A taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,3% no trimestre de agosto a outubro de 2020, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mensal divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada somou 14,1 milhões de pessoas, crescendo 7,1% (mais 931 mil pessoas) frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2019, o aumentou foi de 13,7% (1,7 milhão de pessoas a mais).

Veja outros destaques:

População ocupada: O número de empregados ficou em 84,3 milhões de pessoas, aumento de 2,8% (mais 2,3 milhões) frente ao trimestre anterior e caiu 10,4% (menos 9,8 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

Nível de ocupação: a taxa de ocupação subiu 0,9 ponto percentual frente ao trimestre anterior e ficou em 48,0%. Em relação ao mesmo trimestre de 2019 caiu 6,9 p.p.

Subutilização: a população subutilizada representa 32,5 milhões de pessoas com taxa de 29,5%, queda de 0,7 p.p. em relação ao trimestre anterior (30,1%) e alta de 5,7 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2019 (23,8%).

Força de trabalho: o contingente ficou em 98,4 milhões de pessoas, subindo 3,4% (mais 3,2 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e caindo 7,6% (menos 8,1 milhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

População fora da força de trabalho: 77,2 milhões de pessoas, queda de 2,2% (menos 1,8 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e cresceu 19,0% (mais 12,3 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

Desalentados: o percentual daqueles que não trabalham e nem estão a procurando de emprego ficou em 5,5%, número estável frente ao trimestre anterior. A população desalentada somou 5,8 milhões, aumento de 25% (mais 1,2 milhão de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

Empregados com carteira de trabalho: os trabalhadores com registro em carteira ficou em 29,8 milhões no setor privado, um aumentou de 384 mil pessoas frente ao trimestre anterior, embora sem variação estatisticamente significativa. O percentual caiu 10,4% (menos 3,4 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

Empregados sem carteira assinada: o número de trabalhadores sem registro no setor privado (9,5 milhões) aumentou 9% (mais 779 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e caiu 20,1% (menos 2,4 milhões) ante o mesmo trimestre de 2019.

Autônomos: o número de trabalhadores por conta própria ficou em 22,5 milhões de pessoas, subindo 4,9% (mais 1,1 milhão) contra o trimestre anterior e caindo 8,1% (menos 2,0 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2019.

Trabalho doméstico: o número de trabalhadores domésticos (4,7 milhões de pessoas) não teve variação significativa frente ao trimestre anterior e caiu 25,5% (menos 1,6 milhão) ante o mesmo trimestre de 2019.

Informalidade: a taxa de informalidade chegou a 38,8% da população ocupada (ou 32,7 milhões de trabalhadores informais). No trimestre anterior, a taxa foi de 37,4% e, no mesmo trimestre de 2019, de 41,2%.

 

 

Quer tirar suas dúvidas sobre o Imposto de Renda de 2021? Mande sua pergunta por e-mail (faleconosco@6minutos.com.br), Telegram (t.me/seisminutos) ou WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).