Cadastrou sua chave Pix e não gostou da experiência oferecida pela instituição? Saiba que dá para transferir a chave de um banco para outro. Essa migração é chamada de portabilidade.

Para quem não sabe, Pix é o nome do novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. E as chaves nada mais são do que formas de identificar rapidamente a conta do usuário. Podem ser usadas como chaves dados como número de telefone, do CPF, do CNPJ, endereço de e-mail ou uma aleatória.

Dados divulgados hoje pelo Banco Central mostram que já foram registradas 83,4 milhões de chaves até agora. Desse total, 79,8 milhões são de pessoas físicas e 3,7 milhões de pessoas jurídicas.

Segundo o BC, já foram solicitadas a portabilidade de 4,3 milhões de chaves, ou seja, transferências para outras instituições.

Como peço a portabilidade? No próprio app do banco ou fintech. A recomendação é que as instituições permitam a portabilidade de forma simplificada aos usuários.

Quanto tempo demora a portabilidade? Após o pedido de portabilidade, a instituição tem 10 minutos para perguntar ao usuário se ele deseja de fato trocar o registro de chaves do Pix. O usuário tem sete dias para devolver a resposta, se deseja ou não seguir com o processo. A partir dessa resposta, a instituição que detém as chaves tem 10 segundos para liberá-las para outro destino.

Todas as chaves podem ser transferidas de uma instituição para outra? Não. A única que não pode ser trocada de um banco para outro é a chave aleatória.

“A chave aleatória é composta por letras e números, seguindo uma regra de formação. Ela é gerada pelo próprio Banco Central. Não é um número fácil de ser memorizado ou digitado”, diz Carlos Netto, CEO da Matera.

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