O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (dia 3) que um acordo comercial com a China pode ter que esperar até depois da eleição presidencial americana, em novembro de 2020. A declaração reduz as esperanças de uma resolução rápida para a guerra comercial.

O que disse Trump? “Eu não tenho prazo, não. De certa maneira, acho que é melhor esperar até depois da eleição em relação à China”, disse Trump a repórteres em Londres, onde participa de reunião com líderes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma aliança militar com países desenvolvidos.

“Mas eles querem fechar um acordo agora, e veremos se o acordo será ou não correto, ele tem que ser correto.”

Foi o segundo dia seguido de declarações polêmicas de Trump. Na segunda, ele declarou pelo Twitter que irá impor tarifas de importação ao aço e ao alumínio do Brasil e da Argentina, como retaliação ao que ele considerou manipulação do câmbio dos dois países, cujas moedas estão se desvalorizando ante o dólar.

Qual a reação do mercado às declarações? Os preços das ações europeias e a moeda chinesa, o yuan, caíram após os comentários de Trump.

Investidores têm esperado que os Estados Unidos e a China evitem uma escalada de suas tensões comerciais, que derrubam o crescimento econômico global.

Estados Unidos e China não estavam para assinar um acordo? Sim. Mas a “fase um” de um acordo de trégua nas disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo, anunciada em outubro depois de uma rodada de negociações reunindo o alto escalão, ainda não foi assinada.

Trump afirmou ainda nesta terça que um acordo com a China só acontecerá se ele quiser.

“Estou indo muito bem em um acordo com a China, se eu quiser fechá-lo”, disse ele. “Não acho que depende de se eles quiserem, é se eu quiser fechá-lo. Vamos ver o que acontece.”

(Com a Reuters)

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