Influenciadas por uma portaria do MEC (Ministério da Educação) com novas regras para o ensino à distância no Brasil, as ações do setor de educação lideraram as altas no pregão desta quarta-feira (11) e influenciaram o Ibovespa, que fechou em alta de 0,26%, aos 110.963 pontos.

Dentro das ações que compõem o índice de referência do mercado brasileiro, a Cogna (COGN3), dona de marcas como Anhanguera, Unopar e Pitágoras, subiu 7,08% e a Yduqs (YDUQ3), controladora da Estácio, subiu 4,25%.

Fora do índice, destaque para Ser Educacional, que subiu 7,6%, e Anima, com alta de 2,3%. A resolução do MEC prevê que os cursos de graduação brasileiros, com exceção de Medicina, poderão prever até 40% da carga horária na modalidade à distância.

Também contribuiu para o saldo positivo do Ibovespa a confirmação da decisão do Fed (Federal Reserve), que sem surpresas manteve a taxa básica de juros nos Estados Unidos no atual intervalo, entre 1,50% e 1,75% ao ano. Para analistas, a tendência é que o Ibovespa siga andando de lado, com oscilações tímidas para cima ou para baixo, daqui até o final de 2019.

XP. O destaque para as empresas brasileiras de capital aberto não aconteceu, no entanto, na B3. A XP Inc., holding que controla a XP Investimentos e o banco XP, realizou seu IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês) na bolsa americana Nasdaq nesta quarta.

A ação foi precificada a US$ 27, acima da faixa anteriormente prevista, que ia de US$ 22 a US$ 25. No primeiro dia de negociações, a ação subiu mais 27,63%, encerrando o dia cotada a US$ 34,46, o que coloca a empresa brasileira com um valor de mercado de pouco mais de US$ 19 bilhões (R$ 78,36 bilhões).

Dólar. A cotação do dólar comercial caiu nesta quarta, fechando o dia em R$ 4,12, uma queda de 0,67%. Contribuiu o fato de o presidente do Fed, Jerome Powell, ter declarado que apenas uma inflação significativa e persistente faria o órgão aumentar os juros nos EUA em 2020, o que poderia fortalecer a moeda e pressionar o câmbio.

A perspectiva, depois confirmada, de que o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziria as taxas de juros no Brasil de 5,00% para 4,50% ao ano não teve impacto tão grande no pregão de hoje uma vez que já era dada como certa há várias semanas. Para os próximos dias, pesarão as interpretações do comunicado do comitê, que não adotou uma posição conclusiva para os rumos da Selic em 2020.

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