Atualizado às 18h45

A Americanas e a Lojas Americanas anunciaram nesta segunda-feira (18) que avaliam fundir suas operações antes de uma listagem na bolsa americana Nasdaq, que está nos planos da companhia.

A notícia animou o mercado, que enfrentou um dia de maior aversão ao risco. Pela manhã, enquanto o Ibovespa caía, refletindo os dados fracos de crescimento da China e as projeções menos otimistas de crescimento brasileiro e inflação, as ações da Americanas disparavam mais de 10%.

No fim do dia, os papéis das Lojas Americanas (LAME4) fecharam em alta de 20,72%. Já as ações da Americanas (AMER3) encerraram com ganho de 4,33%.

Em fato relevante, as empresas disseram que “identificaram uma oportunidade reorganização societária anterior à listagem internacional, combinando no Brasil as respectivas bases acionárias das companhias no Novo Mercado”.

Fusão das marcas

Especialistas em varejo dizem que a fusão entre Americanas e Lojas Americanas cria uma empresa mais preparada e ágil para a disputa de gigantes travada dentro do e-commerce brasileiro.

Diferentemente do Magazine Luiza, que desde o início optou pela integração das lojas físicas com o online, outras redes preferiram separar a operação física da digital, caso da Americanas.

“Havia uma tese, que prevaleceu por muito tempo, de que o e-commerce era tão disruptivo que se as empresas tentassem mantê-lo dentro da mesma estrutura organizacional haveria conflito de interesses e isso iria retardar sua evolução. Por isso, muitas empresas partiram para a criação de outra empresa, não foi só a Americanas com a Americanas.com”, afirma Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral da Gouvêa Ecossystem.

(Com Reuters)

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