O patrimônio líquido de Mark Zuckerberg ultrapassou US$ 100 bilhões pela primeira vez na quinta-feira, 6, depois das ações do Facebook atingirem recorde em meio ao otimismo sobre o lançamento do Reels, concorrente do TikTok.

Agora, o executivo de 36 anos se iguala aos também titãs da tecnologia Jeff Bezos e Bill Gates como os únicos centibilionários do mundo, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg. A fortuna de Zuckerberg é fruto em grande parte de sua participação de 13% no Facebook.

Como 2020 impulsionou as ações das empresas de tecnologia

Os fundadores das maiores empresas de tecnologia dos EUA aumentam suas fortunas em ritmo alucinante neste ano, devido ao maior número de pessoas online em meio à pandemia de coronavírus. Ao mesmo tempo, a economia dos EUA encolhe no ritmo mais rápido já registrado. Zuckerberg ficou cerca de US$ 22 bilhões mais rico neste ano, enquanto Bezos aumentou sua fortuna em mais de US$ 75 bilhões.

Os números surpreendentes colocam as chamadas Big Tech sob crescente escrutínio. Zuckerberg, Bezos, Tim Cook, CEO da Apple, e Sundar Pichai, diretor-presidente da Alphabet, dona do Google, participaram de audiência no Congresso dos EUA em julho para se defenderem das alegações de que seu poder e influência saíram do controle.

As cinco maiores empresas de tecnologia dos EUA – Apple, Amazon.com, Alphabet, Facebook e Microsoft – atualmente têm avaliações de mercado equivalentes a cerca de 30% do PIB do país, quase o dobro do nível no final de 2018.

O senador americando Bernie Sanders planeja introduzir legislação para tributar o que ele chamou de ganhos “obscenos” durante a crise de coronavírus. O “Make Billionaires Pay Act” tributaria 60% do aumento no patrimônio líquido dos ultrarricos de 18 de março até o fim do ano e usaria a receita para cobrir despesas de saúde de todos os americanos.

Zuckerberg, que fundou a gigante das redes sociais em seu dormitório na Universidade Harvard em 2004, disse que planeja doar 99% de suas ações no Facebook ao longo da vida.

Mesmo fora dos EUA, gigantes da tecnologia estão entre os maiores vencedores deste ano. Pony Ma, CEO da Tencent, ganhou US$ 17 bilhões, elevando sua fortuna para mais de US$ 55 bilhões, enquanto o patrimônio de Colin Huang, da Pinduoduo, aumentou US$ 13 bilhões, para US$ 32 bilhões. Na Índia, Mukesh Ambani ficou US$ 22 bilhões mais rico. A unidade digital da Reliance Industries, controlada pelo magnata indiano, atraiu investimentos de empresas como Facebook e Silver Lake. Sua fortuna soma US$ 80,3 bilhões.

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