As ações da Oi e da TIM estão tendo uma quarta-feira (3) bastante positiva. Hoje, a superintendência-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) recomendou a aprovação da compra da Oi Móveis pela TIM, Claro e Vivo.

Por volta das 12h27, as ações da TIM estavam entre as maiores altas do Ibovespa, subindo 7,42%. As da Oi, que não estão listadas no indicador, tinham alta de 7,39%.

Segundo o Credit Suisse, os investidores da TIM estão animados com a possibilidade da empresa ganhar parte do leilão do 5G, com a compra da Oi Móvel e com a melhora no nível de competição da empresa.

Decisão do Cade

Depois de um longo processo de recuperação judicial, a Oi leiloou seus ativos de serviço móvel em dezembro de 2020, quando as concorrentes TIM, Claro e Telefônica Brasil (dona da Vivo) apresentaram uma oferta conjunta pelo negócio.

Pelas regras do Cade, a análise de uma fusão ou aquisição começa pela superintendência-geral, que pode aprovar casos em que considere não haver riscos à concorrência. Quando há concentração elevada, como neste caso, a área técnica envia o processo para o tribunal com recomendações, que podem ou não ser seguidas pelo tribunal, que é quem dá a palavra final.

No parecer em que envia ao tribunal o caso das telefônicas, a superintendência do Cade ressalta que a operação reduz de quatro para três o número de empresas que atuam nos mercados de acesso às redes móveis em atacado e de serviços móveis de voz e dados.

“A análise realizada pela Superintendência demonstra que o ato de concentração tem potencial de diminuir o incentivo para que TIM, Claro e Telefônica Brasil forneçam esse acesso a outros concorrentes, e tendam a compartilhar os elementos apenas entre si, agindo de maneira coordenada”, afirma.

Para a área técnica do Cade, esse risco poderá ser mitigado com as ações previstas no Acordo em Controle de Concentrações. O entendimento prevê compromissos de oferta de ran sharing (compartilhamento de redes de acesso) e de aluguel de espectro adquirido do Grupo Oi em municípios com menos de 100 mil habitantes.

Também foi previsto acordo de roaming e operadoras de rede móvel virtual para acesso às redes móveis em atacado aos demais players. “O objetivo é gerar condições para eventual entrada de concorrentes no setor”, afirmou o Cade. “A SG/Cade concluiu que o ACC negociado com as empresas é adequado para preservar a competitividade no mercado”.

O Cade tem 240 dias para analisar atos de concentração, prazo que, nesse caso, acabaria em 18 de novembro. Na semana passada, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a superintendência-geral pediu mais 90 dias para o órgão analisar o processo, o que ainda será analisado pelo tribunal. Se o adiamento for aprovado, o prazo final para o órgão decidir sobre o negócio entre as operadoras de telefonia passará de para fevereiro de 2022.

(Com Estadão Conteúdo)

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