Por Christopher Walljasper

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros da soja negociados em Chicago afundaram mais de 4% nesta sexta-feira, enquanto os futuros do milho atingiram o limite diário de queda, à medida que chuvas em importantes áreas produtoras na América do Sul amenizam temores relacionados à oferta global, ofuscando fortes dados de exportação dos Estados Unidos na semana.

Os futuros do trigo despencaram 4%.

O contrato mais ativo da soja fechou em queda de 58,50 centavos de dólar, a 13,1175 dólares por bushel, registrando a maior perda desde 10 de agosto de 2018.

Na semana, o vencimento mais ativo da oleaginosa na bolsa de Chicago cedeu 1,05 dólar, ou 7,4%, maior declínio desde 4 de julho de 2014.

O milho recuou 23,75 centavos, para 5,0050 dólares o bushel, perdendo 4,5%, maior baixa desde 12 de agosto de 2019. Já o trigo desvalorizou 26,25 centavos, terminando a sessão cotado a 6,3450 dólares/bushel.

“Acho que temos fundamentos em geral positivos, mas faltam notícias para alimentá-los”, disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX. “Isso nos deixa vulneráveis a mais correções significativas.”

A colheita de soja do Brasil tem registrado um início lento, o que pode impactar os mercados norte-americanos.

“Isso faz com que os negócios chineses continuem vindo em nossa direção por mais algumas semanas”, disse Jack Scoville, analista de mercado do Price Futures Group. “O que fato de que estamos em um patamar mais baixo encoraja mais vendas.”

(Reportagem de Reportagem adicional de Naveen Thukral, em Cingapura, e Sybille de La Hamaide, em Paris)

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