A venda de produtos de cuidados com a pele cresceu 21,9% no ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5) pela Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal). As máscaras de tratamento faciais e os produtos para a pele do corpo e esfoliantes corporais foram os queridinhos dos brasileiros e tiveram crescimento nas vendas de 91% e 153,2%, respectivamente.

“Essa já era uma tendência observada antes da pandemia e no ano de 2020, a busca por produtos de cuidados com a pele, de fato, aumentou. Esse é, sem dúvidas, um sinal positivo para a ampliação desse segmento que ainda tem enorme potencial de desenvolvimento aqui no Brasil”, afirma João Carlos Basilio, presidente-executivo da Abihpec.

A venda de shampoos, condicionadores e produtos de tratamentos capilares também aumentou. Segundo a Abihpec, o comportamento do consumidor mudou em relação ao banho – o momento passou a ser considerando um pequeno ritual de reconexão e de escape mental do cenário de pandemia.

Quais os produtos da “cesta covid” que tiveram maior aumento nas vendas? O álcool gel foi o item mais comprado para prevenir o contágio pela covid-19, com crescimento nas vendas de 808% em comparação a 2019.

Outros itens relacionados à pandemia que os brasileiros consumiram mais foram lenço de papel (77%); toalha de papel multiuso (33,2%); sabonete líquido (22,3%); sabonete em barra (9,5%); e papel higiênico (12,7%).

“Acreditamos que os brasileiros vão continuar consumindo estes produtos em 2021, que ainda é um ano pandêmico, porque os itens da cesta covid-19 são ferramentas necessárias para a manutenção da saúde pelo reforço dos hábitos de higiene pessoal. Na nossa visão, o brasileiro que já tinha historicamente bons hábitos de higiene, entendeu isso e segue praticando a higiene pessoal de forma ainda mais intensa”, afirma João Carlos Basilio, presidente-executivo da ABIHPEC.

Mais perfumes em casa? O setor de perfumaria surpreendeu os fabricantes, com crescimento de 8,4%. O receio era de que houvesse diminuição de vendas por causa das medidas de isolamento, que fecharam ou restringiram a atuação do comércio.

A ABIHPEC considera que o setor cresceu pela adoção de canais de vendas alternativos, pelo e-commerce, pela troca entre consumidores nas redes sociais, pela interação entre marcas e clientes online e também o aumento dos brasileiros por perfumes nacionais.

“Os brasileiros cada vez mais se surpreendem com as ofertas nacionais de perfumes que, além de oferecerem altíssima qualidade, vem recebendo investimentos constantes em inovação nos últimos anos. Certamente, a opção de compra de perfumes nacionais, reforçou as vendas da categoria em 2020”, diz Basilio.

Como o setor com um todo se comportou? Cresceu 5,8% em 2020, puxado pela intensificação dos hábitos de higiene para diminuir os riscos de contágio do coronavírus.

As datas comemorativas ajudaram? Sim, mas nem todas. O dia dos Namorados, dia das Mães, dia dos Pais e Black Friday foram positivos para o setor, enquanto o Natal mostrou resultados mais tímidos.

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