BUENOS AIRES (Reuters) – O sindicato argentino SOEA, que reúne trabalhadores do setor de oleaginosas do país, disse nesta quinta-feira que “certamente” realizará uma medida de força por divergências com empresas agroexportadoras sobre a implementação de um bônus pelo trabalho realizado em 2020, durante a pandemia de coronavírus, pelo qual haviam fechado acordo no final de dezembro.

O Sindicato dos Trabalhadores e Empregados de Oleaginosas representa os funcionários das unidades de processamento localizadas ao norte de Rosário, polo agroindustrial e agroportuário da Argentina –que, por sua vez, é a maior fornecedora de óleo e farelo de soja do mundo.

O SOEA promoveu uma longa greve no mês passado, reivindicando reajustes salariais e o “bônus pandemia”, em medida que afetou as exportações do país. No final de dezembro, as empresas e o sindicato chegaram a um acordo, mas as partes voltaram a ter divergências quanto à sua aplicação.

Trabalhadores e empresários se reunirão às 16h (horário local), no Ministério do Trabalho da Argentina, para buscar um acordo. O secretário do SOEA, Daniel Succi, afirmou em vídeo publicado no site do sindicato na quarta-feira que “certamente haverá uma medida de força”.

Procurado pela Reuters, o presidente da câmara de exportadores e processadores de cereais CIARA-CEC, Gustavo Idígoras, se mostrou mais otimista com os resultados do encontro.

“Estamos discutindo o tema, mas acho que no final do dia provavelmente chegaremos a um bom entendimento com o sindicato”, disse o chefe da CIARA-CEC.

Em dezembro, uma greve do sindicato de inspetores de grãos Urgara também causou interrupções às atividades de exportação argentinas. Desta vez, os transportadores têm realizado protestos nas rotas até os terminais portuários, dificultando o transporte de grãos.

(Reportagem de Maximilian Heath e Hugh Bronstein)

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