A entrada em vigor das novas restrições de funcionamento em São Paulo vai colocar o risco o emprego de milhares de trabalhadores de shoppings centers, lojas de rua e galerias. O alerta foi feito pela Ablos (Associação Brasileira dos Lojistas Satélites), que representa donos de lojas de shoppings centers.

De acordo com as novas regras, somente os serviços essenciais poderão funcionar aos fins de semana e feriados até o dia 7 de fevereiro. Durante a semana, o endurecimento vale das 20h às 6h.

Segundo a Ablos, as vendas de fim de semana representam de 40% a 50% do faturamento total. Sem essa receita, os lojistas já pensam em demissões após um ano de perdas financeiras.

“Apenas no nosso estado os shoppings centers empregam mais 3 milhões de pessoas, direta e indiretamente, já que somos 60% dos empreendimentos em todo Brasil. Somado a bares, restaurantes, salões de beleza e outros serviços não essenciais, o estado colocará em risco mais de 6 milhões de empregos e poderemos perder facilmente uma Ford por dia se a decisão imposta pelo governo não for revertida”, diz Tito Bessa Junior, presidente da Ablos.

Ele se referiu ao anúncio de encerramento das operações da Ford no Brasil, que deve gerar a demissão de cerca de 5.000 trabalhadores.

Bessa voltou a afirmar que os comerciantes não são responsáveis pelo aumento de casos de coronavírus.

“O shopping center e o comércio de rua, em sua maioria, são locais muito seguros e que seguem à risca todos os protocolos de saúde e higiene. Mas a falta de fiscalização das autoridades em festas e nas praias fez com que os empreendimentos e lojistas fossem penalizados. Estamos pagando uma conta que não é de nossa responsabilidade” disse.

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