Atualizado às 17h49

Depois do tombo de 3,05% de ontem, o Ibovespa viveu um dia de comedida recuperação nesta quarta (29) e fechou em alta de 0,89%, aos 111.106,83, de acordo com dados preliminares. Foi um bem-vindo respiro ao índice, um dia após ter atingido a segunda pior marca em 2021. Os investidores da bolsa paulista deixaram momentaneamente em segundo plano temores com a escalada global dos preços de energia, além de receios com China e Estados Unidos, e voltaram a comprar ações, apoiados em dados econômicos positivos no Brasil.

“O IGP-M mensal veio melhor do que o projetado, com queda de 0,64%, tivemos resultados de superávit em agosto e queda da dívida líquida, o que significa um aumento da arrecadação e um gasto mais controlado, pelo menos temporariamente. Também tivemos o Caged, que mostra que o Brasil registrou mais de 370 mil vagas formais em agosto, também acima do esperado”, enumera Helder Wakabayashi, especialista em finanças da Toro Investimentos.

Outro motor importante dessa recuperação foram as ações ligadas a commodities, que contaram com um empurrãozinho da China. A Evergrande anunciou a venda de cerca de 20% no Shengjing Bank para captar US$ 1,55 bilhão e reduziu o temor de crise imobiliária no país. Isso permitiu a recuperação de ações de exportadoras de commodities para aquele mercado, como empresas brasileiras de metais.

Ao mesmo tempo, a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também deu estímulo para a busca de ativos de maior risco, após o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, dizer que não espera aumentos de juros no país antes do fim de 2022 ou começo de 2023.

“Esse apetite por risco aumentado pelo mundo também ajudou na bolsa brasileira”, afirma o analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora.

Os destaques positivos do dia ficaram com Braskem (+9,06%), JBS (+6,22%) e Usiminas (+6,15%). Na outra ponta, está o Banco Inter, que liderou as perdas com suas ações preferenciais (-3,70%) e units (-2,84%), seguido por Weg (-1,97%).

O que aconteceu com o dólar? O dólar fechou em ligeira alta, de 0,06%, a R$ 5,430, depois de oscilar entre altas e quedas ao longo do dia. Essa movimentação tímida vem depois de uma sessão difícil para os ativos arriscados globais na terça (29), quando expectativas de redução do estímulo do Federal Reserve, temores sobre o crescimento global e a crise energética da China elevaram a busca por segurança.  “Vem se formando essa tempestade perfeita” que explica os atuais patamares elevados do dólar, diz Wakabayashi.

Entre os fatores externos que mais colaboraram para esse movimento recente de apreciação, ele chamou a atenção para a sinalização do banco central dos EUA de que pode dar início aos cortes em suas compras de títulos já em novembro, o que tem impulsionado os rendimentos norte-americanos nos últimos dias. Isso dá suporte ao dólar internacionalmente.

Wakabayashi acredita que o dólar deve seguir em patamares elevados no curto prazo e encerrar o ano próximo dos R$ 5,20 a R$ 5,30, uma vez que o ambiente doméstico também é fator de preocupação.

Em meio a persistentes incertezas fiscais, lideranças da Câmara dos Deputados e governo já discutem a eventual prorrogação do auxílio emergencial, conforme o Executivo Federal busca uma solução orçamentária para criar o programa social substituto do Bolsa Família, o Auxílio Brasil.

Além disso, a incerteza política deve ganhar cada vez mais força à medida que o ano eleitoral de 2022 – que deve contar com uma disputa polarizada pela Presidência – se aproxima, enquanto as pressões inflacionárias crescentes também ficam no radar.

Wall Street fecha em alta em meio a preocupações com inflação e debate sobre teto da dívida (17h21)

Wall Street fechou o pregão desta quarta-feira em território mais firme, em uma recuperação parcial da ampla liquidação do dia anterior, com comentários do chefe do banco central norte-americano, Jerome Powell, e o debate em curso sobre o teto da dívida limitando os ganhos.

Os índices S&P 500 e Dow Jones avançaram, mas o Nasdaq Composite fechou em baixa, com a interrupção da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. Setores defensivos assumiram a liderança conforme investidores buscaram estabilidade no volátil mercado.

“A mesma história que temos visto por algumas semanas”, disse Oliver Pursche, vice-presidente sênior da Wealthspire Advisors, em Nova York.

“Os investidores estão preocupados com três coisas: a eventual redução das compras de títulos pelo Fed, a inflação persistente, com o chair Powell dizendo que vai durar mais do que o inicialmente esperado, e a questão do teto da dívida que o Congresso está enfrentando.”

Powell, falando em um evento do Banco Central Europeu (BCE), expressou frustração com os problemas persistentes da cadeia de suprimentos que podem manter a inflação elevada por mais tempo do que o esperado.

Segundo dados preliminares, o Dow Jones subiu 0,27%, para 34.390,92 pontos; o S&P 500 teve alta de 0,16%, a 4.359,49 pontos, e o Nasdaq Composite caiu 0,24%, para 14.512,44 pontos.

Ações da Braskem aceleram alta (16h04)

As ações da Braskem estão no topo das maiores altas do dia desde o início do pregão e não param de se valorizar. Às 16h04, subiam 9,04%.

Segundo Luís Sales, estrategista-chefe da Guide Investimentos, o movimento da Braskem é justificado por quedas que a empresa havia registrado na semana passada, somada ao anúncio desta semana de que fechou um acordo com a mexicana Pemex para resolver pendências contratuais e construir um terminal no México.

Banco Inter volta à lista das cinco empresas com maiores perdas (15h19)

Depois da alta volatilidade na sessão de ontem, as ações do banco Inter voltaram a cair mais de 3% e entraram na lista das maiores baixas do Ibovespa. A queda era de 3,9% para as ações preferenciais (BIDI4) e de 3,53% nas units (BIDI11).

Ontem, a B3 questionou o Inter para entender se existiam motivos que justificassem a volatilidade e o banco negou a possibilidade de fazer um provisionamento extraordinário em seu balanço patrimonial, assunto que estava sendo especulado no mercado.

Braskem e Usiminas lideram maiores altas do Ibovespa (13h58)

Desde ontem, os papéis da petroquímica Braskem estão se valorizando e, no início desta tarde, era a maior alta do Ibovespa, com alta de 7,12%.

Na terça, a empresa informou que sua subsidiária Idesa assinou um aditivo contratual com a mexicana Pemex para quitar pendências contratuais, além de prever o apoio a um projeto de construção de um terminal no México.

“O projeto do terminal visa a complementar o abastecimento de etano no México e viabilizar a operação da Braskem Idesa a plena capacidade, com acesso a novas fontes de matérias-primas”, afirmou a Braskem no documento.

A Usiminas continua como destaque na sessão, com aumento de 5,75%, reagindo a perdas que teve depois de ter anunciado na segunda-feira a paralisação do alto forno 2 de sua usina em Ipatinga por até 5 meses devido a um incidente que não teve detalhes informados pela companhia ao mercado.

Bolsas europeias fecharam em alta, com melhora do humor global (13h46)

A maioria das bolsas europeias fecharam a sessão em alta nesta quarta.

  • DAX, de Frankfurt: +0,77%, a 15.365,27 pontos;
  • FTSE 100, de Londres: +1,14%, a 7.108,16 pontos;
  • CAC-40, de Paris: +0,84%, a 6.560,80 pontos;
  • FTSE MIB, de Milão: +0,64%, a 25.736,85 pontos;
  • PSI 20, de Lisboa: +0,58%, a 5.419,47 pontos;
  • Ibex 35, de Madri: +1,25%, a 8.879,40 pontos.

Ações da M. Dias Branco sobem com anúncio de compra da Latinex (13h42)

As ações da M. Dias Branco, líder nos mercados de biscoitos e massas, subiam 4,28% nesta tarde, depois da companhia anunciar, na terça, que fechou contrato para aquisição da Latinex, empresa do segmento de snacks e temperos saudáveis.

A transação tem preço inicial de R$ 180 milhões, podendo chegar até R$ 272 milhões mediante o cumprimento de metas previstas em acordo.

Brasil quer aumentar a oferta de carne ao Reino Unido e negocia uma cota maior (12h55)

Os produtores brasileiros de carne querem aumentar a oferta de frango para o Reino Unido, e o governo do presidente Jair Bolsonaro está negociando um aumento nas cotas para exportação do produto ao país, disse o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em entrevista coletiva nesta quarta-feira.

A ABPA, que representa grandes frigoríficos como BRF e JBS, disse que o Brasil também está tentando começar a exportar carne suína para o Canadá, acrescentando que um acordo para acessar esse mercado é iminente.

Setores de tecnologia e varejo encabeçam altas do Ibovespa (12h38)

As ações da Méliuz lideram os ganhos do índice neste momento, com alta de 7,81%, na cola da recuperação de ações de empresas no esquina entre tecnologia e varejo na Nasdaq. Na sequência vem Americanas, que cresce 6,10%. Via aparece com o quinto melhor desempenho: +4,05%.

Usiminas salta 5,42%, reagindo parcialmente após perdas pesadas nas últimas duas sessões, depois de ter anunciado na segunda-feira a paralisação do alto forno 2 de sua usina em Ipatinga por até 5 meses devido a um incidente que não teve detalhes informados pela companhia ao mercado.

Outros destaques positivos são JBS, subindo 4,40%, à frente inclusive das rivais Marfrig (+3,37%) e BRF (+1,66%).

E Petrobras ON resiste à queda da cotação do barril de petróleo e sobe 2,09% após a petroleira anunciar acordo para vender à chinesa CNOOC uma fatia extra de 5% no contrato de partilha do excedente da cessão onerosa no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, por US$ 2,08 bilhões.

Ações da Ambev têm alta com anúncio de aumento no preço da cerveja (12h20)

Às 12h21, as ações da Ambev subiam 1,42%, um dia depois da cervejaria anunciar aumento nos preços das cervejas. Segundo a Folha de S.Paulo, o aumento deve ser de 5% a 6% nos chopes e cervejas.

A empresa não informou o valor exato do reajuste, mas disse que o percentual vai seguir alinhado à variação da inflação do país.

Harker não esperava alta de juros nos Estados Unidos antes de 2022 (12h11)

O presidente da distrital do Fed (Federal Reserve) na Filadélfia, Patrick Harker, disse que não espera ver aumentos de juros pelo Fed antes do fim de 2022 ou começo de 2023.

Harker, que falou durante evento virtual da Risk Management Association, afirmou também que logo chegará o momento de o Fed começar o tapering – ou redução gradual de suas compras de ativos -, de forma lenta e metódica. Segundo ele, as compras de ativos não estão ajudando muito a economia, no momento.

Bolsas americanas operam em alta (11h12)

As bolsas norte-americanas operaram em alta nesta manhã, se recuperando do tombo de ontem. Às 11h13, Dow Jones tinha alta de 0,45%, S&P 500, de 0,54%, e Nasdaq, de 0,69%.

A alta era impulsionada pelo melhor desempenho das ações de tecnologia.

Brasil cria 372 mil vagas de emprego com carteira assinada em agosto (10h14)

O Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil criou 372 mil postos de trabalho formais no mês de agosto, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Setor público brasileiro tem superávit primário em agosto (9h51)

O setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de R$ 16,729 bilhões em agosto, muito acima do esperado, ajudado pelo resultado positivo alcançado por Estados e municípios. Em pesquisa Reuters, a expectativa era de déficit primário de R$ 12,15 bilhões no mês.

IGP-M cai em setembro, mas acumula alta de 24,86% nos últimos 12 meses (8h19)

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), indicador que normalmente é usado para reajustes em contratos de aluguel, caiu 0,64% em setembro, depois de uma alta de 0,66% no mês anterior.

De janeiro a setembro, o IGP-M acumula alta de 16% e de 24,86% nos últimos 12 meses, de acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas). Este é um indicador que os investidores costumam acompanhar com atenção.

“O minério de ferro continua influenciando o resultado do IGP-M. A queda de 21,74% registrada no preço desta commodity foi a principal contribuição para o resultado do índice. Sem o minério de ferro, o IGP-M teria registrado alta de 2,37% em agosto e de 1,21% em setembro”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

Bolsas asiáticas fecham em queda; europeias sobem (8h06)

A maioria das bolsas da Ásia fecharam a quarta-feira (29) em baixa, influenciadas pelo avanço dos juros dos treasuries, que são títulos públicos do governo dos Estados Unidos, e pelos sinais de crise energética na China. A bolsa de Hong Kong foi uma das poucas exceções, que fechou o pregão em alta.

Já as bolsas europeias começaram o dia em alta, com destaque para os índices CAC-40 e Euro Stoxx 50, que operavam com alta de mais de 1% no início da manhã.

(Com Reuters e Agência Estado)

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