O setor de serviços cresceu pelo segundo mês consecutivo em maio, de acordo com a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) divulgada nesta terça-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado superou o nível pré-pandemia pela segunda vez no ano – a primeira havia sido em fevereiro, mas em março, com o endurecimento das regras para conter a pandemia, o setor voltou a cair (-3,4%).

“O setor vinha mostrando boa recuperação, mas, em março, com um novo agravamento do número de casos de covid-19, governadores e prefeitos de diversos locais do país voltaram a adotar medidas mais restritivas, afetando o funcionamento das empresas de serviços. Em abril e maio essas medidas começam a ser relaxadas e o setor volta a crescer”, afirma o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

A alta de maio foi impulsionada pelos resultados positivos dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,7%) e para serviços prestados às famílias (17,9%), ambos alcançando a segunda taxa positiva seguida após terem recuado em março. Com menor impacto no índice geral, vieram os serviços profissionais, administrativos e complementares (1%), que eliminaram quase toda a perda do período março-abril (-1,3%).

“A expansão nos transportes tem muito a ver com a queda no preço das passagens aéreas, além do aumento da demanda por esse serviço. O transporte aéreo cresceu 60,7% em maio. Além disso, o segmento de armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,6%), que também compõe a atividade, continua em ascensão, tendo atingido em maio seu patamar mais alto na série histórica da PMS. Contribuem para esse resultado as empresas de logística, as administradoras de aeroportos e as concessionárias de rodovias”, diz Lobo.

Lobo afirma que, apesar dos serviços prestados às famílias terem tido resultado positivo, continuam 29,1% menor do que o nível pré-pandemia.

Os setores de informação e comunicação (-1%) e os outros serviços (-0,2%) tiveram resultados negativos, mas sem eliminarem os ganhos recentes de 4,7%, entre março e abril, no primeiro ramo; e de 6,4%, entre fevereiro e março, no último setor.

De janeiro a maio deste ano, acumula alta de 7,3% e queda de 2,2% nos últimos 12 meses.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).