva. Aqui, algum alivio com a promulgação da PEC fatiada dos precatórios fez a diferença e, no mundo, preocupações com a variante ômicron da covid-19”, afirma Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais.

Os investidores também aguardam a decisão do Copom para a Selic e o comunicado, que serão divulgados no final do dia. O mercado espera que o colegiado aumente a Selic em 1,5 ponto percentual, para 9,25% ao ano.

Mais do que o ajuste nos juros em si, o comunicado da autarquia deve concentrar o foco de investidores nesta quarta, conforme especialistas especulam sobre possíveis indicações de alteração no ritmo de aperto monetário para as próximas reuniões do Copom, em meio a sinais recentes de desaceleração da atividade.

“Cresceram os riscos baixistas para a inflação futura, diante da desaceleração da atividade econômica e do arrefecimento dos preços internacionais de commodities, que já se refletiu nos preços do atacado”, escreveram economistas do Bradesco em relatório.

E o dólar? A moeda norte-americana fechou com queda de 1,49%, a R$ 5,534, derrubado pela expectativa de juros mais altos no Brasil e por algum alívio fiscal após acordo no Congresso para fatiar a PEC dos Precatórios, refletindo ainda a redução de temores sobre a variante ômicron do coronavírus.

A moeda chegou ao menor patamar para encerramento desde 17 de novembro (R$ 5,5264) e teve o pior desempenho diário desde 11 de novembro (-1,80%). Na véspera, a moeda já havia registrado queda de 1,27%.

Alexandre Almeida, economista da CM Capital, atribuiu as máximas do pregão à notícia de que as vendas no varejo brasileiro caíram 0,1% em outubro, contrariando expectativa de alta em relação ao mês anterior e endossando preocupação nos mercados sobre o desempenho da atividade doméstica.

Ele lembrou que investidores já haviam ficado decepcionados na semana passada por dados ligeiramente piores do que o esperado sobre o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, que recuou 0,1% no terceiro trimestre, deixando a economia em recessão técnica.

Com os dados piores do que o esperado dividindo os holofotes com o encontro do Copom “devemos ter volatilidade ao longo do dia”, com o dólar oscilando entre perdas e ganhos, disse Almeida.

Para Guedes, BC agiu rápido para enfrentar a alta da inflação (17h30)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta quarta-feira, 8, que o Banco Central agiu rápido para enfrentar a alta da inflação que, repetiu ele, tem subido no mundo todo. “Eu acho que vamos controlar a inflação antes dos países mais avançados. A inflação será um grande problema para o mundo nos próximos dez anos, mas o Brasil está institucionalmente equipado para combatê-la mais rápido”, afirmou, em participação virtual em evento da Apex em Miami, pela manhã. A gravação do evento só foi disponibilizada no período da tarde.

Para Guedes, a inflação deve continuar subindo nos Estados Unidos com a aposentadoria da geração “baby boomer” e com os fluxos financeiros chineses retornando para a China.

“O Fed deve acordar, porque esteve dormindo e a inflação será maior e vai durar nos EUA”, completou o ministro da Economia.

Bolsas europeias fecham em baixa, com novas preocupações com a Ômicron (14h33)

As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta quarta-feira, 8, com investidores renovando temores acerca da variante Ômicron do coronavírus, e a perspectiva de que mais restrições sejam adotadas no continente por conta de sua disseminação. O movimento vem também após duas sessões de ganhos das praças europeias nesta semana.

De acordo com o Financial Times, o governo do Reino Unido deve restringir a circulação de pessoas não vacinadas contra a covid-19 em face da nova cepa.

Segundo o analista Michael Hewson, da CMC Markets, a notícia ajudou a piorar o sentimento por risco, que já era fraco após estudos preliminares conduzidos na África do Sul apontarem para uma eficácia menor da vacina da Pfizer contra a Ômicron.

A informação, divulgada pela própria empresa, de que um regime com três doses retém a eficácia do imunizante deu algum fôlego para as bolsas europeias, diz Hewson, mas não o suficiente para impedir a queda desta quarta-feira.

Neste contexto, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,59%, aos 477,36 pontos, enquanto o londrino FTSE 100 recuou 0,03%, aos 7.337,35 pontos, após passar a maior parte do dia em alta. Ações de empresas do setor aéreo, como a Ryanair (-3,34%), contribuíram para a queda em Londres.

Na Alemanha, o índice DAX, de Frankfurt, cedeu 0,80%, aos 15.687,09 pontos. Nesta quarta, o Parlamento do país elegeu Olaf Scholz como o novo chanceler alemão, encerrando oficialmente o período de 16 anos em que Angela Merkel administrou a maior economia da Europa.

Em Paris, o índice CAC 40 fechou na mínima diária, com recuo de 0,72%, aos 7.014,57 pontos. Situação similar ocorreu em Milão, onde o FTSE MIB encerrou o pregão no menor nível intraday, em queda de 1,42%, aos 26.751,93 pontos.

Além da Ômicron, investidores observaram comentários de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) acerca de riscos ao sistema financeiro na zona do euro. Presidente da entidade, Christine Lagarde destacou mudanças climáticas e ataques cibernéticos como os principais riscos, enquanto o vice-presidente Luis de Guindos mostrou preocupação quanto à alavancagem no setor financeiro não bancário.

Já a dirigente do banco Isabel Schnabel notou que há pouca agilidade e alcance na adoção de políticas macroprundeciais na região. Segundo ela, um aperto das condições financeiras poderia frear a recuperação do bloco, ao mesmo tempo em que não alivia as pressões nos preços no curto prazo. Guindos, por outro lado, disse que o cenário de alta inflação pode durar mais do que o esperado inicialmente.

Por fim, nas praças ibéricas, o PSI 20 recuou 0,97% em Lisboa, aos 5.513,40 pontos, e o madrilenho Ibex 35 caiu 0,95%, aos 8.478,40 pontos.

Receios sobre Ômicron limitam Wall St apesar de notícia positiva sobre vacina (13h13)

As ações dos EUA lutavam por direção nas voláteis negociações desta quarta-feira, enquanto investidores digeriam uma nova atualização sobre a vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19, ao mesmo tempo que a altamente contagiosa variante Ômicron desestimulava apostas maiores do mercado. Pfizer e BioNTech disseram que um esquema de três doses de seu imunizante contra a Covid-19 demonstrou, em teste de laboratório, efeito neutralizante contra a nova cepa do coronavírus.

As ações de viagens se recuperavam, com o índice S&P 1500 Airlines em alta de 3,7%, enquanto a Norwegian Cruise Line liderava os ganhos entre operadoras de navios de cruzeiro. Nove dos 11 principais índices setoriais do S&P 500 tinham alta, enquanto o Nasdaq, com forte peso de ações de tecnologia, lutava por direção. As ações de tecnologia –consideradas de crescimento e que vêm em alta desde o início da semana– devolveram parte dos ganhos da abertura.

Às 13:01 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,29%, a 35.616,07 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,10%, a 4.682,11 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuava 0,08%, a 15.675,04 pontos.

JPMorgan diz que 2022 será ano de recuperação global completa (12h15)

O banco de investimento norte-americano JPMorgan previu nesta quarta-feira que 2022 será o ano que marcará o fim da pandemia de coronavírus e verá uma recuperação econômica global completa.

O relatório de perspectivas do banco para o próximo ano diz que as novas vacinas e terapias resultarão em uma “forte recuperação cíclica, um retorno da mobilidade global e uma liberação da demanda reprimida dos consumidores”.

Marko Kolanovic, estrategista-chefe de mercados globais e um dos líderes de pesquisa global do JP Morgan, disse que o banco prevê alta do índice S&P 500 dos Estados Unidos de quase 8%, a 5.050 pontos, salto de 18% nas ações de mercados emergentes e rendimentos do Treasury de dez anos –importante parâmetro dos custos globais de empréstimos– em alta para 2,25% até o fim de 2022.

“Nossa visão é que 2022 será o ano de uma recuperação global completa, do fim da pandemia e de um retorno às condições econômicas e de mercado normais que tínhamos antes do surto de Covid-19”, disse Kolanovic.

Índice europeu ronda estabilidade após dois dias de fortes ganhos (9h10)

As ações europeias rondavam estabilidade nesta quarta-feira, após registrarem seu mais forte ganho em dois dias em mais de um ano, com setores defensivos na liderança, enquanto investidores avaliavam a eficácia das vacinas existentes contra a variante Ômicron do coronavírus.

Às 7:41 (horário de Brasília), o índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,01%, a 480,24 pontos. O índice saltou 3,8% nos últimos dois dias.

As ações listadas em Frankfurt da BioNTech, que fabrica as vacinas da Covid-19 em parceria com a Pfizer, caíam 6,3%, depois de um estudo mostrar que a variante Ômicron pode escapar parcialmente da proteção de duas doses de seu imunizante.

Setores considerados mais estáveis em épocas de incerteza econômica, como saúde, alimentos e bebidas e serviços públicos, estavam entre os principais ganhadores do dia.

“A evidência está começando a ficar clara de que é uma variante que é mais transmissível, mas menos prejudicial”, disse Keith Temperton, operador de vendas da Forte Securities.

  • Em Londres, o índice Financial Times avançava 0,35%, a 7.365,36 pontos;
  • Em Frankfurt, o índice DAX caía 0,42%, a 15.748,28 pontos;
  • Em Paris, o índice CAC-40 perdia 0,21%, a 7.050,73 pontos;
  • Em Milão, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de 0,62%, a 26.970,74 pontos;
  • Em Madri, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,72%, a 8.497,50 pontos;
  • Em Lisboa, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,17%, a 5.558,13 pontos.

Vendas do comércio recuam pelo terceiro mês consecutivo (9h)

As vendas do comércio varejista caíram 0,1% em outubro, na comparação com setembro, na terceira retração mensal consecutiva, fechando o trimestre encerrado em outubro com queda de 1,8%, segundo dados divulgados pelo IBGE  nesta quarta (8). Com esse resultado, o varejo encontra-se 6,4% abaixo do patamar recorde, alcançado em outubro de 2020.

Na comparação com outubro do ano passado, a queda foi de 7,1%. No acumulado do ano, o comércio tem alta de 2,6%. Nos últimos 12 meses, a alta registrada é também de 2,6%.

Em dia de Copom, servidores do BC marcam paralisação contra reforma administrativa (8h55)

Em dia de decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, os servidores da autoridade monetária marcaram uma paralisação de duas horas. O ato está previsto para acontecer entre 15h e 17h, poucas horas antes do anúncio da nova taxa de juros, que acontece após o fechamento do mercado.

O protesto, segundo o Sinal (sindicato dos funcionários do BC), é contra a PEC 32 da reforma administrativa.

Governo edita MP para garantir Auxílio Brasil de R$400 em dezembro (8h50)

O governo Bolsonaro publicou hoje uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) com o texto da Medida Provisória que antecipa o pagamento do novo valor do Auxílio Brasil – programa social de distribuição de renda que substitui o antigo Bolsa Família.

O instrumento cria um benefício extraordinário que complementa as parcelas já previstas do Auxílio Brasil para o valor de R$ 400 divulgado pelo governo. A manobra ocorre devido à necessidade de promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que deverá ser fatiada e que possibilitará a alocação de recursos para o pagamento integral do Auxílio Brasil.

Marisa Lojas aprova emissão de até R$ 250 milhões em ações (8h47)

A rede de varejo Marisa Lojas anunciou nesta quarta-feira que seu conselho de administração aprovou operação de aumento de capital mediante emissão de entre R$ 90 milhões e R$ 250 milhões em ações.

A companhia afirmou que a operação foi aprovada em 3 de dezembro e que compreende a emissão de até 81,2 milhões de ações a um preço por papel de 3,08 reais. A ação fechou na terça-feira a 4,17 reais. Os acionistas do grupo de controle comprometeram-se a participar da operação no valor total de 90 milhões de reais.

A empresa afirmou que os participantes da operação terão direito a bônus de subscrição para cada papel adquirido. Cada bônus dá direito à 0,85 ação ordinária, ao preço de exercício de 3,62 reais. Os bônus poderão ser exercíveis entre 15 de setembro e 15 de novembro de 2022, informou a companhia em fato relevante.

Os atuais acionistas poderão exercer direito de preferência na subscrição das novas ações emitidas, no percentual de 31,04% sobre a posição acionária que possuírem no fechamento do pregão de 10 de dezembro. O período para o exercício é de entre 13 de dezembro e 11 de janeiro de 2022.

Bolsas da Ásia fecham em alta, após pregão firme em Wall Street, de olho na Ômicro (7h22)

As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta quarta-feira, 8, um dia após um pregão firme em Wall Street. Investidores digeriram o noticiário sobre a variante Ômicron do coronavírus e deixaram de lado as persistentes incertezas sobre a crise de liquidez no mercado imobiliário da China.

Pesquisadores na África do Sul concluíram que a Ômicron consegue ser mais resistente à imunidade produzida pela vacina da Pfizer do que outras cepas. No entanto, o principal assessor médico da Casa Branca, Anthony Fauci, reiterou que a nova versão do vírus tende a provocar casos leves da doença.

Em Tóquio, o índice Nikkei encerrou a sessão com ganho de 1,42%, a 28.860,62 pontos. Entre os destaques, o papel da Chugai Pharmaceutical saltou 6,78%, após a União Europeia aprovar o uso do medicamento Actemra da farmacêutica no tratamento da covid-19.

Na Coreia do Sul, o Kospi ganhou 0,34%, a 3.001,80 pontos, na Bolsa de Seul. Os ganhos, no entanto, foram limitados pela notícia de que o país registrou 7,1 mil casos de coronavírus em um dia, o maior número diário desde o início da pandemia.

Na China, Xangai se elevou 1,18%, a 3.637,57 pontos, enquanto Shenzhen, menos abrangente, subiu 1,77%, a 2.521,29 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Sang teve valorização mais tímida, de 0,06%, a 23.996,87 pontos.

A ação da Evergrande desabou 5,46%, diante de sinais de que a incorporadora não terá recursos para cumprir obrigações financeiras. As negociações dos papéis da Kaisa, também no setor imobiliário, foram suspensas após a empresa perder o prazo de pagamento de títulos.

O índice Taiex, de Taiwan, aumentou 0,20%, a 17.832,42 pontos. Já na Oceania, o S&P/ASX 200 registrou avanço de 1,25%, a 7.405,40 pontos, em Sydney.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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