O brasileiro é carente de educação financeira, segundo Marcelo Tavares, head da Finclass, plataforma de streaming de educação financeira do Grupo Primo. Espécie de Netflix das finanças, a plataforma do grupo de Thiago Nigro, mais conhecido como Primo Rico, quer ter 1 milhão de alunos até o fim de 2022 – hoje, são 100 mil.

“O Brasil tem um problema de educação em geral e de educação financeira também. […] Há uma carência de educação financeira. Isso deveria estar sendo ensinado nas escolas. Há um longo caminho a ser percorrido para se chegar a nível alto de educação financeira”, afirma ele.

Para o head da Finclass, as pessoas precisam aprender melhor a lidar com as finanças. “Essa necessidade existe. Não é só sobre lidar com dinheiro, mas aprender a sair das dívidas, montar uma reserva de emergência. A quantidade de dinheiro na poupança é um indicador de que o brasileiro não sabe investir bem.”

E como a Finclass se encaixa nessa questão? Tavares diz que a Finclass quer ar acesso a educação financeira a todo mundo. “E acesso a educação financeira de qualidade. A gente quer buscar os melhores profissionais do mercado para ensinar finanças para p público. Acreditamos que as melhores pessoas para falar sobre isso estão no mercado. São caras com décadas de experiência, mas que estão trabalhando, não são influencers, não estão nas redes sociais. Nosso papel é juntar as pontas entre esses caras e o público.”

Quais são os conteúdos de maior audiência? Ele cita três: finanças para iniciantes, reserva de valor e criptoativos. “Temos uma finclass que se chama Primeiros Passos, que é uma das mais assistidas. Antes da pessoa começar a investir, ela precisa aprender o básico, aprender a não ter dívida, construir reserva de emergência. Depois, entre as mais assistidas tem como ter uma carteira mais protegida. E criptomoedas é um assunto que está em alta”, afirma Tavares.

Tem aula que ensina a sair das dívidas? O head da plataforma disse que não. “Pensamos nisso e chegamos à conclusão que não faz sentido uma pessoa endividada pagar para aprender a sair das dívidas. Ela pode obter esse conteúdo de graça nos vídeos dos próprios influenciadores.”

A assinatura custa R$ 39,90 por mês no plano anual. Não é caro? Tavares acha que não. “Considero um valor extremamente baixo se comparar com cursos de finanças. O próprio curso do Thiago [Nigro] custa cerca de R$ 2.000. Esses R$ 39,90 são acessíveis para o grande público, conseguimos atingir um grande número de pessoas.”

Como a Finclass vai chegar a 1 milhão de inscritos? “Existe um trabalho que está sendo aprofundado, não só pelo Primo, mas no mundo inteiro, de mostrar a importância de se cuidar das finanças pessoais, dos investimentos. O brasileiro tem se tornado mais consciente e a pandemia, acompanhada da crise, contribuiu para isso. As pessoas sentiram no bolso a necessidade de cuidar do dinheiro e se tornar mais consciente. Essa necessidade sempre existiu, mas a crise e o ambiente de juros baixos fizeram as pessoas buscar mais informações, mais conhecimento.”

Vai haver parcerias para oferecer educação financeira a funcionários de empresas? Ele disse que não podia comentar o assunto.

Esse formato de conteúdo vai sobreviver ao pós-pandemia? “Não tenho dúvida que sim. O público quer poder acessar educação financeira de qualquer lugar, em qualquer horário, seja no intervalo do trabalho, de manhã ou antes de dormir. Cada um escolhe o melhor horário para estudar e aprender sobre finanças. Essa flexibilidade é um dos grandes valores nossos, pois o tempo das pessoas é escasso. A pessoa pode acessar uma aula por dia, uma por final de semana ou pode maratonar. Isso não vai mudar, a busca por flexibilidade.”

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