A volta de São Paulo para a fase amarela do plano de combate ao coronavírus pegou de formas diferentes entidades afetadas pela medida. Para a associação de bares e restaurantes (Abrasel), vai haver mais quebradeira no setor. Já a entidade que representa lojistas de lojas satélites de shoppings (Ablos) afirma apoiar as medidas. A associação comercial de São Paulo (ACSP) diz que não existe nenhum número que comprove dados de contágios relacionados ao vaejo.

O que muda? Com a regressão da fase verde para amarela, lojas e restaurantes terão de funcionar com 40% da capacidade, por no máximo 10 horas.

O que diz a Abrasel? Para o presidente da Abrasel-SP, a regressão foi uma surpresa desagradável. “Vai haver mais fechamento de restaurante e mais demissões. Porque é mais vantajoso ficar fechado do que operar com 40% da capacidade.”

A entidade estima que 30% dos 60 mil bares e restaurantes foram fechados durante a pandemia, gerando até 150 mil demissões.

E a Ablos? “Apoiamos o horário de funcionamento por 10 horas do comércio, já que nos ajudará a reduzir custos e mais ainda, a salvar vidas”, declara em nota Tito Bessa Junior, presidente da Ablos e fundador da rede de lojas TNG.

E a ACSP? Para a ACSP, ‘a medida não se justifica já que o varejo não está entre os lugares onde há mais contaminação da doença. A entidade também entende que esse tipo de medida pode causar mais fechamento de lojas, porque o comerciante ainda se recupera do primeiro impacto da pandemia’.

“Horários e capacidades restritivas do comércio podem aumentar as aglomerações do lado de fora das lojas, na medida em que as pessoas, inevitavelmente, sairão de suas casas para fazer suas compras de fim de ano, aumentando o risco de contágio da Covid-19. Lembramos que, do lado de fora das lojas, os comerciantes não têm autonomia para controlar o uso da máscara, o distanciamento social e a utilização do álcool gel como forma de prevenção.”

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