A situação dos funcionários da Casa da Moeda não está fácil. A direção da estatal enviou comunicado a seus funcionários recomendando a eles a adesão ao PDV (programa de demissão voluntária).

Qual o motivo desse alerta? Resumindo, a Casa da Moeda disse que corre o risco de fechar diante da possível perda de contratos de serviços. Uma lei sancionada em 2017 deixou claro que o Banco Central pode contratar fornecedores estrangeiros para confecção de moeda e papel-moeda, retirando a exclusividade do serviço da estatal.

Mas por que esse risco ficou maior? O governo pretende vender a Casa da Moeda. Desde 2017, a empresa está qualificada no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), área do governo que conduz privatizações e liquidações de estatais.

E qual o risco para os funcionários? A empresa diz que ajustes serão necessários. “No entanto, mesmo obtendo sucesso em garantir contratos plurianuais, para garantir a sua sustentabilidade e sobrevivência, ainda será necessário um grande ajuste nos quadros funcionais, e diversas outras medidas de contenção de despesas e redução de custos”, diz o texto.

Qual foi a recomendação aos funcionários? A Casa da Moeda disse que era melhor aderir ao PDV. “Considerando o atual momento da economia, entendemos ser melhor uma saída de forma programada, em uma situação vantajosa para ambas as partes, do que num futuro próximo estar a mercê de uma situação na qual pode-se não ter o controle do desfecho, como, por exemplo, um PDE (programa de desligamento de empregado) ou, pior, um desfecho mais grave com a piora da situação financeira da Casa da Moeda, caso não se tenha sucesso nas medidas necessárias para sua reestruturação.”

Quantos funcionários a empresa tem e quanto eles ganham? A Casa da Moeda tem hoje 2.132 empregados, que entraram por meio de concurso público no regime da CLT (ou seja, eles não têm estabilidade). A empresa tem três unidades industriais no Rio de Janeiro e paga salário médio de R$ 9.278 31. Vinculada ao Ministério da Economia, a estatal produz papel-moeda, moeda metálica, selos postais e fiscais e passaportes, entre outros produtos, mas tem capacidade ociosa.

(Com Estadão Conteúdo)

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