Em meio ao desconforto com a segunda onda da pandemia de coronavírus e o atraso na vacinação em massa no Brasil, o dólar fechou o dia em alta de 2,14%, a R$ 5,47. Na semana, a valorização da moeda americana chegou a 3,2%.

Esse cenário levou o Ibovespa a um dia de realização de lucros, com o índice encerrando o pregão desta sexta-feira (dia 22) em queda de 0,8%, a 117.380 pontos. Na semana, o recuo foi de 2,46%.

O que aconteceu com a Bolsa e o dólar? O Ibovespa se mantém pressionado pelo desconforto com a cena fiscal e o ambiente político no país, que abriram espaço para realização de lucros após máximas históricas nos primeiros pregões do ano.

O aumento persistente de casos e mortes em razão do coronavírus no Brasil, seguindo a tendência de outros países, também trouxe de volta preocupações sobre a retomada econômica e pressões fiscais, enquanto o Banco Central abandonou o compromisso de não subir a Selic.

“A incerteza para o primeiro trimestre permanece elevada, com o agravamento da pandemia no curto prazo e atraso na vacinação”, ressaltou o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, segundo maior banco privado do país, em relatório enviado a clientes.

Nesse contexto, o clima otimista em Wall Street com a posse do democrata Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos e a perspectiva de mais estímulos para a maior economia do mundo pouco animou compras de ações brasileiras.

No caso do dólar, a influência negativa do exterior foi turbinada pela ampla incerteza sobre o cenário doméstico, diante do atraso na vacinação, dos efeitos econômicos da pandemia e de potenciais aumentos de gastos por causa da crise sanitária.

Maiores altas:

BRF (+ 3,19%)
Magalu (+ 1,96%)
Sabesp (+ 1,79%)

Maiores baixas:

IRB (- 8,95%)
CVC (- 4,98%)
Eletrobras (- 3,39%)

(Com a Reuters)

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