O setor varejista cresceu 0,1% em outubro em relação ao mês anterior. Os maiores estímulos vieram dos segmentos de combustíveis, artigos farmacêuticos, móveis e eletrodomésticos, mostraram os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi a sexta alta consecutiva do PMC.

Em relação ao desempenho de outubro do ano passado, o varejo cresceu 4,2%. Já o varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, avançou 5,6%.

O que cresceu? O destaque é a categoria de combustíveis e lubrificantes (1,7%), favorecida pela redução dos preços ao longo do ano. Móveis e eletrodomésticos avançaram  0,9%, estimulados pela redução da taxa de juros e aumento da concessão de crédito.

O que caiu? Hiper, supermercados e produtos alimentícios, que tem um dos maiores pesos na pesquisa, caiu 0,1% no mês. Foi o primeiro recuo depois de cinco meses de crescimento.

O que diz o IBGE?  Há um quadro conjuntural mais favorável ao consumo, com melhora no mercado de trabalho, apesar de predominar a informalidade, e na massa de rendimentos. “A liberação do FGTS e a inflação controlada também impulsionaram as vendas. Além disso, houve um aumento na concessão de crédito para pessoa física, o que estimula a aquisição de bens duráveis”, analisa Isabella Nunes, gerente da pesquisa.

E o varejo ampliado? Na comparação com setembro, as vendas de veículos e autopeças avançaram 2,4% e de construção, 2,1%.

Mas afinal, o que significa o varejo crescer? A PMC mede o volume e a receita de vendas no comércio brasileiro durante um mês inteiro, e o IBGE usa o volume para indicar se a atividade do setor está melhor ou pior que determinado período anterior. Logo, o crescimento de 0,1% no varejo em outubro significa que as famílias compraram mais itens, e não necessariamente gastaram mais que em setembro.

Que itens de consumo a pesquisa considera? São oito no total: combustíveis e lubrificantes, supermercados, tecido e vestuário, móveis e eletrodomésticos, material para escritório, medicamentos e perfumaria, e outros materiais de uso domésticos.

O varejo ampliado considera outras duas categorias que não são comprados com a mesma frequência dos medicamentos e alimentos, por exemplo. São elas: veículos e motos, partes e peças, e material de construção. Em outubro, o varejo ampliado cresceu 0,8% ante setembro.

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