Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – A Warren anunciou nesta quarta-feira que levantou 300 milhões de reais em uma rodada de financiamento liderada pelo GIC, fundo soberano de Cingapura.

De acordo com o presidente-executivo e sócio-fundador da corretora, gestora e administradora de investimentos, Tito Gusmão, o percentual envolvido na transação foi “bem minoritário”. Ele não deu detalhes.

“Não somos um unicórnio ainda” acrescentou, referindo-se a startups avaliadas em 1 bilhão de dólares ou mais. “Em algum momento seremos.”

A rodada de captação, que contou ainda com a participação das empresas de investimentos Ribbit, Kaszek, Chromo Invest, QED, Meli Fund e Quartz, que já eram investidoras da Warren, foi a maior nos quatro anos da corretora. Em 2019, a empresa levantou 30 milhões de reais. No ano passado, outros 120 milhões.

Com a meta de chegar a entre 12 bilhões a 15 bilhões de reais am ativos sob gestão neste ano e a “algo” entre 25 bilhões e 30 bilhões de reais em 2022, dos atuais 6 bilhões de reais, a Warren planeja usar os recursos da captação para investir em tecnologia, marketing e em parceiros.

“Também estamos de olho em potenciais M&As (sigla em inglês para fusões e aquisições), olhando algumas empresas que podem acelerar nosso crescimento”, acrescentou, sem detalhar.

Uma oferta inicial de ações está no radar para o longo prazo, afirmou Gusmão, que fundou a Warren em 2017 com Marcelo Maisonnave, ambos ex-sócios da XP Investimentos.

“Temos o sonho de longo prazo de fazer o IPO, mas vai ser simplesmente para botar mais gasolina no tanque e a gente seguir nossa jornada de ser a maior corretora do país.”

Rodrigo Grundig, André Gusmão e Kelly Gusmão também fazem parte do bloco fundador da Warren, que conta atualmente com escritórios em Blumenau, Curitiba, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, além de 340 parceiros em todo o país.

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