Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) – A oferta de ações prevista na privatização da Eletrobras deve levantar ao menos 25 bilhões de reais para que a empresa pague esse montante em outorgas ao governo pela renovação de contratos de hidrelétricas e linhas de transmissão, disse à Reuters o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Rodrigo Limp.

O governo deve ficar com uma fatia direta e indireta na companhia de cerca de 45% após a privatização, que ocorreria por meio de uma emissão de novas ações em que a União acabaria diluída, segundo Limp. Também pode haver venda direta de ações numa oferta secundária, mas isso não está definido.

“Apesar de diminuir o percentual e (não ter) o controle da empresa, o valor em reais desse percentual passa a ser bem maior que o atual. Hoje a União tem, mais o BNDES, 61% da Eletrobras. Isso equivale a 30 bilhões de reais. Com a capitalização a gente espera que fique com 45%, e esses devem valer cerca de 60 bilhões.”

“Já é um ganho para a União. Isso fortalece o mercado de capitais, porque teremos uma corporação, a maior empresa de energia renovável da América Latina… um modelo de gestão alinhado com as principais empresas de energia do mundo. É benéfico em vários aspectos.”

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