Os supermercados responsabilizam a indústria pela alta dos preços dos produtos da cesta básica, como arroz, feijão e óleo. Hoje, o presidente Jair Bolsonaro disse que iria pedir patriotismo dos empresários do setor para evitar descontrole de preços.

“O setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja com aumentos significativos”, disse a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) em nota.

Itens como arroz, feijão, leite e óleo de soja estão com aumento acumulado médio em 18,85% no ano, número quase quatro vezes maior que o índice geral de preços dos alimentos (5%), segundo a Apas (Associação Paulista de Supermercados).

O que diz a indústria? A Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) diz que a alta nos custos dos alimentos que compõem a cesta básica é um fenômeno que se constata em todo o mundo. Mas informa que os preços não são discutidos individualmente entre empresas e as cadeias varejistas, e não no âmbito da associação.

O que tem puxado a alta de preços? É uma combinação de fatores, como aumento das exportações combinada à alta da demanda interna mais pressão de dólar.

A Abia afirma que a maior demanda mundial por alimentos está entre os principais fatores que têm contribuído para as recentes altas nos preços de algumas commodities agrícolas no mercado internacional. “No Brasil, a desvalorização cambial de mais de 30% pressiona os custos de produção da indústria.”

O que os supermercados vão fazer? A Apas diz que tem recomendado aos supermercados que continuem negociando com seus fornecedores e comprem somente a quantidade necessária para a reposição, bem como ofereçam aos seus consumidores opções de substituição aos produtos mais impactados por esses aumentos.

Vai ter tabelamento de preços? Bolsonaro disse que não iria dar nenhuma canetada. “Estou pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro.”

A Abras rejeita o controle de preços. “Apoiamos o sistema econômico baseado na livre iniciativa, e somos contra às práticas abusivas de preço, que impactam negativamente no controle de volume de compras, na inflação, e geram tensões negociais e de ordem pública.”

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