Países da União Europeia buscam um acordo para aliviar as restrições da pandemia às viagens dentro e com destino ao bloco, enquanto líderes trabalham para aumentar os níveis de vacinação contra a Covid-19.

Uma opção em discussão antes de uma cúpula de dois dias da UE em Bruxelas é um plano para eliminar efetivamente o sistema de semáforos de áreas verdes e vermelhas do bloco, que tem sido usado para guiar as regras de viagens. A ideia é permitir que qualquer pessoa vacinada possa viajar livremente, segundo uma proposta informal da Comissão Europeia vista pela Bloomberg.

O plano dependeria do uso dos passaportes digitais da Covid da UE, que têm permitido aos viajantes cruzar fronteiras sem testes ou quarentenas desde o verão europeu, caso comprovem que estão imunizados ou recuperados do coronavírus. Viajantes sem um passe da Covid podem ser obrigados a fazer testes depois de chegarem ao destino.

“Dado o impacto muito considerável sobre o exercício da livre circulação, pessoas que viajam dentro da UE não deveriam, em princípio, serem obrigadas a fazer quarentena, exceto em situações muito excepcionais (por exemplo, novas variantes de preocupação)”, diz a proposta da Comissão Europeia.

Outras jurisdições começaram a abrir a economia rapidamente nas últimas semanas após um início mais lento. O Reino Unido simplificou o próprio sistema de semáforos para uma lista verde e vermelha, sendo que esta última incluía apenas sete países até semana passada. Os EUA admitirão estrangeiros imunizados a partir de 8 de novembro, o que pode aumentar a demanda por rotas transatlânticas, consideradas as mais lucrativas para companhias aéreas e empresas de viagens.

Uma segunda opção proposta pela Comissão seria manter o sistema de semáforos, mas refinar os dados usados para as classificações. Os países membros seriam incentivados a implementar regras mais simples e padronizadas para lidar com viajantes de zonas vermelhas ou cinza.

A proposta da Comissão também manteria o uso do chamado mecanismo de freio de emergência para ser usado no caso de novas variantes de preocupação ou surtos, mas teria como objetivo estabelecer um marco comum sobre quando as novas restrições deveriam ser acionadas.

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